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Documento analisa os impactos dos fenômeno climáticos e as estratégias para enfrentamento


A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lança o relatório “O Fenômeno El Niño (2026-2027) e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios Operacionais, Planejamento e Respostas Regulatórias”. O documento analisa os impactos físico-operacionais do fenômeno El Niño (2026-2027) sobre a infraestrutura do setor elétrico brasileiro e as ações estratégicas coordenadas para o aumento de sua resiliência.


O relatório é baseado nas discussões de seminário técnico de alto nível promovido pela ANEEL em agosto de 2026, com a participação de concessionárias de geração, transmissão, distribuição, órgãos climáticos e de defesa civil. Os debates indicaram que os extremos hidrológicos bimodais — representados por inundações severas e vendavais na região Sul e estiagens severas combinadas com vazantes históricas nos rios da bacia amazônica e queimadas no Centro-Oeste/Nordeste — impõem graves restrições mecânicas, logísticas e de segurança de abastecimento hídrico e de combustíveis.


Estruturado em cinco capítulos, o trabalho começa pela introdução. A seguir, no segundo capítulo, está o referencial teórico que delimita o arcabouço conceitual de adaptação e resiliência climática, as projeções oceanográficas do El Niño e as evidências macroeconômicas de perda de produtividade por estresse térmico de ativos.


Já o delineamento metodológico do relatório com base na realização de um seminário multisetorial e na análise sistemática de conteúdo está no terceiro capítulo.


O quarto capítulo detalha os resultados empíricos e as discussões obtidas a partir dos depoimentos das concessionárias e governança setorial, apresentando ainda a matriz de resiliência por segmento. Finalmente, o quinto capítulo reúne as considerações finais e recomendações de políticas públicas para o fortalecimento contínuo da infraestrutura energética nacional.

Por Canal Energia • 30 de outubro de 2026
Carga no Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar 47.723 MWmed em novembro, com crescimento de 5,92%
Por MMM - Ministério de Minas e Energia • 30 de outubro de 2026
Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos projeta avanço do etanol de milho, do biometano e dos combustíveis sustentáveis de aviação e analisa os efeitos da Lei do Combustível do Futuro
Por Agência INFRA • 30 de outubro de 2026
 O MME (Ministério de Minas e Energia) informou nesta quinta-feira (29) que o Leilão de Transmissão 4/2026, marcado para sexta-feira (30), prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos em sete estados. O certame será realizado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a partir das 10h, na sede da B3, em São Paulo. Segundo a pasta, os leilões de transmissão realizados entre 2023 e 2026 mobilizaram R$ 69,64 bilhões em investimentos estimados, montante que chega a R$ 77,54 bilhões com atualização pelo IPCA. O leilão contempla 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da continuidade da operação de 483 quilômetros de linhas existentes. A expectativa é de geração de aproximadamente 20,3 mil empregos durante a implantação dos projetos. As instalações estarão distribuídas pela Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. Os contratos de concessão terão duração de 30 anos, com prazos de entrada em operação entre 42 e 60 meses. O maior empreendimento do certame reúne instalações em Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, com passagem por São Paulo. O projeto prevê R$ 4,11 bilhões em investimentos e 1.167 quilômetros de linhas, com objetivo de reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade de escoamento da geração de energia. Na Bahia e na Paraíba, os projetos exclusivos dos dois estados somam R$ 1,16 bilhão em investimentos, enquanto a conexão entre Bahia e Goiás prevê outros R$ 317 milhões. Em São Paulo, um empreendimento de R$ 1,07 bilhão busca reforçar o atendimento à Região Metropolitana da capital. No Paraná, dois projetos somam R$ 1,46 bilhão, enquanto Rondônia receberá instalações estimadas em R$ 753,2 milhões para ampliar a estabilidade do sistema de transmissão que atende o estado e o Acre.
Por Agência INFRA • 29 de outubro de 2026
A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou na terça-feira (27) os editais do leilão de baterias, marcado para ser realizado em duas sessões nos dias 2 e 4 de dezembro. No entanto, o diretor-geral da reguladora, Sandoval Feitosa, disse que o cronograma pode ser adiado caso o Congresso aprove uma alteração na lei que atribui o custeio das contratações aos geradores. Atualmente, há uma proposta em discussão para incluir os consumidores na conta. “Se o Congresso Nacional mudar a lei [antes do certame], nós vamos ter que republicar o edital e vamos ter que reprogramar a sessão pública do leilão”, afirmou o diretor-geral à imprensa após reunião extraordinária da diretoria. Segundo Sandoval, caso a alteração legislativa seja feita após o leilão, seria necessária uma diretriz na lei para o tratamento do certame que já ocorreu. Se uma mudança for feita depois da homologação e da adjudicação do resultado, Sandoval explicou que os contratos seriam atos jurídicos perfeitos por terem sido firmados na vigência da lei atual, com pagamento pelos geradores. Assim, uma mudança legislativa também deveria disciplinar esse tratamento. “Ou seja, em qualquer cenário, a única certeza que a gente tem é que a ANEEL vai cumprir a lei”, disse. Preços e garantias Antes da reunião da ANEEL, o MME (Ministério de Minas e Energia) enviou ofício à reguladora definindo os preços iniciais do leilão. Os valores serão de R$ 1,76 milhão por MW/ano (megawatt/ano) para o certame do dia 2 de dezembro, voltado a soluções com conteúdo local; e de R$ 1,58 milhão por MW/ano no leilão geral, de 4 de dezembro. Já as garantias financeiras a serem aportadas pelos agentes, conforme recomendação da área técnica da ANEEL, serão menores que as que foram propostas inicialmente. A faixa de referência, que era de R$ 9,8 milhões/MW, caiu para R$ 6 milhões/MW. Editais Foram aprovados por unanimidade os dois editais. O relator, diretor Gentil Nogueira, seguiu as sugestões da área técnica, adotando no edital um termo mais genérico para o pagador do encargo de contratação das baterias, diante da possibilidade de mudanças na lei para incluir os consumidores no rateio. Sandoval Feitosa afirmou que é possível o edital ficar com essa definição em aberto. De acordo com ele, a decisão foi tomada para que o edital se torne aderente à norma em elaboração pela agência, sobre o rateio do encargo de custeio das baterias. No entanto, disse que essa especificação sobre qual será a base pagadora precisará estar no contrato a ser assinado pelos vencedores após o certame. “O edital pode ficar abstrato. Agora, o contrato não. É um contrato de adesão ou CRCAP [Contrato de Potência de Reserva de Capacidade], mas você não pode deixar indeterminado quem é o responsável pelo encargo. Tem que ficar específico quem deve pagar. E a escolha de quem deve pagar foi feita pelo Legislativo, uma lei que foi sancionada pela Presidência da República”, afirmou. Em seu voto, o relator também acolheu a recomendação de permitir a participação de usinas com contratos regulados em associação às baterias. O voto também autoriza as transmissoras a participar do certame, mas deixa o tratamento das obrigações da concessão para etapas posteriores. Em parecer, a Procuradoria Federal junto à ANEEL entendeu que as concessionárias podem participar do certame desde que revertam parte da receita para a modicidade tarifária. Gentil também apontou propostas de agentes para criação de excludentes de responsabilidade em caso de atraso na conexão dos projetos ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Ele rejeitou as sugestões, mas destacou que o cronograma da temporada de acesso ao sistema de 2027 prevê um mecanismo específico para os vencedores do leilão, encurtando o processo em pelo menos dois meses. Projeto no Congresso O setor tem articulado pela aprovação do Projeto de Lei 3.716/2026 no Congresso. O texto, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), inclui os consumidores como pagadores do encargo das baterias. A proposta já teve aprovada a tramitação no regime de urgência e aguarda a designação de relator pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Fontes têm afirmado que o governo deve apoiar a aprovação do texto, após certa resistência durante a votação da urgência.