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Leiles devem ampliar fatia de elica e solar na gerao no Pas

Em: 05/12/2017 às 12:31h por

Diante de períodos cada vez mais prolongados de chuvas abaixo da média, que prejudicam a geração hidrelétrica, os próximos leilões de energia devem confirmar a aposta do Brasil em fontes alternativas, como a eólica e a solar, em linha com a tendência global.

Os leilões A-4 e A-6, previstos para os dias 18 e 20 de dezembro respectivamente, e que têm contratação de energia em quatro e seis anos, contam com mais de 50% dos empreendimentos cadastrados voltados para energia eólica. "A organização de certames periódicos, como os de dezembro deste ano e em março [de 2018], traz uma perspectiva positiva, de virada do mercado, principalmente após a parada de 2016, quando não tivemos leilões pela desaceleração econômica", diz a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.
Segundo ela, a expectativa é de que a matriz eólica tem potencial para se consolidar, em cerca de cinco anos, como a segunda principal fonte no Brasil, atrás da hidrelétrica, ultrapassando a biomassa e a térmica.
Atualmente, são 496 parques eólicos, gerando 12.480 MW de capacidade instalada, equivalente a 8% do total do País.
Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, a projeção é por um avanço de 41 mil MW da capacidade instalada até 2026. Desse total, cerca de 19 mil MW deverão vir de usinas eólicas e solares.
Dessa forma, a expectativa é de que a participação das hidrelétricas sobre a capacidade instalada recue para cerca de 50%, ante 60% atualmente, e mais de 90% de dez anos atrás.

Para Elbia, muito mais do que acompanhar uma tendência mundial, o País vai se aproveitar de fontes que podem se expandir de forma natural, sem grandes investimentos, como os que ocorrem em outros países, como europeus, que necessitam de subsídios e mais pesquisa.

"O Brasil é rico em recursos naturais e aproveitou a energia hidrelétrica até onde foi possível. Agora, partiu para aproveitar as energias renováveis, que são mais baratas e econômicas frente às fósseis", acrescenta.
Outra fonte que deverá ganhar espaço é a fotovoltaica, que capta energia solar. Para o leilão A-4, serão quase 40% da oferta a partir dessa matriz. "Observamos muito apetite por projetos de fazendas solares. Estamos assessorando vários players de geração, que entrarão com muito apetite neste leilão A-4", comenta o sócio da EIG, empresa de consultoria do Grupo Compass. Segundo ele, é bem provável que uma nova rodada de oferta de energia fotovolcaica se repita em 2018. "O que estamos vendo é a necessidade de um aumento de oferta de energia nova, para acompanhar uma retomada da atividade econômica. Esses leilões estão vindo com fontes complementares", destaca.

Fonte: DCI




 

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