Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A primeira Revisão Quadrimestral da carga mostra uma projeção de aumento de 3,1% no ano. Caso a previsão se confirme alcançará o valor de 83.826 MW médios no final do ano. Nesse sentido, a projeção para 2030 é de que a carga global alcance 98.824 MW médios. Os resultados consideram a introdução da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), a expansão dos Data Centers e, desde setembro de 2025, a integração de Roraima no Subsistema Norte. Apesar da alta esse dado mostra desaceleração ante o que era esperado no final de 2025.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 9 de abril, pelas entidades responsáveis pelo cálculo. São elas a CCEE, o ONS e a EPE. O documento indica que a perspectiva é de crescimento médio anual de 4% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) de 2026 a 2030.

De acordo com revisão do documento há uma queda na projeção de carga desse ano de 1.241 MW médios. Nesse sentido, os volumes esperados deverão ficar abaixo do projetado no final de 2025. A projeção apontava crescimento de 3,8% este ano. Porém, os dados mostram que a curva inverte a tendência de redução somente em 2029. Até lá a comparação entre a revisão atual da carga ante a versão original usada para o planejamento do setor, é de volumes menores do que o esperado.

Na comparação com a Previsão da Carga para o PLAN 2026-2030, houve uma redução média anual de 283 MW médios nas expectativas, nível 0,3% menor. A estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi revista de 2,1% para 2%, uma leve queda de 0,1 ponto percentual. Para o horizonte de 2027 a 2030, foram mantidas as projeções anteriores, cenário que pode ser alterado em caso de acirramento de conflitos geopolíticos, incertezas na política fiscal e monetária, além dos impactos das mudanças climáticas.

As entidades tomaram como premissas de curto prazo o crescimento de 1,8% do PIB brasileiro no 4o trimestre. Além disso, nesse horizonte de tempo citam também o cenário externo adverso e com alto nível de incerteza, principalmente devido aos conflitos no Oriente Médio. Além disso, de médio prazo são indicados a manutenção das projeções de 2027 a 2030, possível aumento de gastos durante o ano eleitoral que pode impactar negativamente no corte da taxa Selic.
Entretanto, pelo lado positivo consideram programas visando um ganho de competitividade na indústria e uma potencial reindustrialização do país no médio e longo prazo. Ademais esperam que efeitos positivos da reforma tributária comecem a ser sentidos na economia ao longo do período em análise. Porém, o acirramento de choques e conflitos geopolíticos, incertezas na politica fiscal e monetária e impactos das mudanças climáticas são considerados como riscos.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental