Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Desconto para baixa tensão no mercado livre ficará entre 13% e 18%, prevê Ecom

Em: 19/01/2026 às 08:55h por Eixos

Abertura para todos os consumidores está prevista na lei da reforma do setor elétrico, sancionada em novembro

 

Com a sanção em novembro da lei que prevê a abertura do mercado livre para todos os consumidores em até três anos, o desconto na conta de luz estimado para os consumidores de baixa tensão que optarem por migrar para essa modalidade deve ficar entre 13% e 18%, prevê a comercializadora Ecom. 

O desconto será menor do que o praticado nos últimos anos para os consumidores de alta tensão. Isso porque a lei alterou os incentivos que até então eram concedidos para o ambiente livre de contratação, como os descontos pelo uso do fio. 

“Ocorreram mudanças da regra na distribuição de alguns encargos, a criação de outros encargos, isso sempre vai pesar na configuração”, diz o CEO e cofundador da comercializadora Ecom, Marcio Sant’Anna.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), em outubro de 2025 o preço de longo prazo da contratação de energia no ambiente livre foi de R$ 188 por megawatt-hora (MWh), 45% menor do que a tarifa média das distribuidoras no ambiente regulado. 

No mercado livre de energia, o consumidor pode escolher o fornecedor da energia que consome, por meio da negociação direta com um gerador ou com uma comercializadora, diferentemente do mercado regulado, no qual está atrelado à compra da energia negociada pela distribuidora local. 

Essa opção foi aberta de forma escalonada no Brasil: em janeiro de 2024, passou a ficar disponível a todos os consumidores na rede de média e alta tensão. Agora, a expectativa é que esteja liberada para os demais consumidores, incluindo residências, até novembro de 2028. 

O prazo para a abertura total é de até 36 meses após a sanção da lei 1529/2025, que ocorreu em novembro.

Antes disso, em até 24 meses, vai ocorrer a abertura para os consumidores industriais e comerciais em baixa tensão. 

“Vai ser fundamental elaborar novos produtos para esse segmento de clientes”, diz o executivo da Ecom.