Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Menor cidade do Brasil vira laboratório de microrrede solar com baterias

Em: 19/01/2026 às 08:53h por Canal Solar

Com investimento de R$ 7 milhões, a Cemig apostou na combinação de geração solar com um sistema de armazenamento

 

Uma cidade praticamente livre de interrupções no fornecimento de energia. Esse é o conceito por trás de um projeto pioneiro de microrrede implantado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) em Serra da Saudade (MG), o menor munícipio do país, com cerca de 800 habitantes.


Com investimento de R$ 7 milhões, a distribuidora apostou na combinação de geração solar fotovoltaica com um sistema de armazenamento de energia por baterias. A solução forma uma microrrede capaz de atender integralmente a demanda elétrica da cidade por até 48 horas em caso de falha na rede de distribuição convencional.


O sistema é sustentado por uma usina solar de 500 kWp, composta por mais de 800 módulos fotovoltaicos, com geração média mensal de 67.439,30 kWh – volume suficiente para suprir o consumo local. A planta conta ainda com quatro inversores, totalizando 400 kW de potência, além de um sistema de armazenamento formado por oito racks de baterias, com capacidade de 500 kVA / 2.500 kWh.


Segundo a distribuidora, a iniciativa inaugura um novo capítulo para o setor elétrico brasileiro ao introduzir uma solução tecnológica capaz de reduzir quase a zero as ocorrências de falta de energia, além de garantir autonomia no atendimento da localidade em situações de contingência.


A escolha pela microrrede foi definida após uma análise técnica e econômica que comparou essa alternativa com soluções tradicionais, como reforços de rede ou a construção de novos alimentadores para viabilizar uma dupla alimentação, opções consideradas mais caras e demoradas.


“Serra da Saudade foi selecionada a partir de um estudo detalhado de viabilidade, que mostrou ser a microrrede a melhor solução para garantir segurança, reduzir interrupções e assegurar a resiliência do fornecimento. Em vez de uma obra cara e demorada, trouxemos uma alternativa técnica de rápida implantação e altamente eficiente para a população”, declarou o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho.