Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O Mato Grosso trabalha com uma possível expansão de 1,48 GW nos próximos anos. Conforme divulgação, o estado possui onze empreendimentos em construção. Cinco são Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e seis termelétricas que somam 419 MW. Além disso, há 41 projetos com construção ainda não iniciada, incluindo oito PCHs, 31 fotovoltaicas, uma hidrelétrica e outra UTE, totalizando um potencial adicional de 1.068 MW.
De acordo com o governo estadual, a previsão é de que seis novas usinas entrem em operação entre fevereiro e setembro deste ano. E que devem acrescentar aproximadamente 77 MW à capacidade instalada da região. Estão planificados em biomassa, como a UTE da Alvorada Bioenergia, as usinas da Inpasa Mutum e da FS Primavera, além das PCHs Mutum 1, Braço Norte 2 e Braço Sul.
A capacidade de geração aumentou em 2025 com a entrada em operação da hidrelétrica Juruena. Foram 50 MW acrescentados ao sistema em 3 de setembro, sendo a última UHE instalada no país. Com esse acréscimo, o MT soma cerca de 4,2 mil MW de potência fiscalizada, distribuídos em 547 empreendimentos.
Desse total, 86,63% são provenientes de fontes renováveis, enquanto 13,37% correspondem a fontes fósseis, como óleo diesel e gás natural. Isso conforme dados do Sistema de Informações de Geração (SIGA) e de outro relatório da Aneel. No cenário nacional, a expansão da geração alcançou 7,2 GW entre 130 novas usinas no ano passado. Ademais, a projeção para 2026 é de mais 9,1 GW.
Na avaliação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o setor viveu um momento relevante em 2025 com a retomada das PCHs,. Principalmente em função do leilão de energia realizado em 22 de agosto. E num contexto de cortes de geração, preços baixos no mercado livre e incertezas quanto à demanda das distribuidoras.
Foram 65 empreendimentos que comercializaram 464,2 MW médios, o equivalente a 815,5 MW em potência instalada. Em Mato Grosso, seis ativos negociaram 53,2 MW médios, correspondentes a 74,5 MW de potência instalada. De acordo com a Sedec, esses projetos devem gerar cerca de R$ 1 bilhão em investimentos no estado.
Para o Sindicato das Indústrias de Energia do Estado de Mato Grosso (Sindenergia MT), o momento exige planejamento e visão de longo prazo. O desafio principal é integrar as fontes de forma eficiente, garantindo segurança energética e previsibilidade para quem investe. Além disso, destaque para o contrato do governo com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ideia é viabilizar o Balanço Energético do Estado e de suas mesorregiões de 2025, por meio do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético (Niepe). Paralisado desde 2021, o estudo foi retomado após articulação do Sindenergia MT junto às secretarias de estado.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental