{"id":3054,"date":"2015-04-15T16:34:00","date_gmt":"2015-04-15T20:34:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3095","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=3054","title":{"rendered":"Em: 15\/04\/2015 &agrave;s 16:34h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Ap&oacute;s anos de dificuldade na obten&ccedil;&atilde;o de oferta de g&aacute;s natural para abastecer usinas t&eacute;rmicas, as geradoras devem conseguir habilitar projetos para o leil&atilde;o A-5 de energia, que ocorre no fim do m&ecirc;s e licita projetos com previs&atilde;o de entrega em 2020. Al&eacute;m da queda nos pre&ccedil;os do g&aacute;s natural liquefeito (GNL), que viabiliza a importa&ccedil;&atilde;o, o Valor apurou que a Petrobras est&aacute; pela primeira vez oferecendo um pacote de servi&ccedil;os que inclui a regaseifica&ccedil;&atilde;o e transporte do insumo para abastecer os empreendimentos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A AES Tiet&ecirc; conseguiu o suprimento de g&aacute;s natural para abastecer uma termel&eacute;trica de 550 megawatts (MW) em Canas, no interior de S&atilde;o Paulo, disse o presidente Britaldo Soares. O projeto da usina est&aacute; pronto, com licen&ccedil;a pr&eacute;via desde 2011, mas n&atilde;o saiu do papel por conta da dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o de suprimento de g&aacute;s. A licen&ccedil;a vence em outubro de 2016.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo Soares, a Tiet&ecirc; far&aacute; um &ldquo;swap&rdquo; de GNL com a Petrobras. No arranjo, a companhia garante o GNL para os terminais de regaseifica&ccedil;&atilde;o da estatal que, por sua vez, fornece o produto via gasodutos para a usina, reduzindo os custos log&iacute;sticos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A Copel utilizar&aacute; a mesma estrutura de oferta de g&aacute;s para viabilizar a expans&atilde;o de 200 MW da t&eacute;rmica de Arauc&aacute;ria, no Paran&aacute;, cadastrada para o A-5. &ldquo;J&aacute; temos o fornecedor do GNL, com uma proposta que atende bem &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do leil&atilde;o&rdquo;, afirma Jonel Iurk, diretor de novos neg&oacute;cios da companhia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com a oferta nacional praticamente controlada pela Petrobras, as empresas vinham enfrentando grandes dificuldades de garantir g&aacute;s para gerar energia. A estatal tem controle sobre os gasodutos que abastecem o pa&iacute;s e consome todo o g&aacute;s que produz, e, portanto, n&atilde;o tem excedente. Os tr&ecirc;s terminais de regaseifica&ccedil;&atilde;o de GNL do pa&iacute;s &ndash; no Cear&aacute;, no Rio de Janeiro e na Bahia &ndash; tamb&eacute;m est&atilde;o sob controle da companhia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O apetite pela fonte &eacute; grande. No leil&atilde;o A-5 realizado em novembro, foram cadastrados 39 projetos de t&eacute;rmicas a g&aacute;s, com capacidade de 20,6 mil MW. Apenas seis deles, totalizando 4,1 mil MW passaram para a fase de habilita&ccedil;&atilde;o, quando &eacute; necess&aacute;rio comprovar o acesso ao insumo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Agora, com a escassez de energia el&eacute;trica no pa&iacute;s e a necessidade de expans&atilde;o das t&eacute;rmicas de base, esse cen&aacute;rio est&aacute; come&ccedil;ando a mudar. &ldquo;A Petrobras est&aacute; muito mais disposta a viabilizar alternativas&rdquo;, disse um alto executivo do setor. &ldquo;A gente percebe um movimento muito mais pr&oacute;-ativo, que n&atilde;o via antes&rdquo;, ressaltou Iurk, da Copel. Procurada, a Petrobras n&atilde;o retornou o pedido de entrevista.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A queda nos pre&ccedil;os internacionais do GNL &eacute; outro ponto importante. Segundo relat&oacute;rio do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, no ano passado, a cota&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia do produto no mercado europeu caiu 20%, para US$ 8,47 por milh&atilde;o de BTU. &ldquo;O pre&ccedil;o do petr&oacute;leo caiu e entraram diversos projetos de GNL no mundo. Passamos de um ciclo favor&aacute;vel ao vendedor para outro favor&aacute;vel ao comprador&rdquo;, afirma Ricardo Pinto, da consultoria Gas Energy.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A mudan&ccedil;a na tend&ecirc;ncia de pre&ccedil;os j&aacute; estimulou investimentos. No &uacute;ltimo A-5, o ga&uacute;cho Grupo Bolognesi vendeu 1,2 mil MW de duas usinas t&eacute;rmicas, que ser&atilde;o abastecidas com o g&aacute;s liquefeito. Para isso, v&atilde;o erguer terminais de regaseifica&ccedil;&atilde;o, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Superada a quest&atilde;o da oferta de g&aacute;s, o ponto agora &eacute; se o pre&ccedil;o-teto de R$ 281 por megawata-hora (MWh) oferecido pelo governo para a energia oferecida pelas t&eacute;rmicas no pr&oacute;ximo leil&atilde;o acomoda os gastos. O valor &eacute; bastante superior aos R$ 209 por MWh propostos para a fonte no &uacute;ltimo certame.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Caber no pre&ccedil;o, cabe. Mas vai ser apertado&rdquo;, afirma Tha&iacute;s Prandini, da consultoria Thymos Energia. Segundo a Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE), h&aacute; 31 projetos a g&aacute;s cadastrados para o certame, com capacidade total de 15,4 mil MW.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s anos de dificuldade na obten&ccedil;&atilde;o de oferta de g&aacute;s natural para abastecer usinas t&eacute;rmicas, as geradoras devem conseguir habilitar projetos para o leil&atilde;o A-5 de energia, que ocorre no fim do m&ecirc;s e licita projetos com previs&atilde;o de entrega em 2020. 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