{"id":3052,"date":"2015-04-15T16:33:00","date_gmt":"2015-04-15T20:33:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3093","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=3052","title":{"rendered":"Em: 15\/04\/2015 &agrave;s 16:33h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Num ano em que a economia brasileira cresceu apenas 0,1%, os setores de energia el&eacute;trica e constru&ccedil;&atilde;o civil apresentaram alguns dos maiores preju&iacute;zos registrados entre as companhias de capital aberto no Brasil em 2014. Levantamento da consultoria Econom&aacute;tica indica que &ndash; entre as 20 maiores perdas sofridas no ano passado por empresas cotadas na BM&amp; FBovespa &ndash; quatro foram de companhias de energia el&eacute;trica e tr&ecirc;s de construtoras. Apesar das dificuldades enfrentadas pelos dois setores, o desempenho de ambos foi bastante distinto.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mesmo num ano marcado pela crise h&iacute;drica, o setor el&eacute;trico brasileiro apresentou em 2014 uma melhora na lucratividade. Juntas, suas dez maiores companhias (pelo crit&eacute;rio do valor de mercado) registraram lucro l&iacute;quido de R$ 5,76 bilh&otilde;es no ano passado, mais de tr&ecirc;s vezes o montante obtido em 2013 (R$ 1,81 bilh&atilde;o), de acordo com dados compilados pela Econom&aacute;tica. &ldquo;Em 2013 tivemos os efeitos da MP 579&Prime;, lembra Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor El&eacute;trico, da &nbsp;Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Publicada em setembro de 2012 e convertida em lei no ano seguinte, a medida provis&oacute;ria impactou negativamente o fluxo de caixa das empresas do setor, ao mexer na renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de ativos de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o. &ldquo;E, no ano passado, as empresas sofreram os efeitos da crise h&iacute;drica. Houve necessidade de reduzir a gera&ccedil;&atilde;o das usinas hidrel&eacute;tricas para preservar o n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios&rdquo;, acrescenta Castro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na compara&ccedil;&atilde;o ano contra ano do lucro l&iacute;quido, um dos fatores de maior peso foi justamente a diminui&ccedil;&atilde;o das perdas da Eletrobras. No ano passado, o preju&iacute;zo l&iacute;quido da holding estatal foi de R$ 3,03 bilh&otilde;es, menos da metade do montante negativo registrado em 2013 (R$ 6,28 bilh&otilde;es). &ldquo;A Eletrobras foi atingida pela crise h&iacute;drica, pelos efeitos da renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de ativos e, tamb&eacute;m, pelos resultados de suas distribuidoras deficit&aacute;rias&rdquo;, resume Karina Freitas, analista da Conc&oacute;rdia Corretora. A holding aparece em segundo lugar no ranking dos maiores preju&iacute;zos l&iacute;quidos de companhias abertas em 2014, atr&aacute;s apenas da operadora Oi (R$ 4,4 bilh&otilde;es), cujo resultado foi impactado por quest&otilde;es cont&aacute;beis relacionadas &agrave; venda de ativos da Portugal Telecom. Ainda no setor el&eacute;trico, a Eneva &ndash; que se encontra em recupera&ccedil;&atilde;o judicial &ndash; amargou perda de R$ 1,51 bilh&atilde;o, a quinta maior do ano passado. Celg (15&ordm; lugar ) e CEEE (18&ordm;) completam a lista, com preju&iacute;zos de R$ 613 milh&otilde;es e R$ 445,2 milh&otilde;es, respectivamente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>J&aacute; na constru&ccedil;&atilde;o civil, o lucro l&iacute;quido das dez empresas de capital aberto mais valiosas totalizou R$ 2,15 bilh&otilde;es em 2014, uma redu&ccedil;&atilde;o de 41,5% na compara&ccedil;&atilde;o com o ano anterior. Al&eacute;m da alta na taxa b&aacute;sica de juros e da desacelera&ccedil;&atilde;o da economia, o setor &eacute; pressionado por estoques altos, o que levou construtoras a diminuir ou mesmo cancelar o lan&ccedil;amento de novas unidades no primeiro trimestre de 2015. Outra medida adotada no in&iacute;cio deste ano para reduzir estoques foi a realiza&ccedil;&atilde;o de &ldquo;feir&otilde;es&rdquo; e promo&ccedil;&otilde;es, com descontos sobre os pre&ccedil;os de tabela.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Entre as companhias do setor, o maior preju&iacute;zo em 2014 &ndash; segundo a Econom&aacute;tica &ndash; foi o da Brookfield: R$ 1,23 bilh&atilde;o (8&ordm; lugar). Na sequ&ecirc;ncia, aparece a Rossi (13&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o) e a PDG (18&ordf;), com resultados negativos de R$ 619,42 milh&otilde;es e R$ 529,2 milh&otilde;es, respectivamente. No extremo oposto, a mineira MRV, focada em im&oacute;veis populares, obteve no ano passado ganho de R$ 720,2 milh&otilde;es &ndash; um crescimento de 70,2% em rela&ccedil;&atilde;o aos R$ 423,08 milh&otilde;es de lucro l&iacute;quido registrados em 2013.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ano em que a economia brasileira cresceu apenas 0,1%, os setores de energia el&eacute;trica e constru&ccedil;&atilde;o civil apresentaram alguns dos maiores preju&iacute;zos registrados entre as companhias de capital aberto no Brasil em 2014. 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