{"id":3048,"date":"2015-04-15T16:32:00","date_gmt":"2015-04-15T20:32:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3089","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=3048","title":{"rendered":"Em: 15\/04\/2015 &agrave;s 16:32h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Integrantes do governo brasileiro v&atilde;o defender durante a reuni&atilde;o de primavera do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) e do Banco Mundial, nesta semana, em Washington, uma nova pr&aacute;tica de investimentos na &aacute;rea de infraestrutura no pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O objetivo &eacute; mostrar que os aportes de capitais para esses projetos no Brasil podem se tornar um ativo alternativo a outras op&ccedil;&otilde;es de renda fixa e vari&aacute;vel que est&atilde;o dispon&iacute;veis no mercado, possuem baixo risco e costumam ser mais atrativas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A reuni&atilde;o de primavera do FMI e do Banco Mundial &eacute; uma oportunidade para os governos dos pa&iacute;ses apresentarem suas metas e propostas a investidores em busca de novos aportes de capital.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo estimativas do Banco Mundial, para obter taxas mais favor&aacute;veis de crescimento, os pa&iacute;ses em desenvolvimento devem investir US$ 1 trilh&atilde;o por ano em infraestrutura at&eacute; 2020. A institui&ccedil;&atilde;o calcula que esse montante estaria dispon&iacute;vel, mas h&aacute; dificuldades para canaliz&aacute;-lo aos pa&iacute;ses que necessitam de recursos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No caso dos emergentes, os aportes do setor privado para infraestrutura v&ecirc;m caindo. Em 2012, os emergentes &#8211; Brasil inclu&iacute;do &#8211; receberam US$186 bilh&otilde;es e, em 2013, foram US$ 150 bilh&otilde;es, segundo c&aacute;lculos do banco. A delega&ccedil;&atilde;o brasileira, sob o comando do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ter&aacute; v&aacute;rios encontros com investidores e dever&aacute; apresentar tr&ecirc;s linhas gerais para aportes em infraestrutura. A primeira &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de melhores instrumentos para investidores na &aacute;rea de &#8220;project finance&#8221;. Diante do ajuste fiscal, os aportes diretos do BNDES est&atilde;o sofrendo uma redu&ccedil;&atilde;o natural. Por isso, h&aacute; a necessidade de fazer com que os investimentos tenham novas formas de sustenta&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A segunda linha vai nesse sentido, j&aacute; que prev&ecirc; o fortalecimento da &aacute;rea de governan&ccedil;a na infraestrutura. O governo pretende elaborar projetos capazes de oferecer aos investidores uma vis&atilde;o de longo prazo para os aportes.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como o Brasil, os investimentos em infraestrutura, como aqueles feitos por meio da aquisi&ccedil;&atilde;o de deb&ecirc;ntures, costumam envolver riscos mais elevados, o que aumenta a taxa de retorno. As dificuldades para a realiza&ccedil;&atilde;o desses aportes eram solucionadas a partir da atua&ccedil;&atilde;o do BNDES, que entrava com subs&iacute;dios aos projetos, garantindo a realiza&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Agora, esse cen&aacute;rio mudou e o governo pretende elaborar projetos com pr&ecirc;mio baixo e modicidade tarif&aacute;ria. A ideia &eacute; oferecer recursos por meio das linhas de financiamento do BNDES com TJLP, atualmente em 6% ao ano, &agrave;s empresas que captem recursos adicionais no mercado, como deb&ecirc;ntures. Se essa meta for atingida, a expectativa &eacute; que haver&aacute; uma alavancagem no mercado de capitais, vista como necess&aacute;ria e positiva pela Fazenda.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A terceira linha envolve um esfor&ccedil;o do governo para reduzir riscos regulat&oacute;rios e garantir previsibilidade nas regras para a participa&ccedil;&atilde;o nos projetos. Essas medidas dariam mais seguran&ccedil;a a investidores internacionais. O objetivo &eacute; criar condi&ccedil;&otilde;es para que o mercado comece a reduzir o custo do capital para investimentos no Brasil.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Como a Fazenda espera obter resultados num curto prazo, os encontros com investidores devem ser intensificados a partir de quinta-feira, quando Levy chegar&aacute; em Washington, e estendidos at&eacute; a semana que vem, j&aacute; que o ministro ir&aacute; a Nova York para mais reuni&otilde;es logo ap&oacute;s o fim do evento do FMI.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nesses di&aacute;logos n&atilde;o haver&aacute; a defesa de aportes num setor espec&iacute;fico da economia, mas na &aacute;rea de infraestrutura como um todo. &#8220;O objetivo ser&aacute;, sobretudo, o de apresentar mudan&ccedil;as nos modelos de concess&atilde;o num contexto de busca de maior atratividade do setor privado para investir nessas &aacute;reas e dinamiza&ccedil;&atilde;o do mercado de capitais no Brasil&#8221;, informou uma fonte da &aacute;rea econ&ocirc;mica. Tamb&eacute;m n&atilde;o ser&aacute; feita a defesa de uma modalidade espec&iacute;fica de investimento, mas a apresenta&ccedil;&atilde;o de um novo ambiente no pa&iacute;s para a realiza&ccedil;&atilde;o de aportes.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrantes do governo brasileiro v&atilde;o defender durante a reuni&atilde;o de primavera do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) e do Banco Mundial, nesta semana, em Washington, uma nova pr&aacute;tica de investimentos na &aacute;rea de infraestrutura no pa&iacute;s. 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