{"id":3022,"date":"2015-04-07T15:18:00","date_gmt":"2015-04-07T19:18:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3062","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=3022","title":{"rendered":"Em: 07\/04\/2015 &agrave;s 15:18h por"},"content":{"rendered":"<p><span>O custo m&eacute;dio da energia para a ind&uacute;stria nacional subiu 48% desde o in&iacute;cio deste ano, alcan&ccedil;ando R$ 534,28 por megawatt-hora (MWh), segundo atualiza&ccedil;&atilde;o feita pela Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Com este valor, o Brasil ocupa a primeira posi&ccedil;&atilde;o no ranking internacional dos 28 pa&iacute;ses mais caros no custo da energia para ind&uacute;stria, superando a &Iacute;ndia e a It&aacute;lia, que ocupavam as primeiras posi&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O custo [no Brasil] &eacute; muito mais alto do que o dos nossos principais concorrentes. Isso se traduz, na pr&aacute;tica, em produtos mais caros, empregos que deixam de ser gerados, investimentos que deixam de ser feitos, porque esse insumo est&aacute; em toda a ind&uacute;stria&rdquo;, disse o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, Cristiano Prado.<\/span><\/p>\n<p><span>Para ele, o produto nacional, com o pre&ccedil;o no atual n&iacute;vel, perde competitividade para concorrer tanto no mercado interno quanto no externo. No entanto, o custo internacional de energia para a ind&uacute;stria caiu 6% em compara&ccedil;&atilde;o ao do ano passado. Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar, com custo m&eacute;dio de R$ 664,05 por MWh, seguido de Mato Grosso (R$ 640,87 por MWh).<\/span><\/p>\n<p><span>O custo m&eacute;dio do g&aacute;s natural para a ind&uacute;stria brasileira subiu 21% nos &uacute;ltimos quatro anos. As empresas pagam R$ 1,29 por metro c&uacute;bico do produto. Com isso, o Brasil ocupa a oitava classifica&ccedil;&atilde;o no ranking dos 16 pa&iacute;ses de g&aacute;s mais caro para a ind&uacute;stria. Prado ressaltou que o custo m&eacute;dio do g&aacute;s natural no Brasil &eacute; o dobro do registrado no M&eacute;xico e mais de tr&ecirc;s vezes, ou 261% acima do custo dos Estados Unidos. &ldquo;Isso faz com que as empresas que dependem de g&aacute;s, como a petroqu&iacute;mica, que est&aacute; na base de praticamente tudo que a gente consome, estejam seriamente afetadas.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>O resultado &eacute; que os investimentos s&atilde;o feitos em outros pa&iacute;ses, quando poderiam estar sendo feitos no Brasil, concluiu Prado. Segundo ele, essa situa&ccedil;&atilde;o tem de ser enfrentada sem demora. No caso da energia el&eacute;trica, a Firjan aponta, entre as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es, a retomada da discuss&atilde;o sobre hidrel&eacute;tricas com grandes reservat&oacute;rio e a amplia&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica por parte da ind&uacute;stria.<\/span><\/p>\n<p><span>Na quest&atilde;o do g&aacute;s, Prado salientou a necessidade de maior participa&ccedil;&atilde;o do setor privado em todas as etapas do segmento, que envolvem explora&ccedil;&atilde;o, gera&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e transporte. &ldquo;Ter&iacute;amos mais concorr&ecirc;ncia e o pre&ccedil;o do g&aacute;s poderia dar, pelo menos, uma sinaliza&ccedil;&atilde;o de convers&atilde;o para patamares compat&iacute;veis internacionalmente.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que hoje ser&aacute; anunciado o novo custo marginal de opera&ccedil;&atilde;o, que, segundo ele, demonstra &ldquo;decl&iacute;nio&rdquo;, em fun&ccedil;&atilde;o da melhora que est&aacute; ocorrendo nos reservat&oacute;rios. Braga destacou que a energia mais cara do mundo &eacute; aquela que n&atilde;o tem energia. &ldquo;O Brasil tem vencido um desafio h&iacute;drico, tendo tido o pior janeiro da sua s&eacute;rie hist&oacute;rica dos &uacute;ltimos 82 anos. Entramos com a reserva&ccedil;&atilde;o muito baixa no ano de 2015, Mesmo assim, estamos vencendo o desafio, estamos entregando energia.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Braga reconheceu, entretanto, a necessidade de o pa&iacute;s ter energia de custo mais baixo. Segundo ele, o minist&eacute;rio trabalha com agrega&ccedil;&atilde;o de tecnologia, mais linhas de transmiss&atilde;o com diversifica&ccedil;&atilde;o de fontes de energia, com &ecirc;nfase para a energia solar captada em geradores montados nos reservat&oacute;rios de usinas hidrel&eacute;tricas. &ldquo;Estamos nos preparando fortemente para vencer os desafios de 2015 e poder entregar um modelo de um sistema el&eacute;trico, a partir de 2016, que seja mais barato, mais seguro e que tenha maisinova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Braga destacou tamb&eacute;m que, no in&iacute;cio do ano, foi feita a reestrutura&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do setor. &ldquo;Agora, estamos com realismo tarif&aacute;rio trazendo um novo cen&aacute;rio&rdquo;. Ele admitiu que isso tem um pre&ccedil;o a ser mitigado pela sociedade e pela econo<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O custo m&eacute;dio da energia para a ind&uacute;stria nacional subiu 48% desde o in&iacute;cio deste ano, alcan&ccedil;ando R$ 534,28 por megawatt-hora (MWh), segundo atualiza&ccedil;&atilde;o feita pela Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 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