{"id":2953,"date":"2015-03-27T15:26:00","date_gmt":"2015-03-27T19:26:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2990","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2953","title":{"rendered":"Em: 27\/03\/2015 &agrave;s 15:26h por"},"content":{"rendered":"<p><span>Imagine uma quantidade de &aacute;gua subterr&acirc;nea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, est&aacute; localizada na parte brasileira da Amaz&ocirc;nia e &eacute; praticamente subutilizada.<\/span><\/p>\n<p><span>At&eacute; dois anos atr&aacute;s, o aqu&iacute;fero era conhecido como Alter do Ch&atilde;o. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Par&aacute;) apontaram para uma &aacute;rea maior e deram uma nova defini&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;A gente avan&ccedil;ou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aqu&iacute;fero Grande Amaz&ocirc;nia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Ch&atilde;o &eacute; muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que n&atilde;o ficasse essa confus&atilde;o&rdquo;, explicou o professor do Instituto de Geoci&ecirc;ncia da UFPA Francisco Matos.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo a pesquisa, o aqu&iacute;fero possui reservas h&iacute;dricas estimadas preliminarmente em 162.520 km&sup3; &ndash;sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. &ldquo;Isso considerando a reserva at&eacute; uma profundidade de 500 metros. O aqu&iacute;fero Guarani, que era o maior, tem 39 mil km&sup3; e j&aacute; era considerado o maior do mundo&rdquo;, explicou Matos.<\/span><\/p>\n<p><span>O aqu&iacute;fero est&aacute; posicionado nas bacias do Maraj&oacute; (PA), Amazonas, Solim&otilde;es (AM) e Acre &ndash;todas na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica&ndash;, chegando at&eacute; a bacias subandinas. Para se ter ideia, a reserva de &aacute;gua equivale a mais de 150 quatrilh&otilde;es de litros. &ldquo;Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos&rdquo;, estimou Matos.<\/span><\/p>\n<p><span>O aqu&iacute;fero exemplifica a m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o do volume h&iacute;drico nacional com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o populacional. Na Amaz&ocirc;nia, vive apenas 5% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, mas &eacute; a regi&atilde;o que concentra mais da metade de toda &aacute;gua doce existente no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span>Por conta disso, a &aacute;gua &eacute; subutilizada. Hoje, o aqu&iacute;fero serve apenas para fornecer &aacute;gua para cidades do vale amaz&ocirc;nico, com cidades como Manaus e Santar&eacute;m. &ldquo;O que poder&iacute;amos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, al&eacute;m do natural, para produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, que ocorreria por meio da irriga&ccedil;&atilde;o. Isso poderia ampliar a produ&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios tipos de cultivo na Amaz&ocirc;nia&rdquo;, afirmou Matos.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o professor, o uso da &aacute;gua do aqu&iacute;fero deve adotar crit&eacute;rios espec&iacute;ficos para evitar problemas ambientais. &ldquo;Esse patrim&ocirc;nio tem de ser visto no ciclo hidrol&oacute;gico completo. As &aacute;guas do sistema subterr&acirc;neo s&atilde;o as que alimentam o rio, que s&atilde;o abastecidos pelas chuvas. Est&aacute; tudo interligado. &Eacute; preciso planejamento para poder entender esse esquema para que o uso seja feito de forma equilibrada. Se fizer errado, pode causar um desequil&iacute;brio&rdquo;, disse.<\/span><\/p>\n<p><span>Mesmo com a &aacute;gua em abund&acirc;ncia, Matos tem pouca esperan&ccedil;a de ver essa &aacute;gua abastecendo regi&otilde;es secas, como o semi&aacute;rido brasileiro. &ldquo;O problema todo &eacute; que essa &aacute;gua n&atilde;o tem como ser transportada para Nordeste ou S&atilde;o Paulo. Para isso seriam necess&aacute;rias obras fara&ocirc;nicas. N&atilde;o d&aacute; para pensar hoje em transportar isso em dist&acirc;ncias t&atilde;o grandes&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine uma quantidade de &aacute;gua subterr&acirc;nea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, est&aacute; localizada na parte brasileira da Amaz&ocirc;nia e &eacute; praticamente subutilizada. At&eacute; dois anos atr&aacute;s, o aqu&iacute;fero era conhecido como Alter do Ch&atilde;o. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Par&aacute;) apontaram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2953"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2953\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}