{"id":2932,"date":"2015-03-25T16:35:00","date_gmt":"2015-03-25T20:35:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2968","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2932","title":{"rendered":"Em: 25\/03\/2015 &agrave;s 16:35h por"},"content":{"rendered":"<p><span>At&eacute; o fim da d&eacute;cada, a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica pela ind&uacute;stria de celulose poder&aacute; chegar a 20 mil gigawatts&shy;hora (GWh) por ano, o dobro da capacidade de cogera&ccedil;&atilde;o atual. Nesse cen&aacute;rio, os produtores brasileiros da fibra ter&atilde;o excedente total de energia para venda &agrave; rede externa da ordem de 6,5 mil GWh\/ano, o suficiente para atender &agrave; demanda de uma cidade com 2,5 milh&otilde;es de habitantes, segundo estudo da finlandesa P&ouml;yry, que atua na &aacute;rea de consultoria e servi&ccedil;os de engenharia e &eacute; tradicional fornecedora da ind&uacute;stria globalmente.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;&Agrave; medida que cresce o tamanho das f&aacute;bricas aumenta tamb&eacute;m a oportunidade em energia, porque &eacute; maior o potencial de cogera&ccedil;&atilde;o&#8221;, explicou ao Valor o vice&shy;presidente da P&ouml;yry, Carlos Farinha e Silva. Conforme o especialista, uma linha com capacidade produtiva de 1,5 milh&atilde;o de toneladas anuais de celulose pode gerar at&eacute; 270 MW, ou 2.300 GWh por ano, com excedente de 1.200 GWh por ano para comercializa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>Atualmente, as maiores e mais modernas linhas de celulose em opera&ccedil;&atilde;o no mundo, que t&ecirc;m justamente esse tamanho, est&atilde;o instaladas no Brasil e pertencem &agrave; Eldorado Brasil e &agrave; Suzano Papel e Celulose. O estudo da P&ouml;yry mostra que a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica das ind&uacute;strias brasileiras de papel e celulose &eacute; de 10 mil GWh\/ano hoje em dia. Com a entrada em opera&ccedil;&atilde;o de seis novos projetos &shy; da CMPC Celulose Riograndense (expans&atilde;o de Gua&iacute;ba), Fibria (Tr&ecirc;s Lagoas II), Eldorado (Tr&ecirc;s Lagoas II), Lwarcel (expans&atilde;o) e da CRPE Holding (nova f&aacute;brica) &shy;, a capacidade de cogera&ccedil;&atilde;o dobraria, para 20 mil GWh.<\/span><\/p>\n<p><span>Assumindo&shy;se um excedente de 15% na gera&ccedil;&atilde;o atual e de 50% da gera&ccedil;&atilde;o adicional futura, aponta a consultoria, haveria um excedente de 6,5 mil GWh ao ano que poderia se converter em receita ao setor de celulose. Um dos obst&aacute;culos da ind&uacute;stria, todavia, &eacute; o limite para venda subsidiada de energia &agrave; rede, de 30 MW, que acaba desestimulando mais investimentos em cogera&ccedil;&atilde;o. &#8220;H&aacute; uma grande incerteza quando ao desenvolvimento da situa&ccedil;&atilde;o [energ&eacute;tica] no Brasil, que &eacute; muito dependente da gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica&#8221;, afirmou o vice&shy;presidente da P&ouml;yry. Ao mesmo tempo, ressalta, a biomassa ainda &eacute; subutilizada.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;E ela vem como um subproduto da produ&ccedil;&atilde;o de celulose, o que &eacute; o melhor dos mundos&#8221;, ressaltou. A grande &#8220;usina&#8221; de energia das produtoras de celulose &eacute; a caldeira de recupera&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, cujo tamanho acompanhou o ganho de escala das linhas produtivas da fibra. &Eacute; na caldeira de recupera&ccedil;&atilde;o que &eacute; gerado o vapor de alta press&atilde;o que, al&eacute;m de ser usado no processo produtivo como energia t&eacute;rmica, aciona turbinas acopladas a geradores de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse vapor resulta da queima do licor negro, um subproduto da produ&ccedil;&atilde;o de celulose, na caldeira de recupera&ccedil;&atilde;o. Outra fonte de energia &eacute; a queima de res&iacute;duos gerados no transporte, na picagem e peneiragem da madeira na caldeira de biomassa, que gera vapor e alimenta turbogeradores. Al&eacute;m disso, o res&iacute;duo gerado no descascamento da madeira, galhos e pontas resultantes do corte da floresta pode ser usado como biomassa, explicou Yves Gerschkovitch, respons&aacute;vel pela &aacute;rea de gera&ccedil;&atilde;o de vapor e energia da P&ouml;yry.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;A f&aacute;brica de celulose j&aacute; &eacute; intrinsecamente uma termel&eacute;trica&#8221;, afirmou. Para ind&uacute;strias mais antigas e com elevado custo de produ&ccedil;&atilde;o, o neg&oacute;cio de energia renov&aacute;vel j&aacute; se mostrou mais rent&aacute;vel do que a pr&oacute;pria produ&ccedil;&atilde;o de celulose. Em setembro do ano passado, por exemplo, a espanhola Ence, uma das maiores produtoras de fibra de eucalipto da Europa, anunciou o encerramento da produ&ccedil;&atilde;o de celulose na f&aacute;brica de Huelva (Andaluzia), com transforma&ccedil;&atilde;o da unidade em &#8220;um avan&ccedil;o centro de gera&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel&#8221;. (Valor)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; o fim da d&eacute;cada, a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica pela ind&uacute;stria de celulose poder&aacute; chegar a 20 mil gigawatts&shy;hora (GWh) por ano, o dobro da capacidade de cogera&ccedil;&atilde;o atual. 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