{"id":2853,"date":"2015-03-11T15:58:00","date_gmt":"2015-03-11T19:58:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2884","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2853","title":{"rendered":"Em: 11\/03\/2015 &agrave;s 15:58h por"},"content":{"rendered":"<p><span>O aumento das tarifas de energia da Ampla d&aacute; uma ideia sobre o peso que a conta de luz ter&aacute; no bolso dos consumidores neste ano. Ontem, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) autorizou que a tarifa cobrada pela empresa subisse 42,19%, n&uacute;mero que reflete praticamente todas as despesas que as distribuidoras tiveram nos &uacute;ltimos meses. Como uma parcela disso j&aacute; chegou na conta de luz da maior parte dos brasileiros, o consumidor pode esperar um segundo reajuste de 10% a 13% ao longo do ano.<\/span><\/p>\n<p><span>A Ampla atende 2,5 milh&otilde;es de unidades consumidoras em 66 munic&iacute;pios do Rio de Janeiro, entre os quais Niter&oacute;i e S&atilde;o Gon&ccedil;alo. Para consumidores residenciais, o aumento ser&aacute; de 36,41%, e para grandes consumidores, como ind&uacute;strias, de 56,15%. As novas tarifas valem a partir de domingo, 15 de mar&ccedil;o.<\/span><\/p>\n<p><span>Diferente de praticamente todas as distribuidoras do Pa&iacute;s, a Ampla n&atilde;o participou do processo de revis&atilde;o extraordin&aacute;ria de 27 de fevereiro. Por isso, a companhia teve um &uacute;nico reajuste ontem, ao contr&aacute;rio da maioria das empresas, que passar&atilde;o por dois &ndash; o extraordin&aacute;rio, aprovado h&aacute; duas semanas, e o anual, conforme calend&aacute;rio estabelecido pela ag&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p><span>O reajuste da Ampla engloba o aumento das tarifas de Itaipu, o fim dos subs&iacute;dios do Tesouro ao setor el&eacute;trico, o empr&eacute;stimo que socorreu o setor no ano passado e a alta do custo da energia, devido &agrave; seca e ao maior uso das usinas t&eacute;rmicas. S&oacute; ficou de fora o custo das bandeiras, sistema que passou a valer neste ano e repassa mensalmente o custo da gera&ccedil;&atilde;o para a conta. Com a bandeira vermelha, o custo adicional &eacute; de R$ 5,50 a cada 100 quilowatthora (kWh).<\/span><\/p>\n<p><span>Do total do reajuste de 42,19% da Ampla, 28,46 pontos percentuais podem ser atribu&iacute;dos a custos extras e 13,73 pontos percentuais podem ser considerados &nbsp;custos normais, que todas as distribuidoras ter&atilde;o ao longo deste ano.<\/span><\/p>\n<p><span>As outras 58 empresas do Pa&iacute;s j&aacute; tiveram esse custo extra repassado na conta de luz. Mas ainda n&atilde;o chegou para esses consumidores o custo do financiamento &nbsp;feito no ano passado para ajudar o setor em 2014, que atingiu R$ 17,8 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>Com base no que ocorreu com a Ampla, o consumidor &ndash; que j&aacute; teve um reajuste m&eacute;dio de 23,4% nas tarifas em fevereiro -, pode esperar um novo aumento com impacto de 10% a 13% ao longo do ano. A Eletropaulo, por exemplo, ter&aacute; novo reajuste em julho, e a Light, em novembro.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse impacto de 10% a 13% somente ser&aacute; menor caso o governo consiga alongar do prazo de pagamento do financiamento feito para socorrer as Distribuidoras no ano passado. O Minist&eacute;rio da Fazenda negocia uma terceira tranche desse empr&eacute;stimo, de R$ 3,1 bilh&otilde;es, para cobrir custos das empresas feitos no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre os termos da negocia&ccedil;&atilde;o, o governo quer estender o prazo de pagamento dessa d&iacute;vida, hoje fixado em dois anos, para quatro anos. Caso o acordo com os bancos seja fechado, os reajustes ordin&aacute;rios poder&atilde;o atingir metade do percentual previsto, pois o impacto ser&aacute; dilu&iacute;do.<\/span><\/p>\n<p><span>Mais prazo<\/span><\/p>\n<p><span>O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, admitiu que a amplia&ccedil;&atilde;o do prazo de pagamento do empr&eacute;stimo &eacute; &ldquo;prov&aacute;vel&rdquo;. &ldquo;Isso est&aacute; sendo conduzido pelo Minist&eacute;rio da Fazenda. H&aacute; uma discuss&atilde;o em torno da taxa, que ainda n&atilde;o est&aacute; fechada, mas h&aacute; uma proposta. A ideia de ampliar j&aacute; foi assimilada, mas as condi&ccedil;&otilde;es ainda est&atilde;o sendo discutidas&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>Rufino ressaltou que o processo de realismo tarif&aacute;rio corrigiu os problemas financeiros que atingiram o setor el&eacute;trico nos &uacute;ltimos dois anos e que demandaram aportes do Tesouro e empr&eacute;stimos banc&aacute;rios. &ldquo;A sustentabilidade e a regularidade do fluxo financeiro no setor el&eacute;trico foi restabelecida em sua plenitude. Hoje, n&atilde;o h&aacute; depend&ecirc;ncia de captar novos recursos ou de um futuro processo tarif&aacute;rio.&rdquo; (Jornal do Com&eacute;rcio)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento das tarifas de energia da Ampla d&aacute; uma ideia sobre o peso que a conta de luz ter&aacute; no bolso dos consumidores neste ano. 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