{"id":2815,"date":"2015-03-04T16:11:00","date_gmt":"2015-03-04T20:11:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2845","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2815","title":{"rendered":"Em: 04\/03\/2015 &agrave;s 16:11h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A possibilidade de o pa&iacute;s entrar em recess&atilde;o neste ano n&atilde;o deve impedir o Banco Central de continuar subindo os juros. A decis&atilde;o sobre a taxa b&aacute;sica da economia brasileira ser&aacute; anunciada pela institui&ccedil;&atilde;o na noite desta quarta-feira (4), ap&oacute;s o t&eacute;rmino da reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do Banco Central (BC).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A aposta da maior parte do mercado financeiro &eacute; de um novo aumento de 0,5 ponto percentual, o que elevaria a taxa Selic de 12,25% para 12,75% ao ano &ndash; o maior patamar desde janeiro de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Se confirmado, ser&aacute; o quarto aumento consecutivo nos juros b&aacute;sicos da economia, que est&atilde;o avan&ccedil;ando ininterruptamente desde outubro do ano passado. Com taxas mais altas, o Banco Central tenta controlar o cr&eacute;dito e o consumo e, assim, segurar a infla&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, ao tornar o cr&eacute;dito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Poss&iacute;vel recess&atilde;o<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os economistas do mercado financeiro t&ecirc;m intensificado a aposta de que a economia brasileira poder&aacute; entrar novamente em recess&atilde;o neste ano, a exemplo do ocorrido em 2014, quando a economia &#8220;encolheu&#8221; no 1&ordm; e 2&ordm; trimestres. A chamada recess&atilde;o t&eacute;cnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de contra&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A expectativa da maior parte do mercado financeiro, realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 analistas de bancos, &eacute; de que a economia brasileira tenha registrado crescimento zero em 2014 e que tenha retra&ccedil;&atilde;o de 0,58% em 2015 &ndash; o que seria a maior queda em 25 anos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os analistas avaliam que, embora as medidas econ&ocirc;micas anunciadas recentemente pelo governo sejam importantes para reequilibrar as contas p&uacute;blicas (ap&oacute;s d&eacute;ficit in&eacute;dito em 2014) e possibilitar um cen&aacute;rio de controle da infla&ccedil;&atilde;o no futuro, com taxas de juros mais baixas, elas ter&atilde;o impacto de reduzir ainda mais o n&iacute;vel de atividade neste ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Entre as medidas anunciadas, est&atilde;o aumento dos tributos sobre a gasolina e o diesel, sobre opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito, cosm&eacute;ticos, autom&oacute;veis e sobre a folha de pagamentos, al&eacute;m de limita&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e redu&ccedil;&atilde;o de gastos de custeio e do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC) e com a Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico &ndash; o que resultar&aacute; em um alta maior da energia el&eacute;trica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, avaliou que o quadro econ&ocirc;mico &eacute; &#8220;extremamente complexo&#8221;. Em sua vis&atilde;o, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel concluir, at&eacute; o momento, que as medidas possam &#8220;efetivamente ser contributivas &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, j&aacute; que os efeitos colaterais podem causar mais infla&ccedil;&atilde;o, desemprego, perda de renda e consumo, conduzindo o pa&iacute;s &agrave; recess&atilde;o&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ministro da Fazenda<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Questionado, na semana passada, se as medidas n&atilde;o poderiam contribuir para jogar a economia brasileira na recess&atilde;o, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a economia n&atilde;o vinha &#8220;desempenhando bem&#8221; com as medidas anteriores &ndash; de est&iacute;mulo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Boa parte do que est&aacute; sendo feito &eacute; voltar &agrave; uma normalidade. Voltar aos gastos de 2013, diminuir as desonera&ccedil;&otilde;es que foram crescendo, crescendo n&atilde;o se sabe muito bem porque. Estamos voltando &agrave; condi&ccedil;&otilde;es normais para retomar o crescimento em bases sustent&aacute;veis&#8221;, disse ele na ocasi&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o d&aacute; tr&eacute;gua<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ao mesmo tempo em que o pa&iacute;s flerta com a recess&atilde;o, o comportamento dos pre&ccedil;os n&atilde;o d&aacute; tr&eacute;gua para os consumidores. Segundo analistas, a alta do d&oacute;lar e dos pre&ccedil;os administrados (como telefonia, &aacute;gua, energia, combust&iacute;veis e tarifas de &ocirc;nibus, entre outros) pressionam fortemente os pre&ccedil;os em 2015.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em janeiro, a infla&ccedil;&atilde;o oficial, medida pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), somou ficou em 1,24%. Essa foi a taxa mensal mais alta desde fevereiro de 2003, quando ficou em 1,57%. Em 12 meses at&eacute; janeiro, o indicador acumula alta de 7,14% &ndash; a maior desde setembro de 2011, quando o &iacute;ndice atingiu 7,31%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para todo este ano, a expectativa dos economistas do mercado financeiro para o IPCA est&aacute; 7,47%. Se confirmada, a taxa ser&aacute; a maior desde 2004, quando ficou em 7,6% &ndash; ou seja, em 11 anos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com isso, a estimativa do mercado segue acima do teto do sistema de metas do governo. A meta central de infla&ccedil;&atilde;o para este ano e para 2016 &eacute; de 4,5%, com toler&acirc;ncia de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, &eacute; de 6,5%. Em 2014, a infla&ccedil;&atilde;o ficou em 6,41%, o maior valor desde 2011.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o cen&aacute;rio atual &eacute; um dos mais desafiadores para a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, pois combina aus&ecirc;ncia de crescimento com infla&ccedil;&atilde;o em alta, que os economistas chamam de &ldquo;estagfla&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo o professor da Escola de Economia de S&atilde;o Paulo da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV\/EESP), Clemens Nunes, a alta do d&oacute;lar, que chegou a atingir R$ 2,90 nesta ter&ccedil;a-feira (3), e dos pre&ccedil;os administrados preocupa.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;A deprecia&ccedil;&atilde;o do real acelerou-se desde a &uacute;ltima reuni&atilde;o [do Copom em janeiro]. Al&eacute;m disso, o Banco Central pode reduzir sua interven&ccedil;&atilde;o no mercado de c&acirc;mbio acelerando este processo. Outra raz&atilde;o para o aumento da Selic &eacute; que o BC deve combater os efeitos secund&aacute;rios dos choques de pre&ccedil;os de hortifrutigranjeiros, bem como do aumento de combust&iacute;veis e energia el&eacute;trica. Uma vez que estes n&atilde;o foram dissipados&rdquo;, avaliou Nunes. (G1)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A possibilidade de o pa&iacute;s entrar em recess&atilde;o neste ano n&atilde;o deve impedir o Banco Central de continuar subindo os juros. A decis&atilde;o sobre a taxa b&aacute;sica da economia brasileira ser&aacute; anunciada pela institui&ccedil;&atilde;o na noite desta quarta-feira (4), ap&oacute;s o t&eacute;rmino da reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do Banco Central (BC). 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