{"id":2813,"date":"2015-03-04T16:10:00","date_gmt":"2015-03-04T20:10:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2843","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2813","title":{"rendered":"Em: 04\/03\/2015 &agrave;s 16:10h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O grupo Votorantim Industrial, conglomerado da fam&iacute;lia Erm&iacute;rio de Moraes que atua nas &aacute;reas de cimento, metais e minera&ccedil;&atilde;o, estuda entrar no neg&oacute;cio de gera&ccedil;&atilde;o de energia para terceiros. A companhia j&aacute; atua com a comercializa&ccedil;&atilde;o da energia excedente de suas opera&ccedil;&otilde;es, mas agora v&ecirc; oportunidades na gera&ccedil;&atilde;o, especialmente por meio de usinas e&oacute;licas e eventualmente de pequenas hidrel&eacute;tricas (PCHs).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O estudo para entrar no novo neg&oacute;cio ganhou for&ccedil;a com o resultado do balan&ccedil;o de 2014, que registrou lucro de R$ 1,7 bilh&atilde;o, sendo que parte importante veio da venda de energia excedente, num momento em que o Pa&iacute;s enfrenta escassez na gera&ccedil;&atilde;o. No ano anterior, o lucro havia sido de R$ 238 milh&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O diretor-presidente da Votorantim, Jo&atilde;o Miranda, n&atilde;o revela a participa&ccedil;&atilde;o dessa venda no resultado financeiro, mas afirma ser &#8220;relevante&#8221;. O principal movimento foi o leil&atilde;o realizado pelo governo em abril, em que a empresa conseguiu desmobilizar cinco anos de excedentes de energia que a empresa havia contratado, mas n&atilde;o utilizou. &#8220;Era energia contratada anos atr&aacute;s, pelo longo prazo, para a expans&atilde;o de alguns projetos na &aacute;rea de metalurgia que n&atilde;o se materializaram&#8221;, explica Miranda. A ideia de gerar energia al&eacute;m da necess&aacute;ria para o consumo pr&oacute;prio &eacute; fornecer aos clientes que optam pelo mercado livre.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com a divis&atilde;o Votorantim Energia, que executa compra e venda de energia, a empresa j&aacute; &eacute; a s&eacute;tima maior no ranking de comercializadores no Pa&iacute;s. Miranda n&atilde;o fala ainda de investimentos para o projeto de gera&ccedil;&atilde;o, pois depende de estudos de viabilidade e das op&ccedil;&otilde;es que o grupo far&aacute;, se em parques e&oacute;licos, PCHs ou ambos. Para o consultor da Tempo Presente, Ricardo Lima, com a crise de oferta, investir na gera&ccedil;&atilde;o de energia &#8220;&eacute; bastante interessante&#8221;, principalmente vindo de uma companhia que j&aacute; atua na &aacute;rea de gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e venda. &#8220;H&aacute; muitas oportunidades na energia e&oacute;lica, na solar e nas PCHs, que voltaram a ter pre&ccedil;os competitivos&#8221;. Miranda afirma, contudo, que o grupo &#8220;n&atilde;o se deixa levar por eventos do curto prazo&#8221;, mas que qualquer decis&atilde;o ser&aacute; &#8220;olhado muito para no longo prazo.&#8221;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Conservador<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A Votorantim investiu R$ 2,4 bilh&otilde;es em 2014, repetindo o montante do ano anterior e que deve ser replicado em 2015, mantendo tamb&eacute;m o perfil dos gastos. Segundo Miranda, 75% do montante foram investidos em manuten&ccedil;&atilde;o e apenas 25% em expans&atilde;o, sendo que desse porcentual, 74% foram para a amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade produtiva de cimento nas regi&otilde;es Nordeste e Centro-Oeste. A estrat&eacute;gia conservadora ajudou a companhia a reduzir sua alavancagem financeira. O n&iacute;vel de endividamento comparado &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de caixa foi reduzido de 3,23 vezes para 2,32 vezes.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Nosso alvo de longo prazo segue sendo uma rela&ccedil;&atilde;o de 2 vezes, embora um n&iacute;vel abaixo de 2,50 de alavancagem &eacute; considerado bastante confort&aacute;vel pelas ag&ecirc;ncias de risco&#8221;, diz Miranda. O grupo encerrou 2014 com d&iacute;vida l&iacute;quida de R$ 16,5 bilh&otilde;es, 1,8% a menos em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A receita l&iacute;quida cresceu 7%, para R$ 28,1 bilh&otilde;es, e o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, deprecia&ccedil;&otilde;es e amortiza&ccedil;&otilde;es) saltou de R$ 5,4 bilh&otilde;es em 2013 para R$ 7,1 bilh&otilde;es. &#8220;Estamos muito satisfeitos com os resultados&#8221;, diz.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ajustes<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ao contr&aacute;rio do que muitas empresas est&atilde;o fazendo, a Votorantim n&atilde;o tem planos no momento de fazer ajustes de pessoal ou de opera&ccedil;&otilde;es. O grupo emprega 40 mil trabalhadores no Brasil e 15 mil no exterior. &#8220;J&aacute; estamos num n&iacute;vel ajustado&#8221;, afirma o executivo. Sobre o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico, prefere dizer apenas que o grupo mant&eacute;m sua pol&iacute;tica de operar de forma eficiente, tanto em cen&aacute;rios bons quanto ruins. Ele ressalta n&atilde;o acreditar em impactos substancias da opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato nos neg&oacute;cios do grupo pois apenas 7% da receita da Votorantim Cimentos vem de obras de infraestrutura. (Estado de S. Paulo)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo Votorantim Industrial, conglomerado da fam&iacute;lia Erm&iacute;rio de Moraes que atua nas &aacute;reas de cimento, metais e minera&ccedil;&atilde;o, estuda entrar no neg&oacute;cio de gera&ccedil;&atilde;o de energia para terceiros. 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