{"id":2800,"date":"2015-03-03T16:02:00","date_gmt":"2015-03-03T20:02:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2830","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2800","title":{"rendered":"Em: 03\/03\/2015 &agrave;s 16:02h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica quer mudar as regras do uso do sistema de transmiss&atilde;o para importa&ccedil;&atilde;o de energia. A ideia &eacute; tornar a opera&ccedil;&atilde;o menos onerosa para o consumidor. Como o tema exige altera&ccedil;&atilde;o na Resolu&ccedil;&atilde;o Normativa 442\/2011, o processo obrigatoriamente precisa passar por audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, na modalidade interc&acirc;mbio documental, pelo prazo de 30 dias. A audi&ecirc;ncia receber&aacute; contribui&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de 4 de mar&ccedil;o a 3 de abril. No entanto, devido a necessidade de importar energia el&eacute;trica da Argentina no curto prazo, a Aneel permitiu a utiliza&ccedil;&atilde;o da nova regra em discuss&atilde;o antes do fechamento da audi&ecirc;ncia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A REN 442 trata das condi&ccedil;&otilde;es para contrata&ccedil;&atilde;o do uso das instala&ccedil;&otilde;es de transmiss&atilde;o destinadas a interliga&ccedil;&otilde;es internacionais. Ao autorizar a importa&ccedil;&atilde;o de energia, o agente importador fica obrigado a suportar um Encargo de Uso do Sistema de Transmiss&atilde;o (EUST), dado pela Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss&atilde;o, multiplicado pelo Montante de Uso do Sistema de Transmiss&atilde;o (MUST) contratado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Contudo, a an&aacute;lise preliminar dos custos de importa&ccedil;&atilde;o indica que o segmento de consumo, que j&aacute; suporta a RAP que remunera os sistemas de transmiss&atilde;o destinados &agrave; interliga&ccedil;&otilde;es internacionais, poder&aacute; tamb&eacute;m ser impactada com um custo adicional relativo ao &ocirc;nus do EUST. Entretanto, o encargo tem como objetivo a modicidade tarif&aacute;ria dos usu&aacute;rios do sistema de transmiss&atilde;o ou distribui&ccedil;&atilde;o. A Aneel entendeu que atual regula&ccedil;&atilde;o para a defini&ccedil;&atilde;o desse encargo n&atilde;o atinge o objetivo da modicidade tarif&aacute;ria, ao exigir o seu pagamento pelo segmento de consumo que, no pr&oacute;ximo processo tarif&aacute;rio da transmiss&atilde;o, &eacute; revertido para esse mesmo segmento, na forma de redu&ccedil;&atilde;o da TUST.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em s&iacute;ntese, na hip&oacute;tese de determinado agente de comercializa&ccedil;&atilde;o ser designado pelo Minist&eacute;rio a importar energia el&eacute;trica, este seria obrigado a assumir o EUST. Como forma de suportar esse custo, caber&aacute; ao agente adicion&aacute;-lo ao seu Custo Vari&aacute;vel Unit&aacute;rio, que por sua vez ser&aacute; suportado pelo Encargo de Servi&ccedil;os do Sistema. Esse montante arrecadado ser&aacute; ent&atilde;o considerado no pr&oacute;ximo ciclo tarif&aacute;rio da transmiss&atilde;o como uma redu&ccedil;&atilde;o de custos para esse mesmo segmento de consumo que suportaria o CVU. Assim, a conclus&atilde;o da &aacute;rea t&eacute;cnica &eacute; que aloca&ccedil;&atilde;o desse custo (EUST) opera quase que exclusivamente causando efeitos financeiros, n&atilde;o merecendo, portanto, ser inclu&iacute;do no CVU dessa importa&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Desse modo, a ag&ecirc;ncia reguladora entendeu que, sob determinadas condi&ccedil;&otilde;es, esse custo de importa&ccedil;ao possa se dar de forma n&atilde;o onerosa. Essa conclus&atilde;o, por&eacute;m, se restringe a determinadas condi&ccedil;&otilde;es, como a importa&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica ininterrupt&iacute;vel e sem registro de contratos na C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica, cujo CVU supere o Pre&ccedil;o de Liquida&ccedil;&atilde;o das Diferen&ccedil;as. A proposta ainda inclui mecanismos para evitar uma reserva de capacidade para o agente comercializador que vier a ser autorizado para importar energia el&eacute;trica. Contexto &#8211; A atual conjuntura do setor el&eacute;trico tem motivado o MME a buscar alternativas de curto prazo para garantir o replecionamento dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, dentre elas, a importa&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica da Argentina, via esta&ccedil;&atilde;o conversora de frequ&ecirc;ncia de Garabi, localizada no munic&iacute;pio de Garruchos, no Rio Grande do Sul, na fronteira do Brasil com a Argentina. Essa importa&ccedil;&atilde;o pode se mostrar mais econ&ocirc;mica do que o Custo Marginal de Opera&ccedil;&atilde;o que vem sendo observado nos &uacute;ltimos meses, bem como para as suas proje&ccedil;&otilde;es no curto prazo. (Canal Energia)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica quer mudar as regras do uso do sistema de transmiss&atilde;o para importa&ccedil;&atilde;o de energia. A ideia &eacute; tornar a opera&ccedil;&atilde;o menos onerosa para o consumidor. Como o tema exige altera&ccedil;&atilde;o na Resolu&ccedil;&atilde;o Normativa 442\/2011, o processo obrigatoriamente precisa passar por audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, na modalidade interc&acirc;mbio documental, pelo prazo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2800"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2800"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2800\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}