{"id":2794,"date":"2015-03-02T16:04:00","date_gmt":"2015-03-02T20:04:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2824","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2794","title":{"rendered":"Em: 02\/03\/2015 &agrave;s 16:04h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Na &uacute;ltima sexta-feira, 27 de fevereiro, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) votou a revis&atilde;o extraordin&aacute;ria de tarifas de energia el&eacute;trica das distribuidoras, sob o argumento de compensar a eleva&ccedil;&atilde;o dos custos da Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico &ndash; CDE e do pre&ccedil;o da energia de Itaipu. Tal decis&atilde;o resultar&aacute; em reajuste de 23,4% nos pre&ccedil;os em vigor, percentual que incidir&aacute; sobre uma varia&ccedil;&atilde;o j&aacute; acumulada em 12 meses de 27,1% de acordo com o IPCA\/IBGE de janeiro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>sso significa um impacto acumulado da ordem de 56,8% nas contas de energia de consumidores e empres&aacute;rios brasileiros desde fevereiro de 2014. Comparados &agrave; infla&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia acumulada (7,1%), que tem impactado sobremaneira a vida do brasileiro e emperrado o crescimento da economia dom&eacute;stica, os reajustes &ndash; passado e futuro &ndash; da energia el&eacute;trica se mostram descolados da realidade de empresas e consumidores residenciais. Al&eacute;m disso, sozinhos, os aumentos anunciados (23,4% no pa&iacute;s e 22,5% no Rio de Janeiro) render&atilde;o de imediato impactos na infla&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 0,8 p. p. no Brasil e 0,9 p. p. no Rio de Janeiro. Isso sem falar no efeito indireto a incidir nas pr&oacute;ximas leituras de pre&ccedil;os, pela influ&ecirc;ncia que o item exerce nos mais diversos setores da economia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para a Fecom&eacute;rcio RJ, a carga de impostos e o custo de energia no Brasil j&aacute; consideram margens significativas para os devidos investimentos do setor, de modo a fortalecer a gera&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o adequadas de energia el&eacute;trica e, assim, evitar contratempos. Na pr&aacute;tica, o governo precisa aprimorar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e fazer cumprir regras j&aacute; assumidas, de maneira a prevenir reajustes alheios ao ambiente produtivo, assim como apag&otilde;es. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso que haja compensa&ccedil;&otilde;es, como b&ocirc;nus para consumidores e estabelecimentos que reduzam o consumo de energia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Uma alternativa emergencial est&aacute; ainda na redu&ccedil;&atilde;o de impostos para contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os voltados para remediar a crise, como para reformas de instala&ccedil;&otilde;es el&eacute;tricas, no mercado de l&acirc;mpadas econ&ocirc;micas e na contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de gera&ccedil;&atilde;o &ndash; geradores. Neste caso, cabe ainda &agrave;s autoridades competentes fiscalizar melhor as empresas prestadoras de servi&ccedil;o para evitar cobran&ccedil;as abusivas a empres&aacute;rios e consumidores residenciais. &Eacute; preciso tamb&eacute;m que o governo sinalize, via incentivos fiscais, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; oferta limpa de energia &ndash; ambientalmente respons&aacute;vel, como solar e e&oacute;lica &ndash; e recue na propaga&ccedil;&atilde;o de termel&eacute;tricas, que, al&eacute;m de mais poluentes, geram energia mais cara.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Agora, se a crise est&aacute; posta, n&atilde;o basta repassar a conta &agrave; sociedade. At&eacute; porque, nos &uacute;ltimos dez anos, o consumo residencial cresceu 59% no Brasil, enquanto no setor comercial a alta chegou a 68%. O que resta a empres&aacute;rios e consumidores? Al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es j&aacute; citadas, a Fecom&eacute;rcio RJ defende a realiza&ccedil;&atilde;o imediata de campanhas em prol do uso racional de energia. Cabem ainda medidas pela racionaliza&ccedil;&atilde;o da ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e o incentivo ao uso de geradores, turbinas e motores por segmentos intensivos em energia, com a devida contrapartida financeira por parte do governo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para empres&aacute;rios do com&eacute;rcio e consumidores residenciais, o uso racional de energia el&eacute;trica n&atilde;o &eacute; novo, mas tem se acentuado nos &uacute;ltimos anos. Por um lado, os estabelecimentos t&ecirc;m procurado adotar medidas preventivas, como a troca de l&acirc;mpadas incandescentes por fluorescentes, ao passo que ganha espa&ccedil;o o mercado ambientalmente respons&aacute;vel &ndash; consumo consciente. Segundo pesquisa Fecom&eacute;rcio RJ\/Ipsos sobre o tema, apenas 8,7% dos brasileiros n&atilde;o apagam a luz ao sair de um recinto. (Administradores)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima sexta-feira, 27 de fevereiro, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) votou a revis&atilde;o extraordin&aacute;ria de tarifas de energia el&eacute;trica das distribuidoras, sob o argumento de compensar a eleva&ccedil;&atilde;o dos custos da Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico &ndash; CDE e do pre&ccedil;o da energia de Itaipu. 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