{"id":2709,"date":"2015-02-03T17:10:00","date_gmt":"2015-02-03T21:10:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2736","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2709","title":{"rendered":"Em: 03\/02\/2015 &agrave;s 17:10h por"},"content":{"rendered":"<p><em>Objetivo &eacute; elevar arrecada&ccedil;&atilde;o e evitar mais empr&eacute;stimos para setor el&eacute;trico.<br \/>Hoje repasse mais alto, da bandeira vermelha, &eacute; de R$ 3 para 100 kWh.<\/em><\/p>\n<p><span>Em mais uma medida para conter a crise no setor el&eacute;trico, o governo federal deve elevar o valor arrecadado por meio do sistema de bandeiras tarif&aacute;rias, que entrou em vigor em 1&ordm; de janeiro e, desde ent&atilde;o, j&aacute; vem gerando nas contas de luz um acr&eacute;scimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.<\/span><\/p>\n<p><span>Os novos valores das bandeiras ainda n&atilde;o foram definidos &ndash; isso depende de quais custos o governo pretende cobrir com a receita. A expectativa, por&eacute;m, &eacute; que sofram aumento entre 30% e 40%. O G1 apurou que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) deve votar o tema nos pr&oacute;ximos dias.<\/span><\/p>\n<p><span>As bandeiras tarif&aacute;rias funcionam como um alerta aos consumidores, na pr&oacute;pria conta de luz, sobre o valor da produ&ccedil;&atilde;o de energia no pa&iacute;s. Se elas estiverem na cor verde, a tarifa n&atilde;o sofre nenhum acr&eacute;scimo. Amarela, o aumento &eacute; de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos no m&ecirc;s.<\/span><\/p>\n<p><span>J&aacute; as bandeiras vermelhas, que vigoraram ao longo do m&ecirc;s de janeiro e v&atilde;o continuar em fevereiro, conforme informou nesta sexta (30) a Aneel, indicam que est&aacute; muito caro gerar energia no pa&iacute;s, devido ao uso das termel&eacute;tricas (usinas movidas a combust&iacute;veis como &oacute;leo e g&aacute;s, e que s&atilde;o mais caras). Nessa condi&ccedil;&atilde;o, o consumidor paga R$ 3 para cada 100 kWh de energia usados no m&ecirc;s.<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Evitar os juros<\/strong><\/em><\/p>\n<div><strong><em><br \/><\/em><\/strong>Os recursos arrecadados por meio das bandeiras servem hoje para pagar exclusivamente o combust&iacute;vel usado por termel&eacute;tricas contratadas pelas distribuidoras. Antes, as distribuidoras pagavam essa conta no primeiro momento mas, depois, eram ressarcidas, com valores corrigidos.<\/p>\n<p>Ao reajustar as bandeiras, o governo pretende levantar dinheiro para bancar outros custos extras do setor, que no ano passado foram cobertos por meio de empr&eacute;stimos banc&aacute;rios no valor de R$ 17,8 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>A ideia &eacute; evitar novos empr&eacute;stimos, sobre os quais incidem juros, que tamb&eacute;m ser&atilde;o pagos pelos consumidores. De acordo com o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU), os R$ 17,8 bilh&otilde;es tomados no ano passado v&atilde;o custar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o R$ 26,6 bilh&otilde;es, contribuindo para encarecer as contas de luz.<\/p>\n<p>Como o governo j&aacute; anunciou um novo empr&eacute;stimo, de R$ 2,5 bilh&otilde;es, para pagar os gastos extras de novembro e dezembro do ano passado, para os quais faltaram recursos, esse repasse deve ficar pr&oacute;ximo dos R$ 30 bilh&otilde;es, incluindo juros.<\/p>\n<p>Na quinta (29), por&eacute;m, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, revelou que negocia a redu&ccedil;&atilde;o dos juros sobre esses empr&eacute;stimos e tamb&eacute;m o aumento do prazo de repasse &agrave;s contas de luz, que seria estendido at&eacute; 2018.<\/p>\n<p><strong><em>Exposi&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong><em><br \/><\/em><\/strong>A compra pelas distribuidoras de energia no mercado &agrave; vista, onde ela &eacute; mais cara, foi o principal gasto bancado pelos empr&eacute;stimos no ano passado. Mas, em 2015, o aumento das bendeiras tarif&aacute;rias deve ser a principal fonte de recursos.<\/p>\n<p>Quando n&atilde;o t&ecirc;m toda a energia que precisam para atender seus consumidores, as distribuidoras recorrem ao mercado &agrave; vista. No ano passado, por&eacute;m, o pre&ccedil;o da eletricidade ali disparou, devido ao esvaziamento dos reservat&oacute;rios, gerando uma conta bilion&aacute;ria.<\/p>\n<p>Neste ano essa fatura ser&aacute; bem menor, pois a Aneel aprovou a redu&ccedil;&atilde;o, pela metade, no valor m&aacute;ximo que pode ser cobrado pela energia no mercado &agrave; vista, de R$ 822,83 para R$ 388,48 por megawatt-hora (MWh).<\/p>\n<p><strong><em>Repasse menor<\/em><\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong><em><br \/><\/em><\/strong>Segundo um t&eacute;cnico do setor el&eacute;trico envolvido com a mudan&ccedil;a no sistema de bandeiras, a medida tem tamb&eacute;m a vantagem de evitar que a tarifa permane&ccedil;a alta mesmo quando n&atilde;o h&aacute; mais necessidade.<\/p>\n<p>Assim, se todos os recursos necess&aacute;rios forem arrecadados at&eacute; meados de 2015, por exemplo, a Aneel pode, de imediato, mudar a cor da bandeira e, no m&ecirc;s seguinte, o acr&eacute;scimo nas contas de luz diminui ou mesmo &eacute; suspenso.<\/p>\n<p>Outra op&ccedil;&atilde;o para levantar recursos, as revis&otilde;es tarif&aacute;rias extraordin&aacute;rias obrigam o consumidor a arcar com os custos por pelo menos 12 meses, ao final dos quais a distribuidora pode ser obrigada a devolver dinheiro arrecadado a mais.<\/p>\n<p>Esse aumento das bandeiras tarif&aacute;rias, por&eacute;m, n&atilde;o ser&aacute; suficiente para evitar um reajuste extraordin&aacute;rio das tarifas este ano, j&aacute; anunciado pelo governo. Isso quer dizer, portanto, que os consumidores ter&atilde;o dois reajustes nas contas de luz em 2015. (G1)<\/p><\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo &eacute; elevar arrecada&ccedil;&atilde;o e evitar mais empr&eacute;stimos para setor el&eacute;trico.Hoje repasse mais alto, da bandeira vermelha, &eacute; de R$ 3 para 100 kWh. 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