{"id":2654,"date":"2015-01-23T19:55:00","date_gmt":"2015-01-23T23:55:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2680","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2654","title":{"rendered":"Em: 23\/01\/2015 &agrave;s 19:55h por"},"content":{"rendered":"<p>O governo vai mudar a forma de realizar o licenciamento ambiental de  projetos de linhas de transmiss&atilde;o de energia. A mudan&ccedil;a tem o prop&oacute;sito  de dar um basta ao atraso generalizado que toma conta dos principais  projetos de transmiss&atilde;o do Pa&iacute;s, comprometendo o abastecimento de  energia da popula&ccedil;&atilde;o e o equil&iacute;brio financeiro dos contratos firmados  com as concession&aacute;rias.<\/p>\n<p>A medida consiste em antecipar a  realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos de licenciamento, antes da licita&ccedil;&atilde;o e da  contrata&ccedil;&atilde;o dos projetos pelas empresas. A mudan&ccedil;a foi confirmada pelo  diretor de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio  Ambiente (Ibama), Thomaz Miazak de Toledo. &#8220;O que temos procurado &eacute; a  antecipa&ccedil;&atilde;o desse processo. Vamos iniciar antes a discuss&atilde;o para que n&atilde;o  haja surpresas. Podemos ganhar seis, oito meses de prazo, se tudo isso  for antecipado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No modelo atual, a Empresa de Pesquisa  Energ&eacute;tica (EPE) realiza um levantamento b&aacute;sico de informa&ccedil;&otilde;es sobre  viabilidade financeira e ambiental do projeto. Esses dados, no entanto,  n&atilde;o passam pelas m&atilde;os do Ibama. Tudo &eacute; encaminhado diretamente &agrave; Ag&ecirc;ncia  Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), que simplesmente d&aacute; o aval ao  projeto e realiza o leil&atilde;o. A essa altura, o empreendedor que venceu o  leil&atilde;o j&aacute; fez uma proposta financeira baseada justamente no projeto  apontado como vi&aacute;vel pelo governo. Ocorre que nada disso passou pelo  crivo do licenciamento ambiental. S&oacute; depois de contratado &eacute; que o  investidor inicia o processo de licenciamento para atestar a viabilidade  ambiental do projeto. &Eacute; justamente nesse ponto que as coisas se  complicam.<\/p>\n<p>Nas &uacute;ltimas semanas, apurou o Estado, diretores de  projetos de transmiss&atilde;o das estatais Eletronorte e Eletrobras e  dirigentes da EPE reuniram-se com o Ibama para tratar do assunto. Ficou  acertado que a EPE dever&aacute; repassar informa&ccedil;&otilde;es e estudos preliminares ao  Ibama antes de enviar seus lotes de linhas de transmiss&atilde;o &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o e  leil&atilde;o pela Aneel.<\/p>\n<p>Modelo<\/p>\n<p>Com essas informa&ccedil;&otilde;es, o Ibama  ter&aacute; condi&ccedil;&otilde;es de apontar caminhos mais vi&aacute;veis ambientalmente, al&eacute;m de  dar in&iacute;cio ao processo formal de licenciamento. A estrat&eacute;gia,  basicamente, &eacute; repetir no setor el&eacute;trico um modelo que tem dado certo  nas recentes concess&otilde;es de rodovias. Para acelerar o licenciamento das  estradas, a Empresa de Planejamento e Log&iacute;stica (EPL), ligada ao  Minist&eacute;rio dos Transportes, encabe&ccedil;ou a contrata&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o dos  estudos ambientais, antes mesmo dos leil&otilde;es de trechos das rodovias.  Funcionou. Hoje, os cinco trechos de rodovias concedidos est&atilde;o com obras  em andamento, sem problemas com o licenciamento.<\/p>\n<p>O modelo de  licen&ccedil;a das linhas de transmiss&atilde;o &eacute; diferente do adotado em  hidrel&eacute;tricas. Para leiloar uma usina, o governo precisa, antes,  conseguir a licen&ccedil;a pr&eacute;via do projeto, atestando a sua viabilidade  ambiental. A exig&ecirc;ncia dessa licen&ccedil;a funciona como uma &#8220;garantia&#8221; para o  investidor, demonstrando que, teoricamente, o projeto n&atilde;o ter&aacute;  problemas para efetivamente ser constru&iacute;do. No caso das linhas de  transmiss&atilde;o, por&eacute;m, cabe ao empreendedor que vence o leil&atilde;o buscar as  licen&ccedil;as ambientais. Sobram exemplos para demonstrar que o modelo n&atilde;o  funciona.<\/p>\n<p>Sem linhas<\/p>\n<p>No Nordeste, dezenas de parques  e&oacute;licos ficaram prontos, mas passaram mais de um ano sem gerar energia  porque as linhas de transmiss&atilde;o atrasaram, enroladas em complica&ccedil;&otilde;es  ligadas ao licenciamento. No rio Madeira, em Rond&ocirc;nia, a hist&oacute;ria se  repetiu para colocar em opera&ccedil;&atilde;o as hidrel&eacute;tricas de Jirau e Santo  Ant&ocirc;nio. No norte do Mato Grosso, a usina de Teles Pires estar&aacute; pronta  para gerar energia em janeiro de 2015, mas sua linha de transmiss&atilde;o s&oacute;  deve ficar pronta em meados de junho. Entre Manaus (AM) e Boa Vista  (RR), investidores que venceram a linha de transmiss&atilde;o para ligar as  duas capitais brigam h&aacute; tr&ecirc;s anos para conseguir a licen&ccedil;a ambiental  pr&eacute;via da malha, sem sucesso at&eacute; hoje.<\/p>\n<p>O Sistema Interligado  Nacional (SIN), rede de transmiss&atilde;o que conecta todo o Pa&iacute;s, com exce&ccedil;&atilde;o  de Roraima, tem cerca de 115 mil km de extens&atilde;o. Nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s  anos, cerca de 23 mil km de novas malhas est&atilde;o previstas para entrar em  opera&ccedil;&atilde;o, segundo os planos do Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico  (ONS). Parte dessas novas redes tem enfrentado dificuldades de ir a  leil&atilde;o, justamente por conta de complica&ccedil;&otilde;es no licenciamento, o que tem  afastado os empreendedores. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal O Estado de  S.Paulo. (Estad&atilde;o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo vai mudar a forma de realizar o licenciamento ambiental de projetos de linhas de transmiss&atilde;o de energia. 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