{"id":2650,"date":"2015-01-22T15:21:00","date_gmt":"2015-01-22T19:21:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2676","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2650","title":{"rendered":"Em: 22\/01\/2015 &agrave;s 15:21h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A crise no setor el&eacute;trico brasileiro &eacute; grave, o pa&iacute;s est&aacute; sob risco de falta de energia e de novos apag&otilde;es, como o de segunda-feira (19), e, para enfrentar esses problemas, &eacute; urgente que o governo adote medidas para reduzir o consumo de eletricidade, at&eacute; mesmo via racionamento.<\/span><\/p>\n<p><span>O diagn&oacute;stico foi feito por especialistas ouvidos pelo G1 a respeito do agravamento da situa&ccedil;&atilde;o nos reservat&oacute;rios das principais hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s, que sofrem com a falta de chuvas em pleno per&iacute;odo &uacute;mido, e da crescente desconfian&ccedil;a sobre o sistema nacional de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o ap&oacute;s mais um corte de luz atingir o pa&iacute;s &ndash; al&eacute;m da aus&ecirc;ncia de transpar&ecirc;ncia do governo ao tratar do problema.<\/span><\/p>\n<p><span>O governo, no entanto, n&atilde;o admite a possibilidade de racionamento ou de falta de energia. Na ter&ccedil;a-feira, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que &#8220;n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de racionamento&#8221; de energia no pa&iacute;s. &ldquo;Pode assegurar ao povo e aos trabalhadores brasileiros que nos temos energia para atend&ecirc;-los&rdquo;, disse o ministro.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o presidente do Instituto Acende, Claudio Sales, o racionamento, se vier a ser adotado, ser&aacute; apenas ao final do per&iacute;odo de chuvas, entre mar&ccedil;o e abril. At&eacute; l&aacute;, existe a chance de as chuvas voltarem e os reservat&oacute;rios se encherem o suficiente para garantir o abastecimento de energia ao longo de 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com o Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS), a falta de energia neste ano estar&aacute; descartada se os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas do Sudeste e Centro-Oeste, respons&aacute;veis por cerca de 70% da capacidade de gera&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, chegarem ao final de abril com n&iacute;vel de armazenamento em 33%. Atualmente, est&atilde;o, em m&eacute;dia, com 17,63%.<\/span><\/p>\n<p><span>Sales diz que &ldquo;h&aacute; um tremendo ponto de interroga&ccedil;&atilde;o sobre se vamos ter condi&ccedil;&otilde;es de garantir o abastecimento de energia em 2015&rdquo; e, para enfrentar essa situa&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso que o governo atue com transpar&ecirc;ncia, o que n&atilde;o vem ocorrendo.<\/span><br \/><span>Al&eacute;m disso, segundo o presidente do Instituto Acende, &ldquo;o governo deve considerar a possibilidade de um racionamento&rdquo; para reduzir o consumo de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o professor do departamento de Energia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gilberto de Martino Jannuzzi, o setor el&eacute;trico brasileiro enfrenta problema grave h&aacute; um longo tempo, que n&atilde;o tem sido solucionado pelo governo, e sofre com desgaste na gera&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Existem problemas de gest&atilde;o, de coordenar as v&aacute;rias fases do sistema de eletricidade, na licita&ccedil;&atilde;o de empreendimentos de gera&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, vemos dificuldades nos leil&otilde;es de transmiss&atilde;o [para constru&ccedil;&atilde;o de redes de transporte de energia] e gargalos na distribui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz o professor.<\/span><\/p>\n<p><span>Jannuzzi afirma que, nos &uacute;ltimos anos, o governo incentivou o consumo de energia, quando na verdade deveria fazer o contr&aacute;rio. Umas das medidas que levou nessa dire&ccedil;&atilde;o foi o plano da presidente Dilma Rousseff que, no in&iacute;cio de 2013, reduziu em 20% o valor da eletricidade no pa&iacute;s. De l&aacute; para c&aacute;, esse desconto foi praticamente revertido devido a gastos extras no setor repassados &agrave;s contas de luz.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O governo demorou para adotar medidas de restri&ccedil;&atilde;o ao consumo, errou enormemente com essa concep&ccedil;&atilde;o de que os riscos de d&eacute;ficit estavam resolvidos. N&atilde;o est&atilde;o e ignora o que estamos conhecendo sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O sistema el&eacute;trico ainda &eacute; muito vulner&aacute;vel a essas mudan&ccedil;as, apesar de ter sido refor&ccedil;ado o nosso parque termel&eacute;trico&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>As termel&eacute;tricas, que geram energia por meio de combust&iacute;veis como &oacute;leo e g&aacute;s, n&atilde;o dependem do clima e, quando acionadas, ajudam a poupar &aacute;gua dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas. Entretanto, a eletricidade produzida por elas &eacute; mais cara e afeta as contas de luz.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o professor da Unicamp, o racionamento j&aacute; deveria ter sido implantado pelo governo principalmente devido &agrave; situa&ccedil;&atilde;o mais grave do Sudeste, que enfrenta crise tamb&eacute;m no abastecimento de &aacute;gua.<\/span><\/p>\n<p><span>Nivalde de Castro, coordenador do Gesel (Grupo de Estudos do Setor El&eacute;trico) da UFRJ e Erik Rego, diretor da consultoria Excel&ecirc;ncia Energ&eacute;tica, criticam o governo por n&atilde;o promover desde o ano passado uma campanha de redu&ccedil;&atilde;o do consumo de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;A reserva que t&iacute;nhamos eram as t&eacute;rmicas, que j&aacute; passaram da condi&ccedil;&atilde;o de reserva para atendimento normal. Ent&atilde;o, no curto prazo, n&atilde;o h&aacute; muito como subir a oferta. S&oacute; d&aacute; para atuar no consumo. &Eacute; preciso ser transparente com a sociedade, falar que em um problema e pedir para a popula&ccedil;&atilde;o economizar&#8221;, diz Erik Rego. (G1)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise no setor el&eacute;trico brasileiro &eacute; grave, o pa&iacute;s est&aacute; sob risco de falta de energia e de novos apag&otilde;es, como o de segunda-feira (19), e, para enfrentar esses problemas, &eacute; urgente que o governo adote medidas para reduzir o consumo de eletricidade, at&eacute; mesmo via racionamento. 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