{"id":2615,"date":"2015-01-14T16:28:00","date_gmt":"2015-01-14T20:28:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2640","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2615","title":{"rendered":"Em: 14\/01\/2015 &agrave;s 16:28h por"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G143.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P143.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><span>As contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015 aumentos ainda superiores aosregistrados no ano passado, alguns acima dos 30%, depois da decis&atilde;o do governo, anunciada nesta segunda (12) de repassar &agrave; tarifa de energia todos os gastos previstos para a CDE, um fundo do setor por meio do qual s&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.<\/span><br \/><span>O total de gastos previstos para a CDE ainda est&aacute; em an&aacute;lise e, portanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel dizer qual ser&aacute; o impacto na tarifa de energia. Mas &eacute; certo que ser&aacute; alto.<\/span><br \/><span>Na proposta de Or&ccedil;amento do governo para 2015 est&aacute; prevista a inje&ccedil;&atilde;o, pelo Tesouro, de outros R$ 9 bilh&otilde;es na CDE. Entretanto, segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, isso n&atilde;o deve mais acontecer e todos os gastos do fundo dever&atilde;o ser bancados pelos consumidores via conta de luz.<\/span><br \/><span>&ldquo;N&atilde;o haver&aacute; press&atilde;o sobre o Tesouro porque estaremos tomando medidas estruturantes na CDE&rdquo;, disse o ministro a jornalistas ap&oacute;s participar, em Bras&iacute;lia, de uma reuni&atilde;o com a presidente Dilma Rousseff.<\/span><\/p>\n<p><span>Esses R$ 9 bilh&otilde;es t&ecirc;m potencial para gerar um aumento de cerca de 9% nas contas de luz. O total de gastos da CDE para 2015, por&eacute;m, deve superar esse valor.<\/span><br \/><span>Para se ter uma ideia, em 2014 o Tesouro aportou ao fundo cerca de R$ 10 bilh&otilde;es para fazer frente aos gastos, que incluem pagamento de indeniza&ccedil;&otilde;es a empresas do setor, compra de combust&iacute;vel para atender aos estados que n&atilde;o est&atilde;o interligados &agrave; rede nacional de transmiss&atilde;o de energia e subs&iacute;dios a programas como o Luz para Todos.<\/span><br \/><span>Reajuste extra<\/span><br \/><span>A decis&atilde;o do governo de voltar atr&aacute;s no aporte do Tesouro &agrave; CDE est&aacute; relacionada ao ajuste das contas p&uacute;blicas defendido pela presidente Dilma, como meio para retomada do crescimento do pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>O ajuste ser&aacute; a prioridade inicial dos tr&ecirc;s ministros da &aacute;rea econ&ocirc;mica escolhidos para o segundo mandato &ndash; Nelson Barbosa (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central) e Joaquim Levy (Fazenda). Levye vem participando das discuss&otilde;es sobre a crise financeira no setor el&eacute;trico.<\/span><br \/><span>Diante da previs&atilde;o de repasse dos custos da CDE para as contas de luz, o diretor-geral da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou tamb&eacute;m nesta segunda-feira que reajustes extras das tarifas em 2015 j&aacute; s&atilde;o certos.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;&Eacute; inevit&aacute;vel, com esse cen&aacute;rio de varia&ccedil;&atilde;o do custo de Itaipu e da CDE, que a gente tenha revis&atilde;o extraordin&aacute;ria pelo menos para algumas distribuidoras&rdquo;, disse Rufino, que tamb&eacute;m participou da reuni&atilde;o com a presidente Dilma Rousseff. Ele n&atilde;o soube informar, por&eacute;m, de quanto seria essa alta.<\/span><br \/><span>Al&eacute;m dos reajustes que ocorrem uma vez por ano para cada distribuidora do pa&iacute;s e das revis&otilde;es peri&oacute;dicas, a Aneel tamb&eacute;m pode realizar as chamadas Revis&otilde;es Tarif&aacute;rias Extraordin&aacute;rias a qualquer momento, &ldquo;quando algum evento provocar significativo desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro&rdquo; das distribuidoras.<\/span><br \/><span>Essa medida visa permitir &agrave; distribuidora arrecadar um volume maior de recursos para cobrir aumento de custos, como no cen&aacute;rio atual.<\/span><\/p>\n<p><span>Realismo tarif&aacute;rio<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com Rufino, com a decis&atilde;o de repassar toda a conta da CDE para os consumidores o governo sinaliza que pretender praticar, daqui para frente, o chamado &ldquo;realismo tarif&aacute;rio.&rdquo; Isso significa corte nas ajudas do governo e alta nas contas de luz quando os custos de produ&ccedil;&atilde;o de energia no pa&iacute;s aumentam. &ldquo;Eu acho que o setor tem que ter essa sustentabilidade. E qual &eacute; a forma de alcan&ccedil;ar isso? Ter uma tarifa realista que representa o efetivo custo do setor el&eacute;trico&rdquo;, disse Rufino.<\/span><br \/><span>O custo de produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade no pa&iacute;s vem aumentando principalmente a partir do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de &aacute;gua nos reservat&oacute;rios das principais hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>Para poupar &aacute;gua dessas represas, o pa&iacute;s vem desde aquela &eacute;poca usando mais termel&eacute;tricas, que funcionam por meio da queima de combust&iacute;veis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz. Entretanto, tamb&eacute;m contribui para o aumento de custos no setor el&eacute;trico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das contas de luz em 20%.<\/span><\/p>\n<p><span>Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de geradoras (usinas hidrel&eacute;tricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indeniza&ccedil;&atilde;o por investimentos feitos e que n&atilde;o haviam sido totalmente pagos at&eacute; ent&atilde;o. Essas indeniza&ccedil;&otilde;es ainda est&atilde;o sendo pagas, justamente via CDE.<\/span><\/p>\n<p><span>Empr&eacute;stimo banc&aacute;rio<\/span><\/p>\n<p><span>O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta segunda que recebeu &ldquo;sinal verde&rdquo; da presidente Dilma para negociar o novo empr&eacute;stimo banc&aacute;rio, o terceiro, para ajudar as distribuidoras a cobrir custos com a compra de energia no mercado &agrave; vista, onde ela &eacute; mais cara. No ano passado, o governo j&aacute; havia emprestado R$ 17,8 bilh&otilde;es para fazer frente a esses gastos, mas o dinheiro s&oacute; durou at&eacute; outubro. Falta quitar as parcelas de novembro e dezembro de 2014 que vencem em janeiro e fevereiro. Elas somam cerca de R$ 2,5 bilh&otilde;es. &#8220;O empr&eacute;stimo estar&aacute; sendo constru&iacute;do&rdquo;, disse Braga. Os R$ 17,8 bilh&otilde;es, al&eacute;m do novo empr&eacute;stimo de R$ 2,5 bilh&otilde;es, tamb&eacute;m ser&atilde;o repassados &agrave;s contas de luz dos brasileiros, entre 2015 e 2017. (G1)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015 aumentos ainda superiores aosregistrados no ano passado, alguns acima dos 30%, depois da decis&atilde;o do governo, anunciada nesta segunda (12) de repassar &agrave; tarifa de energia todos os gastos previstos para a CDE, um fundo do setor por meio do qual s&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2615"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2615\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}