{"id":2602,"date":"2015-01-13T15:35:00","date_gmt":"2015-01-13T19:35:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2627","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2602","title":{"rendered":"Em: 13\/01\/2015 &agrave;s 15:35h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A equipe econ&ocirc;mica decidiu que n&atilde;o haver&aacute; mais aportes ao setor el&eacute;trico, o que resultar&aacute; em uma alta maior no pre&ccedil;o da energia el&eacute;trica. A informa&ccedil;&atilde;o foi confirmada nesta ter&ccedil;a-feira (13) pelo novo secret&aacute;rio do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, durante caf&eacute; da manh&atilde; com jornalistas.<\/span><\/p>\n<p><span>At&eacute; o momento, o or&ccedil;amento de 2015 trazia uma previs&atilde;o de um aporte de R$ 9 bilh&otilde;es ao setor el&eacute;trico, o que ser&aacute; revisto. &#8220;N&atilde;o haver&aacute; mais aporte do Tesouro Nacional para este setor&#8221;, declarou Saintive. Com isso, esse valor ser&aacute; bancado pelo consumidor de energia el&eacute;trica com uma alta maior na conta de luz. No final da tarde de segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, j&aacute; havia informado que o aporte do Tesouro n&atilde;o deveria acontecer.<\/span><br \/><span>A aus&ecirc;ncia do repasse ao setor el&eacute;trico tem potencial para gerar um aumento de cerca de 9% nas contas de luz. O total de gastos da Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE) &ndash; um fundo do setor por meio do qual s&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas &ndash; para 2015, por&eacute;m, deve superar esse valor.<\/span><br \/><span>Com a decis&atilde;o do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado &ndash; alguns acima dos 30%.<\/span><br \/><span>Custo de produ&ccedil;&atilde;o maior<\/span><\/p>\n<p><span>O custo de produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade no pa&iacute;s vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de &aacute;gua nos reservat&oacute;rios das principais hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s.<\/span><br \/><span>Para poupar &aacute;gua dessas represas, o pa&iacute;s vem desde aquela &eacute;poca usando mais termel&eacute;tricas, que funcionam por meio da queima de combust&iacute;veis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.<\/span><\/p>\n<p><span>Entretanto, tamb&eacute;m contribui para o aumento de custos no setor el&eacute;trico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das contas de luz em 20%.<\/span><br \/><span>Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de geradoras (usinas hidrel&eacute;tricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indeniza&ccedil;&atilde;o por investimentos feitos e que n&atilde;o haviam sido totalmente pagos at&eacute; ent&atilde;o. Essas indeniza&ccedil;&otilde;es ainda est&atilde;o sendo pagas, justamente via CDE.<\/span><br \/><span>Impacto nas contas p&uacute;blicas<\/span><br \/><span>A decis&atilde;o do governo de voltar atr&aacute;s no aporte do Tesouro &agrave; CDE est&aacute; relacionada ao ajuste das contas p&uacute;blicas defendido pela presidente Dilma, como meio para retomada do crescimento do pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, essas despesas devem ser suportadas pelos consumidores de energia el&eacute;trica, e n&atilde;o pelo contribuinte (por meio dos repasses do Tesouro Nacional). Segundo ele, a nova estrat&eacute;gia do governo &eacute; baseada em &#8220;realismo tarif&aacute;rio&#8221;.<\/span><br \/><span>&#8220;&Eacute; menos eficiente ser suportada pelo contribuinte do que pelo consumidor. A decis&atilde;o foi trazer essa despesa para o espa&ccedil;o que &eacute; natural. A previs&atilde;o &eacute; que venha a voltar ao que sempre foi. Isso ajuda na consecu&ccedil;&atilde;o do ajuste fiscal [nas contas p&uacute;blicas]&#8221;, declarou o ministro da Fazenda, acrescentando que o volume previsto de R$ 9 bilh&otilde;es, para o Tesouro Nacional neste ano, &eacute; &#8220;muito significativo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>Pre&ccedil;o da gasolina<\/span><\/p>\n<p><span>Questionado sobre a atua&ccedil;&atilde;o da Petrobras, o ministro Joaquim Levy declarou que a empresa dever&aacute; tomar suas deci&otilde;es, entre elas sobre o pre&ccedil;o da gasolina, &#8220;como uma empresa&#8221;.<\/span><br \/><span>No ano passado, a Petrobras, orientada pelo governo, seu acionista majorit&aacute;rio, manteve os pre&ccedil;os da gasolina baixos, em um momento de alta do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo, o que afetou o fluxo de caixa da estatal. Em 2015, por&eacute;m, com a queda do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo no mercado internacional, a gasolina e o diesel est&atilde;o, no Brasil, acima do praticado em outros pa&iacute;ses.<\/span><br \/><span>&#8220;Crescentemente, a Petrobras far&aacute; suas decis&otilde;es de pre&ccedil;os como uma empresa. Vai, cada vez mais, tomar as decis&otilde;es de pre&ccedil;os segundo a decis&atilde;o empresarial dela&#8221;, declarou Levy. Questionado se, assim como seu antecessor, Guido Mantega, ser&aacute; o presidente do Conselho da Petrobras, ele afirmou que ainda n&atilde;o tem &#8220;discutido&#8221; essa quest&atilde;o at&eacute; o momento. &#8220;N&atilde;o estou ciente de nenhuma convoca&ccedil;&atilde;o de assembleia at&eacute; agora&#8221;, afirmou. (G1)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe econ&ocirc;mica decidiu que n&atilde;o haver&aacute; mais aportes ao setor el&eacute;trico, o que resultar&aacute; em uma alta maior no pre&ccedil;o da energia el&eacute;trica. A informa&ccedil;&atilde;o foi confirmada nesta ter&ccedil;a-feira (13) pelo novo secret&aacute;rio do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, durante caf&eacute; da manh&atilde; com jornalistas. 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