{"id":17713,"date":"2015-06-09T15:26:00","date_gmt":"2015-06-09T19:26:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3413","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17713","title":{"rendered":"Em: 09\/06\/2015 &agrave;s 15:26h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A infla&ccedil;&atilde;o vai subir mais, e o pa&iacute;s vai crescer menos, segundo os economistas do mercado financeiro. Pela oitava semana consecutiva, eles elevaram sua estimativa para a infla&ccedil;&atilde;o deste ano, que atingiu 8,46%, contra 8,39% na semana anterior, ao mesmo tempo em que reduziram sua previs&atilde;o para o n&iacute;vel da atividade econ&ocirc;mica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os n&uacute;meros constam em pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 institui&ccedil;&otilde;es financeiras na semana passada, e divulgada nesta segunda-feira (8). Para 2016, a previs&atilde;o dos analistas do bancos para a infla&ccedil;&atilde;o oficial, medida pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), permaneceu est&aacute;vel em 5,5%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Se confirmada, a infla&ccedil;&atilde;o de 2015 atingir&aacute; o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. A expectativa oficial do governo para a infla&ccedil;&atilde;o deste ano, divulgada no decreto de programa&ccedil;&atilde;o financeira em maio, est&aacute; em 8,26%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo economistas, a alta do d&oacute;lar e dos pre&ccedil;os administrados (como telefonia, &aacute;gua, energia, combust&iacute;veis e tarifas de &ocirc;nibus, entre outros) pressiona os pre&ccedil;os em 2015. Al&eacute;m disso, a infla&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, impulsionada pelos ganhos reais de sal&aacute;rios, segue elevada.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 &eacute; de 4,5%, mas, com o intervalo de toler&acirc;ncia existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a infla&ccedil;&atilde;o dever&aacute; superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que n&atilde;o acontece desde 2003.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Produto Interno Bruto<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro reduziram ainda mais a previs&atilde;o, na semana passada, para uma retra&ccedil;&atilde;o de 1,3%. Foi a terceira queda seguida deste indicador. At&eacute; ent&atilde;o, a estimativa do mercado era de um recuo de 1,27%. Se confirmado, ser&aacute; o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 &ndash; quando foi registrada uma queda de 4,35%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O PIB &eacute; a soma de todos os bens e servi&ccedil;os feitos em territ&oacute;rio brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previs&atilde;o de alta do PIB em 1%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) informou que a economia brasileira registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015, puxada pelo desempenho negativo do setor de servi&ccedil;os e da ind&uacute;stria, bem como pelo recuo do consumo das fam&iacute;lias e dos investimentos. Neste in&iacute;cio de ano, o que evitou um tombo ainda maior do PIB foi a agropecu&aacute;ria.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Taxa de juros<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ap&oacute;s o Banco Central ter subido os juros para 13,75% ao ano na semana passada, o maior patamar em quase nove anos, o mercado manteve a estimativa de que os juros avan&ccedil;ar&atilde;o para 14% ao ano no fim deste ano &#8211; o que pressup&otilde;e uma nova alta ainda em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa ficou est&aacute;vel em 12% ao ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A taxa b&aacute;sica de juros &eacute; o principal instrumento do BC para tentar conter press&otilde;es inflacion&aacute;rias. Pelo sistema de metas de infla&ccedil;&atilde;o brasileiro, a institui&ccedil;&atilde;o tem de calibrar os juros para atingir objetivos pr&eacute;-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o cr&eacute;dito, o que pode contribuir para o controle dos pre&ccedil;os.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>C&acirc;mbio, balan&ccedil;a e investimentos<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nesta edi&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio Focus, a proje&ccedil;&atilde;o do mercado financeiro para a taxa de c&acirc;mbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por d&oacute;lar. Para o t&eacute;rmino de 2016, a previs&atilde;o dos analistas para a taxa de c&acirc;mbio ficou est&aacute;vel em R$ 3,30 por d&oacute;lar.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A proje&ccedil;&atilde;o para o resultado da balan&ccedil;a comercial (resultado do total de exporta&ccedil;&otilde;es menos as importa&ccedil;&otilde;es) em 2015 subiu de US$ 3 bilh&otilde;es para US$ 3,10 bilh&otilde;es de resultado positivo. Para 2016, a previs&atilde;o de super&aacute;vit ficou est&aacute;vel em US$ 10 bilh&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para este ano, a proje&ccedil;&atilde;o de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 66 bilh&otilde;es para US$ 67,5 bilh&otilde;es. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu em US$ 65 bilh&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla&ccedil;&atilde;o vai subir mais, e o pa&iacute;s vai crescer menos, segundo os economistas do mercado financeiro. Pela oitava semana consecutiva, eles elevaram sua estimativa para a infla&ccedil;&atilde;o deste ano, que atingiu 8,46%, contra 8,39% na semana anterior, ao mesmo tempo em que reduziram sua previs&atilde;o para o n&iacute;vel da atividade econ&ocirc;mica. 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