{"id":17648,"date":"2015-06-08T17:28:00","date_gmt":"2015-06-08T21:28:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3405","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17648","title":{"rendered":"Em: 08\/06\/2015 &agrave;s 17:28h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>O pre&ccedil;o da conta de energia el&eacute;trica no Brasil est&aacute; exorbitante. A falta de chuva nas represas levaram &agrave; redu&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o hidroel&eacute;trica e &agrave; necessidade de queimar constantemente carv&atilde;o mineral e &oacute;leo diesel, uma solu&ccedil;&atilde;o cara e muito poluente. Fontes limpas de energia, como a solar, deveriam ser ao menos uma parte da resposta brasileira para enfrentar a crise energ&eacute;tica, mas n&atilde;o s&atilde;o. O potencial e a viabilidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia solar no Brasil &eacute; imenso e diversos artigos mostram isso, inclusive nas melhores revistas cient&iacute;ficas internacionais. Por isso, eu n&atilde;o vou me aprofundar nesse tema e vou me limitar a contar a minha experi&ecirc;ncia pessoal como micro-geradora de energia solar.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mesmo sem uma pol&iacute;tica de incentivo, eu e minha fam&iacute;lia decidimos investir em um sistema de energia solar para nossa casa. Moramos no Maranh&atilde;o onde ainda n&atilde;o existe muita oferta de produtos e servi&ccedil;os sustent&aacute;veis como em outros estados. Mas tivemos sorte! Encontramos uma empresa de jovens engenheiros el&eacute;tricos rec&eacute;m-formados e apaixonados pelo sol, a ENOVA. N&atilde;o encontramos uma linha de financiamento com juros baixos para esse tipo de investimento como hav&iacute;amos pensado que existisse, afinal em alguns pa&iacute;ses desenvolvidos o sistema gerador de energia &eacute; pago pelo pr&oacute;prio governo ou pela companhia energ&eacute;tica. Mas fizemos um parcelamento com a pr&oacute;pria empresa, o que nos permitiu fazer o investimento.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A primeira decis&atilde;o foi escolher o tipo de sistema que ir&iacute;amos instalar em casa, que poderia ser independente da rede p&uacute;blica (utilizando baterias para armazenar energia) ou em parceria com a concession&aacute;ria de energia do Maranh&atilde;o (utilizando a rede p&uacute;blica para armazenar energia). Optamos pelo segundo, onde a produ&ccedil;&atilde;o excedente dos dias ensolarados vai para a rede p&uacute;blica e &agrave; noite utilizamos a energia da rede, ou seja, n&atilde;o armazenamos energia em casa. Escolhemos esse sistema porque as baterias ainda s&atilde;o caras, t&ecirc;m uma vida &uacute;til relativamente curta, e a maioria delas s&atilde;o contaminantes ambientais. Al&eacute;m disso, encontramos uma forma de colaborar um pouquinho na faxina da matriz energ&eacute;tica brasileira.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Depois, tivemos que esperar os equipamentos chegarem e serem instalados, o que deve ser mais r&aacute;pido em outros estados. A importa&ccedil;&atilde;o dos pain&eacute;is foi feita pela empresa contratada e demorou tr&ecirc;s meses. A carga tribut&aacute;ria para a importa&ccedil;&atilde;o desses equipamentos &eacute; alt&iacute;ssima: 24,75% (12% de imposto de importa&ccedil;&atilde;o, 2,1% de PIS e 10,65% de COFINS). Uma vez que os equipamentos chegaram, a instala&ccedil;&atilde;o foi muito r&aacute;pida. Mas, para come&ccedil;ar a produ&ccedil;&atilde;o tivemos que esperar a vistoria e os tr&acirc;mites com a empresa concession&aacute;ria de energia do Maranh&atilde;o que demorou injustificados dois meses.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Gastamos no total R$ 15,6 mil. Nosso sistema com 10 placas solares j&aacute; est&aacute; em opera&ccedil;&atilde;o h&aacute; 6 meses e produzimos um total de 1.495 Kwh. Nesse per&iacute;odo, nosso consumo total foi de 1.224 Kwh. Ou seja, produzimos no nosso telhado mais energia que consumimos em nossa casa! Esse excedente foi para a rede p&uacute;blica, talvez a&iacute; para a sua casa, e nos gera mensalmente um b&ocirc;nus na conta de energia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Conta de energia? Sim! Mesmo gerando mais energia do que consumimos recebemos uma conta mensal onde pagamos um m&iacute;nimo de consumo de 100kWh para a manuten&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico, mais o ICMS (12%), o PIS (1,65%), o COFINS (7,6%), a taxa de ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e o adicional da bandeira vermelha. Estranha essa puni&ccedil;&atilde;o! Dever&iacute;amos ser bandeira verde sempre, n&atilde;o acham?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A compensa&ccedil;&atilde;o pela microgera&ccedil;&atilde;o de energia no Brasil &eacute; regulamentada pela ANEEL desde 2012 (Resolu&ccedil;&atilde;o Normativa 482), mas ainda tem que melhorar muito para ser mais atrativa. O Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria (Confaz) publicou recentemente o conv&ecirc;nio ICMS 16 que autoriza aos estados eliminarem o imposto dos microgeradores de energia solar. O imposto j&aacute; foi isento em S&atilde;o Paulo, Goi&aacute;s, Minas Gerais e Pernambuco. Tomara que esse meu texto sensibilize o governo maranhense, porque s&atilde;o tantos os entraves que existem apenas 34 sistemas particulares de energia solar instalados no ensolarado Maranh&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nossa economia desde a instala&ccedil;&atilde;o do sistema foi R$ 810. Se fossemos isentos dos impostos, o investimento seria compensado em 6 anos e meio (esse c&aacute;lculo inclui aumento anual da energia), per&iacute;odo inferior a garantia do equipamento (10 anos para defeitos e 25 anos para perda de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica). Como ainda n&atilde;o somos isentos nem dos impostos e nem da bandeira vermelha, nosso investimento ser&aacute; compensado em 12 anos o que torna a energia solar residencial pouco atrativa. A boa noticia &eacute; que deixamos de emitir muitas toneladas de carbono para a atmosfera. Seria interessante contrapor esses n&uacute;meros reais da minha casa com os n&uacute;meros per capita da energia suja do Brasil que al&eacute;m de poluir tamb&eacute;m &eacute; muito cara.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A energia solar poderia ser popularizada no Brasil se houvesse uma pol&iacute;tica de incentivo com redu&ccedil;&atilde;o da carga tribut&aacute;ria. A maior procura pela energia solar residencial a umentaria a oferta de produtos no mercado e faria cair o pre&ccedil;o dos equipamentos. Ou quem sabe as ind&uacute;strias recebessem incentivos para produzir pain&eacute;is solares competitivos no Brasil. Nesse momento de crise energ&eacute;tica, a solu&ccedil;&atilde;o deveria estar nos telhados de milh&otilde;es de resid&ecirc;ncias do pa&iacute;s e n&atilde;o nas usinas termoel&eacute;tricas. Infelizmente, se depender da vis&atilde;o estrat&eacute;gica dos pol&iacute;ticos, estamos fritos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(&Eacute;poca)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre&ccedil;o da conta de energia el&eacute;trica no Brasil est&aacute; exorbitante. A falta de chuva nas represas levaram &agrave; redu&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o hidroel&eacute;trica e &agrave; necessidade de queimar constantemente carv&atilde;o mineral e &oacute;leo diesel, uma solu&ccedil;&atilde;o cara e muito poluente. 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