{"id":17607,"date":"2015-06-03T15:42:00","date_gmt":"2015-06-03T19:42:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3385","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17607","title":{"rendered":"Em: 03\/06\/2015 &agrave;s 15:42h por"},"content":{"rendered":"<p><span>Pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federa&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio do Estado do Rio de Janeiro (Fecom&eacute;rcio-RJ) e Instituto Ipsos, mostra que &ldquo;n&atilde;o por acaso&rdquo;, houve avan&ccedil;os na economia de energia e &aacute;gua, disse o economista da Fecom&eacute;rcio-RJ, Christian Travassos.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com a sondagem, aumentou o uso racional de &aacute;gua e energia no pa&iacute;s. Somente um em cada dez brasileiros (11% dos consultados) disseram lavar a cal&ccedil;ada com jato de &aacute;gua. No ano passado, 25% mantinham esse h&aacute;bito. Entre os que relataram lavar o carro com mangueira, o n&uacute;mero atingiu 20%, em 2014, e caiu agora para a metade. Tamb&eacute;m quando indagados se apagavam as luzes ao sair de um recinto e se fechavam a torneira ao escovar os dentes, houve forte ades&atilde;o entre os entrevistados, com 96% e 93%, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span>Christian Travassos analisou que os indicadores foram positivos. Salientou, entretanto, que isso n&atilde;o significa que as pessoas est&atilde;o mais atentas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. &ldquo;As pessoas est&atilde;o economizando mais energia porque ela aumentou no Brasil quase 60% nos &uacute;ltimos 12 meses, contra infla&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 8%, e isso afetou o bolso das empresas e do consumidor residencial, de modo significativo. Isso leva empres&aacute;rios e consumidores a reverem h&aacute;bitos e, eventualmente, a trocarem l&acirc;mpadas e fazerem pequenas reformas para reaproveitar a &aacute;gua&rdquo;, indicou.<\/span><\/p>\n<p><span>Do ponto de vista da &aacute;gua, o economista lembrou que o cen&aacute;rio &eacute; de reservat&oacute;rios com volumes baixos e uso do volume morto, incentivando a economia pelos consumidores. Ele acentuou que a quest&atilde;o da &aacute;gua est&aacute; ligada &agrave; energia, uma vez que a justificativa apresentada para a majora&ccedil;&atilde;o das tarifas de energia el&eacute;trica foi o problema da seca. &ldquo;Ent&atilde;o, ao mesmo tempo em que ele economiza energia, ele poupa mais &aacute;gua tamb&eacute;m, porque est&aacute; preocupado em n&atilde;o ficar sem &aacute;gua, e em fazer o seu papel na economia pedida pelo Poder P&uacute;blico&rdquo;. Isso ocorre de forma consciente ou inconsciente, indicou.<\/span><\/p>\n<p><span>No que se refere ao desperd&iacute;cio de alimentos, a pesquisa revela que as pessoas &ldquo;seguraram&rdquo; o consumo ao longo do &uacute;ltimo ano. A parcela de brasileiros que verificam os arm&aacute;rios e a geladeira antes de fazer compras ficou em 68%, este ano, contra 71% no ano passado. Travassos explicou que os dados n&atilde;o significam que o consumidor esteja menos consciente na hora de comprar. &ldquo;Ele est&aacute; comprando menos. Em termos de cen&aacute;rio, ele olhou menos o arm&aacute;rio, porque o arm&aacute;rio dele est&aacute; mais vazio, e ele tem no&ccedil;&atilde;o do que deve comprar. Ele est&aacute; enchendo menos o carrinho e gastando o mesmo ou mais, em fun&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico&rdquo;. Embora retrate o consumo consciente, a pesquisa gera subs&iacute;dios para falar do momento econ&ocirc;mico.<\/span><\/p>\n<p><span>Em termos de reciclagem de lixo, a sondagem mostra que ao longo dos &uacute;ltimos dez anos pouco variou o percentual de brasileiros que separaram o lixo para reciclagem. O n&uacute;mero varia entre 40% e 50%. Este ano, ficou em 45%, mostrando leve piora em rela&ccedil;&atilde;o aos 48% do ano passado. &ldquo;A gente n&atilde;o passa de metade da popula&ccedil;&atilde;o, pelo menos por enquanto.<\/span><\/p>\n<p><span>A principal raz&atilde;o para isso &eacute; o fato de o brasileiro em geral acreditar que o lixo acaba misturado na coleta p&uacute;blica. &ldquo;Se o Poder P&uacute;blico separa o lixo, essa informa&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o ficou clara para o consumidor brasileiro&rdquo;. Para 64% dos brasileiros n&atilde;o adianta separar o lixo, porque ele acaba sendo misturado na coleta p&uacute;blica. A tend&ecirc;ncia natural, por&eacute;m, seguindo o que ocorre no mundo, &eacute; a amplia&ccedil;&atilde;o dos que separam o lixo. &ldquo;&Eacute; provado que existe ganho com a separa&ccedil;&atilde;o, para a sociedade, o meio ambiente, os governos e a popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ressaltou.<\/span><\/p>\n<p><span>Na parte dos alimentos org&acirc;nicos, houve estabilidade em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, com consumo por 21% da popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Um em cada cinco brasileiros afirma consumir produtos org&acirc;nicos&rdquo;. Apesar de haver maior informa&ccedil;&atilde;o sobre os benef&iacute;cios dos org&acirc;nicos para a sa&uacute;de e o meio ambiente, o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico adverso, de 2014 para c&aacute;, contribuiu para elevar os pre&ccedil;os dos produtos.<\/span><\/p>\n<p><span>Travassos ponderou que a partir do momento em que o Poder P&uacute;blico valorizar o org&acirc;nico e o mercado se ampliar, haver&aacute; maior produ&ccedil;&atilde;o, e isso vai diminuir custos. &ldquo;Quando voc&ecirc; incentiva a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, est&aacute; incentivando toda uma cadeia mais saud&aacute;vel. No m&eacute;dio prazo, h&aacute; ganhos para o bolso e para o meio ambiente, porque reduz gastos com sa&uacute;de, com preserva&ccedil;&atilde;o do solo e a&ccedil;&otilde;es de repara&ccedil;&atilde;o da natureza&rdquo;, comentou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federa&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio do Estado do Rio de Janeiro (Fecom&eacute;rcio-RJ) e Instituto Ipsos, mostra que &ldquo;n&atilde;o por acaso&rdquo;, houve avan&ccedil;os na economia de energia e &aacute;gua, disse o economista da Fecom&eacute;rcio-RJ, Christian Travassos. De acordo com a sondagem, aumentou o uso racional de &aacute;gua e energia no pa&iacute;s. 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