{"id":17308,"date":"2015-05-19T15:56:00","date_gmt":"2015-05-19T19:56:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3289","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17308","title":{"rendered":"Em: 19\/05\/2015 &agrave;s 15:56h por"},"content":{"rendered":"<p><span>O Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) determinou que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) promova leil&atilde;o para licita&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es de 30 hidrel&eacute;tricas em setembro, com pouco mais de 6 mil megawatts (MW) de pot&ecirc;ncia instalada. Apesar de o pa&iacute;s precisar adicionar 4 mil MW de energia nova por ano ao sistema, o certame autorizado pelo MME s&oacute; inclui renova&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es de algumas usinas que n&atilde;o aderiram &agrave;s mudan&ccedil;as promovidas pela Medida Provis&oacute;ria (MP) 579. Com a altera&ccedil;&atilde;o no marco regulat&oacute;rio, o governo permitiu uma antecipa&ccedil;&atilde;o de renova&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas hidrel&eacute;tricas que garantissem pre&ccedil;os mais baixos pelo MW\/h, o que, combinado com a seca hist&oacute;rica, promoveu o endividamento do setor.<\/span><\/p>\n<p><span>Ser&atilde;o licitados seis lotes com usinas de pequeno a grande portes nos estados de Minas Gerais, Goi&aacute;s, Paran&aacute;, S&atilde;o Paulo e Santa Catarina. As concess&otilde;es devem ser outorgadas pelo prazo de 30 anos e a energia vai ser distribu&iacute;da em sistema de cotas para distribuidoras a um pre&ccedil;o inferior ao atual. Isso porque deixar&aacute; de remunerar os investimentos j&aacute; amortizados para pagar basicamente opera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O problema maior &eacute; que n&atilde;o entra energia nova. Essa contrata&ccedil;&atilde;o j&aacute; existe. O que veio de leil&otilde;es novos, que foram de e&oacute;licas e fotovoltaicas, s&atilde;o insuficientes para o pa&iacute;s, que precisa de, pelo menos, 4 mil MW por ano. O governo est&aacute; contando com a recess&atilde;o, porque se a economia estivesse crescendo o Brasil n&atilde;o teria energia suficiente&rdquo;, afirmou Walter Fr&oacute;es, dono da CMU Comercializadora de Energia. Os &uacute;nicos projetos que poderiam agregar energia nova s&atilde;o os grandes empreendimentos do Norte do pa&iacute;s, que est&atilde;o com as obras atrasadas.<\/span><\/p>\n<p><span>O ministro do MME, Eduardo Braga, j&aacute; andou falando at&eacute; em energia nuclear para suprir a necessidade do pa&iacute;s. &ldquo;O problema &eacute; que uma t&eacute;rmica nuclear demora uns 10 anos para ficar pronta. Vamos precisar &eacute; de energia emergencial, de termel&eacute;tricas a g&aacute;s ou &oacute;leo, porque se o pa&iacute;s voltar a crescer n&atilde;o vai adiantar ficar pedindo eletricidade de geradores pr&oacute;prios&rdquo;, destacou.<\/span><\/p>\n<p><span>O governo solicitou a colabora&ccedil;&atilde;o de empresas que t&ecirc;m geradores pr&oacute;prios, como supermercados, hospitais e shoppings centers, que usam a energia apenas em momentos emergenciais, que gerem eletricidade para adicionar ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O pre&ccedil;o e a forma de remunera&ccedil;&atilde;o ainda est&atilde;o em estudo. Fr&oacute;es tem v&aacute;rios clientes que est&atilde;o se preparando para injetar a energia de geradores pr&oacute;prios. &ldquo;Mas o projeto que estabelece o pre&ccedil;o foi retirado de pauta na Aneel&rdquo;, lembrou.<\/span><\/p>\n<p><span>IMPACTO MENOR Enquanto projetos de energia nova n&atilde;o saem papel, o governo aposta na relicita&ccedil;&atilde;o a pre&ccedil;os mais baixos das usinas j&aacute; existentes para amenizar o impacto do custo elevado da energia por conta de reservat&oacute;rios ainda em baixos n&iacute;veis e as termel&eacute;tricas acionadas na base. Apenas as hidrel&eacute;tricas Ilha Solteira, Jupi&aacute;, Salto Grande, Tr&ecirc;s Marias e Capivari, as maiores que v&atilde;o a leil&atilde;o, t&ecirc;m pot&ecirc;ncia instalada total de 5.753MW. O restante s&atilde;o Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs).<\/span><\/p>\n<p><span>O lote A cont&eacute;m as usinas de S&atilde;o Domingos e Rochedo, em Goi&aacute;s, num total de 16MW. O lote B inclui duas usinas no Paran&aacute; e a de Paranapanema, em S&atilde;o Paulo, reunindo pot&ecirc;ncia de cerca de 300MW. O lote C &eacute; composto por cinco PCHs em Santa Catarina, com 31MW, e o D por 17 usinas em Minas Gerais, incluindo a de Salto Grande, numa pot&ecirc;ncia total de cerca de 231MW. O lote E &eacute; apenas da Tr&ecirc;s Marias, com 396MW, em Minas Gerais. J&aacute; o lote F contempla as maiores gera&ccedil;&otilde;es: Jupi&aacute; (1.551MW) e Ilha Solteira (3.444MW), ambas em S&atilde;o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span>(EM)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) determinou que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) promova leil&atilde;o para licita&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es de 30 hidrel&eacute;tricas em setembro, com pouco mais de 6 mil megawatts (MW) de pot&ecirc;ncia instalada. 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