{"id":17300,"date":"2015-05-18T15:02:00","date_gmt":"2015-05-18T19:02:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3282","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17300","title":{"rendered":"Em: 18\/05\/2015 &agrave;s 15:02h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A China gera a maior parte de sua energia el&eacute;trica por meio da combust&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, exatamente como fizeram todas as pot&ecirc;ncias econ&ocirc;micas em ascens&atilde;o desde a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial. Mas quem se concentra nesse &uacute;nico fato corre o risco de negligenciar uma tend&ecirc;ncia not&aacute;vel. O sistema de gera&ccedil;&atilde;o chin&ecirc;s de energia el&eacute;trica est&aacute; ficando verde muito mais depressa do que qualquer outro sistema do planeta de magnitude compar&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p><span>Essa tend&ecirc;ncia &eacute; vis&iacute;vel em tr&ecirc;s &aacute;reas. A primeira &eacute; a da gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica. Segundo dados divulgados pelo Conselho de Energia El&eacute;trica da China, a quantidade de energia el&eacute;trica gerada pela China a partir de combust&iacute;veis f&oacute;sseis caiu 0,7% em 2014, comparativamente ao ano anterior, o primeiro recuo registrado na mem&oacute;ria recente. Por outro lado, a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica a partir de outras fontes que n&atilde;o os combust&iacute;veis f&oacute;sseis aumentaram 19%.<\/span><\/p>\n<p><span>O not&aacute;vel &eacute; que a energia nuclear desempenhou apenas um papel pequeno nessa mudan&ccedil;a. A energia el&eacute;trica gerada por fontes estritamente verdes &#8211; &aacute;gua, vento e solar aumentou 20%, com o crescimento mais dr&aacute;stico tendo ocorrido na gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade a partir da energia solar, que cresceu espantosos 175%. A energia el&eacute;trica de gera&ccedil;&atilde;o solar, al&eacute;m disso, ultrapassou a nuclear em termos de gera&ccedil;&atilde;o nova, ao fornecer um adicional de 17,43 terawatts-hora (TWh) no ano passado, em rela&ccedil;&atilde;o aos 14,70 TWh gerados por fontes nucleares. E, pelo terceiro ano consecutivo, a China gerou mais energia el&eacute;trica a partir do vento do que da energia nuclear. Em vista disso, o argumento de que a China vai ficar dependente de usinas nucleares para a gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade, no &acirc;mbito das fontes alternativas aos hidrocarbonetos, parece ter pouco m&eacute;rito.<\/span><\/p>\n<p><span>A segunda &aacute;rea na qual a tend&ecirc;ncia verde ficou evidente &eacute; a capacidade total chinesa de gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade. O sistema el&eacute;trico do pa&iacute;s &eacute; atualmente o maior do mundo, com capacidade para produzir 1,36 TW, comparativamente ao 1 TW dos Estados Unidos. Compara&ccedil;&otilde;es diretas entre diferentes fontes de energia el&eacute;trica s&atilde;o dif&iacute;ceis, porque o uso de usinas e&oacute;licas, solares, nucleares e baseadas em combust&iacute;veis f&oacute;sseis varia segundo a hora do dia. Mas um exame dos dados anuais permite captar o grau de mudan&ccedil;a de todo o sistema.<\/span><\/p>\n<p><span>O ano passado foi o segundo ano consecutivo no qual a China promoveu o maior aumento de capacidade de gera&ccedil;&atilde;o a partir de fontes n&atilde;o ligadas a combust&iacute;veis f&oacute;sseis do que a partir de fontes dessa origem. A China elevou sua capacidade de gerar energia el&eacute;trica a partir de combust&iacute;veis f&oacute;sseis em 45 gigawatts (GW), alcan&ccedil;ando um total de 916 GW. Ao mesmo tempo o pa&iacute;s aumentou sua capacidade de produ&ccedil;&atilde;o energia el&eacute;trica a partir de fontes alternativas a combust&iacute;veis f&oacute;sseis em 56 GW, alcan&ccedil;ando um total de 444 GW. As usinas e&oacute;licas, de energia solar e hidrel&eacute;trica aumentaram sua capacidade de gera&ccedil;&atilde;o em 51 GW.<\/span><\/p>\n<p><span>Em decorr&ecirc;ncia disso, a energia el&eacute;trica gerada pelo vento, pela &aacute;gua e pela energia solar responde por 31% da capacidade total de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica da China, em rela&ccedil;&atilde;o aos 21% computados em 2007, enquanto a energia nuclear &eacute; respons&aacute;vel por mais 2%. Esses resultados superam a meta fixada pelo 12&ordm; Plano Quinquenal da China, que previu que a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica com base em fontes n&atilde;o ligadas a combust&iacute;veis f&oacute;sseis corresponderia aaproximadamente30%da produ&ccedil;&atilde;o do sistema de energia el&eacute;trica do pa&iacute;s at&eacute; 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>Finalmente, a tend&ecirc;ncia em favor da energia verde pode ser observada nas configura&ccedil;&otilde;es dos investimentos da China. As evid&ecirc;ncias s&atilde;o claras: o pa&iacute;s est&aacute; aplicando mais dinheiro nas fontes verdes de energia el&eacute;trica do que nas baseadas em combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Na verdade, a China est&aacute; gastando mais em energia verde do que qualquer outro pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>Os investimentos em instala&ccedil;&otilde;es produtoras de energia a partir de combust&iacute;veis f&oacute;sseis ca&iacute;ram sistematicamente, de 167 bilh&otilde;es de yuans (cerca de US$ 24 bilh&otilde;es) em 2008 para 95 bilh&otilde;es de yuans em 2014 (US$ 15,3 bilh&otilde;es), enquanto os investimentos em fontes n&atilde;o ligadas a combust&iacute;veis f&oacute;sseis aumentaram, de 118 bilh&otilde;es de yuans em 2008 para pelo menos252 bilh&otilde;es de yuans em 2014. A parcela dos investimentos em energia dedicada &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica renov&aacute;vel aumentou persistentemente, alcan&ccedil;ando 50% em 2011, em rela&ccedil;&atilde;o aos 32% computados apenas quatro anos antes. Em 2013, a fatia dos investimentos em renov&aacute;veis atingiu nada menos que 59%.<\/span><\/p>\n<p><span>A evolu&ccedil;&atilde;o do setor depende, em grande medida, do sucesso das reformas chinesas no campo energ&eacute;tico, e, em especial, dos esfor&ccedil;os do pa&iacute;s em construir o maior sistema de energia renov&aacute;vel do mundo &ndash; uma ambi&ccedil;&atilde;o muito maior do que qualquer coisa imaginada, menos ainda tentada, no Ocidente. Isso torna ainda mais importante a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es precisas sobre o sistema ao longo de seu desenvolvimento, a fim de apreender a dire&ccedil;&atilde;o geral da mudan&ccedil;a.<\/span><\/p>\n<p><span>O sistema chin&ecirc;s de energia el&eacute;trica continua solidamente baseado no carv&atilde;o e um volume muito maior dessa subst&acirc;ncia ainda ser&aacute; queimado at&eacute; que o sistema possa ser descrito, com exatid&atilde;o, como mais verde do que preto. Mas a dire&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a est&aacute; clara. Isso tem de ser reconhecido &#8211; e considerado &#8211; nas discuss&otilde;es sobre energia mundial e pol&iacute;tica energ&eacute;tica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A China gera a maior parte de sua energia el&eacute;trica por meio da combust&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, exatamente como fizeram todas as pot&ecirc;ncias econ&ocirc;micas em ascens&atilde;o desde a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial. Mas quem se concentra nesse &uacute;nico fato corre o risco de negligenciar uma tend&ecirc;ncia not&aacute;vel. 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