{"id":17253,"date":"2015-05-13T16:28:00","date_gmt":"2015-05-13T20:28:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3255","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17253","title":{"rendered":"Em: 13\/05\/2015 &agrave;s 16:28h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>O FMI (Fundo Monet&aacute;rio Internacional) alertou nesta ter&ccedil;a-feira (12) que a retomada da economia brasileira vai depender da execu&ccedil;&atilde;o do ajuste fiscal proposto pelo governo, mas sugeriu que mais medidas, entre elas reformas estruturais, seriam necess&aacute;rias para assegurar a sustentabilidade econ&ocirc;mica do pa&iacute;s no futuro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>As considera&ccedil;&otilde;es constam do relat&oacute;rio do artigo IV sobre o Brasil &mdash; an&aacute;lise anual que o Fundo faz sobre as economias de diversos pa&iacute;ses.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;A implementa&ccedil;&atilde;o bem-sucedida da estrat&eacute;gia de ajuste fiscal e outras a&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica devem contribuir para fortalecer a confian&ccedil;a e ajudar a recuperar o investimento na &uacute;ltima parte de 2015, criando a base para que o crescimento positivo volte a ocorrer em 2016&#8221;, diz o texto.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;&Eacute; preciso favorecer um ajuste que reduza a press&atilde;o fiscal de longo prazo. Realizar reformas estruturais que reduzam a complexa estrutura de destina&ccedil;&atilde;o dos recursos e determinar limites para o crescimento de gastos de &aacute;reas &#9472; como sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o &#9472;, teriam benef&iacute;cios de longo prazo&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Entre as reformas propostas pelo Fundo est&atilde;o a redu&ccedil;&atilde;o dos gargalos de infraestrutura, a simplifica&ccedil;&atilde;o dos tributos, a abertura da economia, a melhoria da aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, a reforma previdenci&aacute;ria e a revis&atilde;o da f&oacute;rmula de indexa&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Reformas estruturais amplas s&atilde;o fundamentais para melhorar a capacidade produtiva do pa&iacute;s, especialmente ao reduzir o custo de fazer neg&oacute;cios e fomentar os investimentos, e ancorar um crescimento equilibrado, sustentado e forte&#8221;, afirma o texto.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>PIB<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>A previs&atilde;o do FMI &eacute; de que o PIB (Produto Interno Bruto, ou a soma de todos os bens e servi&ccedil;os produzidos por um pa&iacute;s) do Brasil registre queda de 1% neste ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No relat&oacute;rio, o &oacute;rg&atilde;o tra&ccedil;a um raio-X do momento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s em 2014 e faz recomenda&ccedil;&otilde;es para o futuro. Tamb&eacute;m d&aacute; especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas de ajuste fiscal propostas e parcialmente executadas pelo atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, &agrave; luz de uma atividade mais enfraquecida.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O Fundo acrescenta ainda que a perspectiva para a economia brasileira est&aacute; sujeita a &#8220;riscos descendentes significativos&#8221;, incluindo &#8220;o racionamento de energia e &aacute;gua por causa da seca, os poss&iacute;veis desdobramentos do caso Petrobras e um ambiente internacional mais adverso&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Conclu&iacute;do no in&iacute;cio de mar&ccedil;o deste ano, o relat&oacute;rio n&atilde;o leva em considera&ccedil;&atilde;o o impacto de alguns an&uacute;ncios recentes, como as MPs (Medidas Provis&oacute;rias) 664 e 665, que mudam as regras dos benef&iacute;cios sociais.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Cen&aacute;rio pessimista<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No relat&oacute;rio, o FMI confirmou o cen&aacute;rio negativo da economia brasileira nos &uacute;ltimos anos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O crescimento por meio de reformas feitas h&aacute; d&eacute;cadas &#9472; que ampliaram o rendimento do trabalhador &#8211; e de condi&ccedil;&otilde;es externas favor&aacute;veis &#8211; que permitiram o consumo e o crescimento baseado no cr&eacute;dito e redu&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel da pobreza &#9472; perdeu vigor&#8221;, disse o FMI.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O investimento tem sido lento, refletindo a redu&ccedil;&atilde;o da competitividade, a piora do ambiente de neg&oacute;cios, e a queda no pre&ccedil;o internacional das commodities. O consumo tamb&eacute;m se moderou apesar do forte incremento da renda, &agrave; medida que a cria&ccedil;&atilde;o de empregos se interrompeu e as condi&ccedil;&otilde;es financeiras se comprimiram, afetando a renda das fam&iacute;lias e a confian&ccedil;a do consumidor&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O Fundo tamb&eacute;m destacou a escalada da infla&ccedil;&atilde;o &#9472; que, segundo o IBGE, acumulou alta de 8,17% nos &uacute;ltimos 12 meses encerrados em abril.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Nos &uacute;ltimos anos, a infla&ccedil;&atilde;o tem ficado pr&oacute;ximo do teto da meta (de 6,5%), em parte devido a press&otilde;es dos sal&aacute;rios, &agrave; indexa&ccedil;&atilde;o e, mais recentemente, &agrave; seca&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Apesar do contexto econ&ocirc;mico negativo, o relat&oacute;rio do FMI indicou que as reservas internacionais do Brasil, em torno de US$ 360 bilh&otilde;es, est&atilde;o &#8220;altas&#8221; e fluxos de capitais permanecem &#8220;est&aacute;veis&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O &oacute;rg&atilde;o lembra que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) financiou mais de 60% do d&eacute;ficit de conta corrente (transa&ccedil;&otilde;es de um pa&iacute;s com o exterior, excluindo investimentos e servi&ccedil;os financeiros) em 2014 e os fluxos de investimento em carteira t&ecirc;m estado &#8220;flutuantes&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O FMI lembrou, contudo, que o menor crescimento e o desempenho fiscal mais fraco, com o aumento da d&iacute;vida p&uacute;blica do governo central, afetaram a nota de cr&eacute;dito soberano (possibilidade de um pa&iacute;s dar calote) do Brasil em 2014.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A ag&ecirc;ncia Standard &amp; Poor&rsquo;s reduziu o rating do Brasil para BBB- em mar&ccedil;o do ano passado, enquanto que em setembro outra ag&ecirc;ncia, a Moody&rsquo;s, alterou para negativa a perspectiva de classifica&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito do pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Programas Sociais<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No relat&oacute;rio, o FMI elogia os programas sociais do governo, como o Bolsa Fam&iacute;lia, mas diz que progressos adicionais depender&atilde;o &#8220;crucialmente do crescimento econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel e forte&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Nos &uacute;ltimos 12 a 15 anos, milh&otilde;es de fam&iacute;lias foram retiradas da pobreza devido a pol&iacute;ticas sociais e aumentos reais do sal&aacute;rio m&iacute;nimo. A desigualdade de renda tamb&eacute;m foi reduzida, e acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; sa&uacute;de se ampliou&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Contudo, mais melhorias nos padr&otilde;es de vida dependem de um crescimento dur&aacute;vel, equilibrado e forte, para assegurar o crescimento cont&iacute;nuo do emprego e do financiamento sustentado dos programas sociais essenciais&#8221;, afirma o Fundo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(G1)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O FMI (Fundo Monet&aacute;rio Internacional) alertou nesta ter&ccedil;a-feira (12) que a retomada da economia brasileira vai depender da execu&ccedil;&atilde;o do ajuste fiscal proposto pelo governo, mas sugeriu que mais medidas, entre elas reformas estruturais, seriam necess&aacute;rias para assegurar a sustentabilidade econ&ocirc;mica do pa&iacute;s no futuro. 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