{"id":17248,"date":"2015-05-12T14:55:00","date_gmt":"2015-05-12T18:55:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3250","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17248","title":{"rendered":"Em: 12\/05\/2015 &agrave;s 14:55h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>M&aacute;rcio Zimmermann, presidente da Eletrobras, concedeu uma entrevista para o jornal eletr&ocirc;nico &ldquo;Not&iacute;cias do Dia&rdquo;, e afirmou que Santa Catarina possui grande interesse no desenvolvimento de Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas. &ldquo;Santa Catarina tem muito potencial para as PCHs e a Eletrosul est&aacute; neste caminho, j&aacute; prevendo novas PCHs no Estado, como em Lages para 2016&Prime;, afirmou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O catarinense de Blumenau, M&aacute;rcio Pereira Zimmermann, assume a presid&ecirc;ncia da estatal em que trabalha desde 1980, a Eletrosul, com v&aacute;rios desafios: expandir a transmiss&atilde;o de energia retomada em 1998, manter o protagonismo da empresa dentro do grupo Eletrobras em gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica e continuar o investimento em fontes renov&aacute;veis. Para isso e em meio a um momento de ajustes econ&ocirc;micos no pa&iacute;s, Zimmermann aposta na expans&atilde;o de termoel&eacute;tricas, na constru&ccedil;&atilde;o de PCHs (Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas) no Estado e descarta qualquer crise no setor ou perspectivas de racionamento de energia. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o nenhuma para preocupa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, garante. Confira a entrevista completa:<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Com que expectativas o senhor assume o comando da empresa?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Eu estava h&aacute; 14 anos fora da Eletrosul, na dire&ccedil;&atilde;o da Eletrobras, no Centro de Pesquisas e no Minist&eacute;rio de Minas e Energia. A convite do ministro [de Minas e Energia, Eduardo Braga], vi uma excelente oportunidade de voltar para a Eletrosul e volto com muita satisfa&ccedil;&atilde;o porque a empresa tem uma hist&oacute;ria muito bonita em seus 47 anos de exist&ecirc;ncia. Chego com muito &acirc;nimo, como engenheiro da Eletrosul, poder contribuir com a experi&ecirc;ncia que ganhei fora para que a empresa continue no caminho do crescimento, t&atilde;o importante para o pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Qual o maior desafio?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>A Eletrosul saiu do ramo de gera&ccedil;&atilde;o de energia na d&eacute;cada de 90 e nos &uacute;ltimos anos vem retomando. Acho que a volta de transmiss&atilde;o e de gera&ccedil;&atilde;o de energia fica mais coerente com as outras empresas da Eletrobras e esse &eacute; o desafio. Nos &uacute;ltimos anos, tamb&eacute;m, a Eletrosul priorizou as fontes renov&aacute;veis, na &aacute;rea de hidrel&eacute;tricas, de pequenas centrais hidrel&eacute;tricas, de usinas e&oacute;licas e at&eacute; inovou com o Megawatt Solar no pr&eacute;dio aqui na Capital.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Fontes renov&aacute;veis continua sendo a prioridade ent&atilde;o?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Sim. A prioridade no Brasil sempre foi essa. Quando voc&ecirc; olha o mundo, de toda a gera&ccedil;&atilde;o de energia produzida, s&oacute; 20% &eacute; renov&aacute;vel. No Brasil, &eacute; o contr&aacute;rio, 80% a 90% da energia &eacute; renov&aacute;vel. Ent&atilde;o, &eacute; claro que a Eletrosul &nbsp;tem que seguir nesta linha.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Santa Catarina tem investido em pesquisas de fontes para diversificar a matriz energ&eacute;tica do pa&iacute;s. O que a Eletrosul est&aacute; planejando neste sentido?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>A partir de um momento que a Eletrosul assumiu um papel de protagonista do grupo Eletrobras na gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica, ela vem fazendo parcerias com universidades e entidades de pesquisas para evoluir na &aacute;rea. Isso vai continuar, at&eacute; porque Florian&oacute;polis se distingue no Brasil como um centro de excel&ecirc;ncia em engenharia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>&nbsp;Que tipo de investimentos na &aacute;rea de energia tem maior potencial para serem desenvolvidos no Estado nos pr&oacute;ximos anos?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O Estado tem origem interessante no desenvolvimento de PCHs (Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas), algumas idealizadas no final do s&eacute;culo 19, in&iacute;cio do s&eacute;culo 20 ainda em opera&ccedil;&atilde;o. Santa Catarina tem muito potencial para as pequenas centrais e a Eletrosul est&aacute; neste caminho, j&aacute; prevendo novas PCHs no Estado, como em Lages para 2016.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Em meio a uma crise energ&eacute;tica, o que o pa&iacute;s precisa fazer para melhorar o setor?&nbsp; Agora j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel dizer que teremos racionamento no pa&iacute;s?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na verdade n&oacute;s tivemos no ano passado a maior seca dos &uacute;ltimos 80 anos no Brasil. Na &eacute;poca, o ministro Lob&atilde;o [Edson] e a presidente Dilma deram toda a liberdade para os t&eacute;cnicos para conduzirmos um processo e chegarmos a um bom termo. Se falava muito em racionamento e tecnicamente n&atilde;o havia nenhum indicativo para isso. N&atilde;o havia e n&atilde;o houve, apesar da m&iacute;dia explorar v&aacute;rios pseudos especialistas para dizer que ter&iacute;amos racionamento.&nbsp; N&oacute;s falamos que chegar&iacute;amos em novembro sem precisar racionar, at&eacute; porque a decis&atilde;o de racionar &eacute; uma coisa muito s&eacute;ria, porque se voc&ecirc; raciona sem precisar, voc&ecirc; causa um dano econ&ocirc;mico para a sociedade que n&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel. Por isso a op&ccedil;&atilde;o da presidente e do ministro foi o equil&iacute;brio t&eacute;cnico e mostramos que est&aacute;vamos certos. Este ano, de novo, n&oacute;s estamos tendo uma seca bastante forte e avaliamos da mesma forma do ano passado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Ent&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; crise, nem haver&aacute; racionamento?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>N&atilde;o. Em 2001, ano de racionamento e pior crise no pa&iacute;s, n&oacute;s n&atilde;o t&iacute;nhamos linhas de transmiss&atilde;o, por exemplo, do Sul ao Norte, Sudeste e Nordeste. O Sul jogava &aacute;gua fora, enquanto faltava no Sudeste, porque n&atilde;o tinha transmiss&atilde;o. De 2002 para c&aacute;, foram colocadas em torno de 50 mil linhas de transmiss&atilde;o e n&atilde;o tivemos problemas. Por isso, este ano, os riscos est&atilde;o mais baixos, at&eacute; mais que no ano passado, abaixo dos 5% que a gente trabalha. N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o nenhuma para preocupa&ccedil;&otilde;es neste ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mas, por outro lado, as tarifas de energia est&atilde;o muito elevadas, o que preocupa&hellip;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>N&oacute;s geramos energias t&eacute;rmicas [termoel&eacute;tricas] que permitem suportar dois a tr&ecirc;s anos de seca. Em ano seco, o Brasil produz 20% de energia t&eacute;rmica. Agora, isso tem um custo, porque a t&eacute;rmica &eacute; uma energia mais cara. No ano passado n&atilde;o foi repassado este custo ao consumidor, porque est&aacute;vamos testando as bandeiras e no in&iacute;cio deste ano come&ccedil;ou-se a repassar o custo, o que impactou no bolso e obrigou o consumidor a controlar seus gastos. O custo vai baixar naturalmente quando voltar a ter regime normal de chuvas nas regi&otilde;es Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A tend&ecirc;ncia &eacute; que j&aacute; comece na pr&oacute;xima esta&ccedil;&atilde;o chuvosa.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>A crise econ&ocirc;mica e os ajustes fiscais impactam no setor energ&eacute;tico?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>A grande recomenda&ccedil;&atilde;o do ministro quando vim para c&aacute; foi a busca pela seguran&ccedil;a energ&eacute;tica que se resume na expans&atilde;o das t&eacute;rmicas. As demais fontes de energia s&atilde;o complementares, e&oacute;lica, solar, porque a e&oacute;lica s&oacute; gera energia quando tem vento e a solar s&oacute; quando tem o sol. Um sistema renov&aacute;vel como o nosso vai continuar expandindo, mas &eacute; natural que cres&ccedil;a a parte de t&eacute;rmica. H&aacute; a perspectiva de que a Eletrosul &nbsp;volte a trabalhar com t&eacute;rmicas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Ent&atilde;o n&atilde;o tem crise?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Quando voc&ecirc; vai para a Su&iacute;&ccedil;a, Inglaterra, Alemanha, percebe que h&aacute; 20 anos o mercado de energia el&eacute;trica n&atilde;o muda. Por qu&ecirc;? Porque todo mundo l&aacute; o que tem para consumir, j&aacute; consumiu, tem televis&atilde;o, ar condicionado, &nbsp;enfim, tudo. O consumo per capita na Europa &eacute; em torno de 8 mil kilowatt hora ao ano. No Brasil s&atilde;o 2.500 e nos &nbsp;Estados Unidos de 13 a 14 mil. Ent&atilde;o, aqui, temos que fazer muitas usinas porque o consumo per capita vai aumentar, &agrave; medida que o Brasil vai desenvolvendo. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil projetar que vamos dobrar o consumo nos pr&oacute;ximos 20, 30 anos, chegando a 6 mil kilowatt hora per capita. O caminho &eacute; de crescimento, h&aacute; espa&ccedil;o, tem mercado. Este &eacute; o desafio e a Eletrosul via disputar esse mercado com o setor privado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Em fevereiro o senhor renunciou ao cargo no conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Petrobras. Por que? As den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o dentro da empresa motivaram sua sa&iacute;da?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na Petrobras, o que eu disse na &eacute;poca &eacute; que os meus afazeres no Minist&eacute;rio e no conselho da Eletrobr&aacute;s dificultava o meu acompanhamento na Petrobras, num momento em que a empresa precisava de muita dedica&ccedil;&atilde;o. A&iacute; eu realmente pedi a ren&uacute;ncia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O senhor est&aacute; sendo investigado pela CVM (Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios) pela suspeita de ter induzido investidores da Petrobras ao erro. Qual &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o do senhor sobre isso?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Procuro n&atilde;o tratar desses assuntos, porque isso a Petrobras est&aacute; tratando e &eacute; ela que responde. N&atilde;o tem nada disso que est&atilde;o falando e &eacute; at&eacute; normal quando voc&ecirc; &eacute; um conselheiro de uma empresa com a&ccedil;&otilde;es na bolsa. Eu evito comentar para n&atilde;o atrapalhar o que a empresa est&aacute; fazendo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>&Eacute; poss&iacute;vel reestabelecer a credibilidade da Petrobras?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Acho que sim, a Petrobras &eacute; um dos maiores casos de sucesso que eu j&aacute; vi. Tive a honra de participar cinco anos do conselho da empresa que inverteu a &ldquo;fama&rdquo; do Brasil na d&eacute;cada de 70 de n&atilde;o ter petr&oacute;leo &ndash; &nbsp;o pa&iacute;s importava 80% dele &ndash; &nbsp;e ganhou expertise se transformando na empresa especialista em explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo offshore [no mar].<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M&aacute;rcio Zimmermann, presidente da Eletrobras, concedeu uma entrevista para o jornal eletr&ocirc;nico &ldquo;Not&iacute;cias do Dia&rdquo;, e afirmou que Santa Catarina possui grande interesse no desenvolvimento de Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas. &ldquo;Santa Catarina tem muito potencial para as PCHs e a Eletrosul est&aacute; neste caminho, j&aacute; prevendo novas PCHs no Estado, como em Lages para 2016&Prime;, afirmou. 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