{"id":1690,"date":"2014-07-22T15:08:00","date_gmt":"2014-07-22T19:08:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-1706","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=1690","title":{"rendered":"Em: 22\/07\/2014 &agrave;s 15:08h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p><span>A perspectiva de racionamento que ronda o setor el&eacute;trico &eacute; apenas mais um exemplo dos problemas infraestruturais e, consequentemente, do custo Brasil (conjunto de dificuldades estruturais, burocr&aacute;ticas e econ&ocirc;micas que encarecem o investimento no Pa&iacute;s). Nem mesmo o leil&atilde;o realizado recentemente com o intuito de cobrir o d&eacute;ficit financeiro e de energia das concession&aacute;rias ajudou a trazer os pre&ccedil;os para patamares que otimizem os resultados das empresas. Isso porque um leil&atilde;o n&atilde;o pode ser um jogo combinado para sinalizar (supostamente) ao mercado que est&aacute; em curso uma pol&iacute;tica consistente que aponta para abastecimento seguro e em pre&ccedil;os &rsquo;m&oacute;dicos&rsquo;. Como convencer uma empresa a vender por pre&ccedil;o abaixo do mercado sen&atilde;o por meio de um subs&iacute;dio, que na pr&aacute;tica traria o pre&ccedil;o para a faixa do mercado? No entanto, algu&eacute;m ter&aacute; que pagar por esse benef&iacute;cio, mesmo que n&atilde;o seja o favorecido.<\/span><\/p>\n<p><span>A crise que vivemos hoje &eacute; consequ&ecirc;ncia da falta de planejamento de longo prazo, a&ccedil;&atilde;o fundamental quando a compara&ccedil;&atilde;o dos gastos revela que um projeto bem estruturado custa cerca de 5% da obra e a realidade &eacute; um sobrecusto das recentes obras que frequentemente ultrapassam 50% do valor previsto. A partir desse cen&aacute;rio, estouro de cronogramas, or&ccedil;amentos insuficientes, constru&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias, inadequadas e incompletas tornam-se inevit&aacute;veis. Hoje &eacute; tudo feito de &uacute;ltima hora, com planejamento sofr&iacute;vel e especifica&ccedil;&otilde;es ruins, resultando em s&eacute;rias dificuldades de defini&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o nas concorr&ecirc;ncias. Sem planejamento, n&atilde;o s&atilde;o contratados projetos b&aacute;sicos para o Brasil ter projetos na prateleira, prontos e bem concebidos, para serem &rsquo;lan&ccedil;ados&rsquo; na hora adequada.<\/span><\/p>\n<p><span>A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; fazer concorr&ecirc;ncia s&eacute;ria, com proposta t&eacute;cnica e proposta comercial. Ningu&eacute;m contrata um m&eacute;dico pelo valor que ele cobra, mas sim por sua experi&ecirc;ncia e efici&ecirc;ncia, e com engenheiros n&atilde;o &eacute; diferente &#8211; a real solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a meritocracia. Os brasileiros esperam mais dos pol&iacute;ticos do Pa&iacute;s &#8211; eles deveriam ser os fiscais das a&ccedil;&otilde;es e patrocinadores dos planos plurianuais, fortalecedores das regras, das modernas regulamenta&ccedil;&otilde;es, dos planos voltados para o futuro, envolvidos com a edifica&ccedil;&atilde;o das bases de um pa&iacute;s s&oacute;lido, livre, fraterno e igualit&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p><span>Por isso, dizer que venda da energia por R$ 268,33\/MWh durante o leil&atilde;o, quando no mercado de curto prazo o pre&ccedil;o teto estipulado encontrava-se em R$ 822,83\/MWh, foi um sucesso merece cuidado. Deve-se ter uma vis&atilde;o global, com planejamento de longo prazo. Voltar a ter planos decenais para todos os segmentos. H&aacute; energia dispon&iacute;vel para 2015? J&aacute; sei que as &aacute;guas de mar&ccedil;o n&atilde;o vieram. E isso n&atilde;o um &eacute; bom sinal.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perspectiva de racionamento que ronda o setor el&eacute;trico &eacute; apenas mais um exemplo dos problemas infraestruturais e, consequentemente, do custo Brasil (conjunto de dificuldades estruturais, burocr&aacute;ticas e econ&ocirc;micas que encarecem o investimento no Pa&iacute;s). 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