{"id":16826,"date":"2015-04-22T16:16:00","date_gmt":"2015-04-22T20:16:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3139","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16826","title":{"rendered":"Em: 22\/04\/2015 &agrave;s 16:16h por"},"content":{"rendered":"<p><span>Preocupada com a perda de competitividade relacionada ao aumento das importa&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s natural no Brasil, a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) prepara-se para levar ao governo um pacote de propostas para &ldquo;modernizar&rdquo; a produ&ccedil;&atilde;o brasileira de g&aacute;s em terra. Entre as a&ccedil;&otilde;es, est&aacute; o fomento a novas fontes de financiamento, a desburocratiza&ccedil;&atilde;o do licenciamento ambiental e a redu&ccedil;&atilde;o do monop&oacute;lio da Petrobras no transporte do combust&iacute;vel. &ldquo;O esfor&ccedil;o explorat&oacute;rio em terra apresentou forte desacelera&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos dois anos. Esta desacelera&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada &agrave; crescente dificuldade de financiamento&rdquo;, diz documento, ainda in&eacute;dito, elaborado pela entidade.<\/span><\/p>\n<p><span>Intitulado &ldquo;G&aacute;s natural em terra: uma agenda para o desenvolvimento e a moderniza&ccedil;&atilde;o do setor&rdquo;, o documento ao qual o Brasil Econ&ocirc;mico teve acesso foi elaborado com a coordena&ccedil;&atilde;o do professor do Instituto de Economia da UFRJ Edmar Almeida, e deve ser apresentado em semin&aacute;rio no m&ecirc;s que vem. O objetivo &eacute; tra&ccedil;ar um cen&aacute;rio do setor e apresentar uma s&eacute;rie de medidas para fomentar o incremento da produ&ccedil;&atilde;o em terra. Segundo o texto, a produ&ccedil;&atilde;o brasileira de g&aacute;s corresponde a apenas 20% da de petr&oacute;leo, uma das menores taxas entre os maiores produtores mundiais. E, dessa produ&ccedil;&atilde;o, apenas 27% &eacute; proveniente de campos terrestres, que t&ecirc;m custo de produ&ccedil;&atilde;o equivalente a 20% do investimento necess&aacute;rio para produzir no mar.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Praticamente, toda a oferta adicional de g&aacute;s dom&eacute;stico e importado nos &uacute;ltimos quatro anos foi direcionada para o mercado termel&eacute;trico. Tendo em vista a expectativa de despacho t&eacute;rmico elevado, pelo menos nos pr&oacute;ximos dois anos, existe o risco de o mercado n&atilde;o termel&eacute;trico continuar sem suprimento para a expans&atilde;o da demanda&rdquo;, diz o texto, que cita proje&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia sobre potencial de produ&ccedil;&atilde;o em terra no Brasil, que poderia subir dos atuais 3 bilh&otilde;es para 20 bilh&otilde;es de metros c&uacute;bicos por ano em 2035. &ldquo;No entanto, o pr&oacute;prio organismo internacional reconhece que, al&eacute;m dos riscos geol&oacute;gicos, os riscos acima do solo aumentam muito as incertezas a respeito do efetivo potencial de produ&ccedil;&atilde;o, principalmente dos recursos n&atilde;o convencionais.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Entre as solu&ccedil;&otilde;es propostas, est&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um fundo p&uacute;blico de private equity, com patrim&ocirc;nio de R$ 8 bilh&otilde;es, para financiar as atividades, hoje majoritariamente &nbsp;em m&atilde;os de pequenas empresas de capital nacional, como Petra Energia, Petrosynergy, Ouro Preto e Imetame. Segundo os autores, o setor sofreu com a perda de liquidez ap&oacute;s a quebra das petroleiras nacionais OGX e HRT e precisa de novas fontes de financiamento.<\/span><\/p>\n<p><span>Para especialistas, o baixo pre&ccedil;o do petr&oacute;leo no mercado internacional &eacute; outro obst&aacute;culo neste momento. O setor sofre tamb&eacute;m com uma carga tribut&aacute;ria superior &agrave; cobrada pelos grandes campos produtores em alto mar, no que diz respeito a royalties e isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias para a compra de equipamentos.<\/span><\/p>\n<p><span>O estudo dedica grande espa&ccedil;o aos entraves &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de reservas n&atilde;o convencionais, suspensas por uma liminar obtida pelo deputado federal Sarney Filho (PV-MA) e por morat&oacute;rias decretadas por alguns estados, como Minas Gerais. Al&eacute;m da &ldquo;judicializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; das licen&ccedil;as, o segmento enfrenta gargalos na cadeia de fornecedores e falta de incentivos fiscais, diz o documento. Assim, o custo do g&aacute;s n&atilde;o convencional no Brasil seria hoje US$ 6 por milh&atilde;o de BTU, mais caro do que a produ&ccedil;&atilde;o convencional em terra e no pr&eacute;-sal, por exemplo. O setor ressente-se ainda da falta de infraestrutura para o escoamento, uma vez que a rede de gasodutos brasileira &eacute; totalmente controlada pela Petrobras.<\/span><\/p>\n<p><span>As propostas incluem ainda a realiza&ccedil;&atilde;o de leil&otilde;es, por distribuidoras de g&aacute;s, para a compra de produ&ccedil;&atilde;o por campos terrestres. Hoje, toda a produ&ccedil;&atilde;o independente no Brasil &eacute; vendida &agrave; Petrobras, que paga pre&ccedil;os mais baixos. O problema &eacute; tamb&eacute;m fonte de reclama&ccedil;&atilde;o dos produtores independentes de petr&oacute;leo, para quem a falta de outros compradores representa um des&aacute;gio de cerca de 20% no pre&ccedil;o de venda. &ldquo;A queda do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo foi a p&aacute; de cal em um setor que vem sendo maltratado h&aacute; anos, por falta de regula&ccedil;&atilde;o que incentive pequenas empresas a investirem&rdquo;, comenta Anabal Alves, diretor executivo da Associa&ccedil;&atilde;o das Empresas de Petr&oacute;leo e G&aacute;s Natural (Appom).<\/span><\/p>\n<p><span>O estudo destaca que o Brasil vem perdendo investimentos para outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, como a Argentina, que recentemente flexibilizou sua legisla&ccedil;&atilde;o para atrair investimentos em n&atilde;o convencionais. &ldquo;Parte das sondas que estavam operando em terra no Brasil foi deslocada para outros pa&iacute;ses latino-americanos&rdquo;, diz o texto, que cita como fonte a americana Baker Hughes, autora de levantamentos mensais sobre a localiza&ccedil;&atilde;o de sondas de perfura&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O Brasil foi o pa&iacute;s que mais perdeu sondas em opera&ccedil;&atilde;o no primeiro semestre de 2014 no mundo (12 sondas a menos). Por outro lado, a Argentina foi o pa&iacute;s que mais ganhou novas sondas em opera&ccedil;&atilde;o no mesmo per&iacute;odo, 13 sondas a mais&rdquo;, completa.<\/span><\/p>\n<p><span>Procurada, a CNI n&atilde;o respondeu ao pedido de entrevista para comentar o estudo e a estrat&eacute;gia de atua&ccedil;&atilde;o para incentivar a ado&ccedil;&atilde;o das propostas. Segundo uma fonte pr&oacute;xima, a ideia &eacute; discutir os resultados do estudo em um semin&aacute;rio em Bras&iacute;lia, antes de fechar a proposta final que ser&aacute; enviada ao governo. Com o documento, a entidade se junta ao f&oacute;rum Mais G&aacute;s Brasil, liderado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), que tamb&eacute;m tem como objetivo propor mudan&ccedil;as no marco regulat&oacute;rio do setor para reduzir custos de produ&ccedil;&atilde;o e melhorar a competitividade.<\/span><\/p>\n<p><span>ANP deve incluir &aacute;reas com g&aacute;s na 13&ordf; rodada<\/span><br \/><span>Duas bacias com grande potencial para a produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s natural est&atilde;o entre as &aacute;reas em estudo para a 13&ordf; rodada de licita&ccedil;&otilde;es de &aacute;reas para explora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, que deve ocorrer ainda este ano. A lista das bacias em estudo foi divulgada na segunda-feira pela Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e Biocombust&iacute;veis (ANP). Ao todo, s&atilde;o 23 setores em 10 bacias sedimentares brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre as regi&otilde;es com maior potencial para a descoberta de g&aacute;s natural est&aacute; a bacia do Parna&iacute;ba, no Maranh&atilde;o e no Piau&iacute;, onde a Eneva (ex-MPX) inaugurou o conceito de projeto integrado de produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s e energia el&eacute;trica. Segunda maior produtora de g&aacute;s entre as bacias terrestres brasileiras, a do Parna&iacute;ba &eacute; uma grande aposta do setor, mas ainda sofre com a falta de infraestrutura para o uso do combust&iacute;vel por outros segmentos al&eacute;m do setor el&eacute;trico.<\/span><\/p>\n<p><span>A outra &eacute; a Bacia do Amazonas, que sofre do mesmo problema de falta de gasodutos, mas pode atrair maior interesse ap&oacute;s a conex&atilde;o da regi&atilde;o metropolitana de Manaus com o Sistema Interligado Nacional (SIN), atrav&eacute;s da linha de transmiss&atilde;o Tucuru&iacute;-Manaus. A Petrobras j&aacute; tem descobertas na regi&atilde;o e pretendia construir uma t&eacute;rmica para seguir o mesmo modelo usado no Parna&iacute;ba, mas n&atilde;o conseguiu deslanchar o projeto.<\/span><\/p>\n<p><span>Na semana passada, a empresa comunicou &agrave; ANP outra descoberta na regi&atilde;o, em um sinal de que o potencial pode se estender al&eacute;m das &aacute;reas j&aacute; declaradas comerciais. A falta de gasodutos permanece um problema para o uso por outros setores, mas a conex&atilde;o com o SIN permite o desenvolvimento das reservas em projetos integrados com t&eacute;rmicas.<\/span><\/p>\n<p><span>A ANP estuda ainda &aacute;reas nas bacias Potiguar (RN), Rec&ocirc;ncavo (BA), Sergipe-Alagoas, Jacu&iacute;pe (BA), Camamu-Almada (BA), Esp&iacute;rito Santo, Campos (RJ e ES) e Pelotas (RS). A expectativa &eacute; de bom interesse pela bacia de Sergipe-Alagoas, onde a Petrobras fez as maiores descobertas recentes fora do pr&eacute;-sal.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preocupada com a perda de competitividade relacionada ao aumento das importa&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s natural no Brasil, a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) prepara-se para levar ao governo um pacote de propostas para &ldquo;modernizar&rdquo; a produ&ccedil;&atilde;o brasileira de g&aacute;s em terra. 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