{"id":16804,"date":"2015-04-17T16:26:00","date_gmt":"2015-04-17T20:26:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3117","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16804","title":{"rendered":"Em: 17\/04\/2015 &agrave;s 16:26h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Em fevereiro, a arrecada&ccedil;&atilde;o quase dobrou, chegando a R$ 823,1 milh&otilde;es. Mesmo assim, n&atilde;o foi suficiente para pagar as despesas atreladas de R$ 1,147 bilh&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, o &ldquo;descasamento&rdquo; j&aacute; era esperado pois, em janeiro e fevereiro, o valor cobrado pelas bandeiras foi menor &ndash; R$ 3 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia consumidos no caso da bandeira vermelha, que vigorou durante todo o per&iacute;odo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A partir de mar&ccedil;o, houve aumento da taxa, que passou para R$ 5,50 a cada R$ 100 kWh usados, tamb&eacute;m na bandeira vermelha. O reajuste foi adotado justamente para arrecadar os recursos que v&atilde;o financiar parte dos gastos extras do setor el&eacute;trico ao longo de 2015.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;[O d&eacute;ficit de janeiro e fevereiro] n&atilde;o &eacute; nenhuma frustra&ccedil;&atilde;o. Esses valores eram esperados porque a primeira vers&atilde;o das bandeiras tinha uma concep&ccedil;&atilde;o de arrecada&ccedil;&atilde;o menor. Em mar&ccedil;o, os recursos j&aacute; devem cobrir a conta do m&ecirc;s&rdquo;, disse Rufino.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A diferen&ccedil;a de R$ 1,353 bilh&atilde;o registrada nos dois primeiros meses do ano est&aacute; sendo paga, a princ&iacute;pio, pelas pr&oacute;prias distribuidoras. Entretanto, elas v&atilde;o ser compensadas ao longo do ano, j&aacute; que com o aumento no valor da taxa a arrecada&ccedil;&atilde;o com as bandeiras vai aumentar.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em todo o ano de 2015, a Aneel espera que os consumidores paguem cerca de R$ 17 bilh&otilde;es apenas via bandeiras tarif&aacute;rias.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Realismo tarif&aacute;rio<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores o real custo de produ&ccedil;&atilde;o da energia no pa&iacute;s, o que &eacute; feito por meio da cor da bandeira impresso nos boletos das contas de luz. Se a cor &eacute; verde, a situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; normal e n&atilde;o h&aacute; cobran&ccedil;a de taxa. Amarela, cobra-se R$ 2,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. Se vermelha, a taxa sobe para R$ 5,50 para cada 100 kWh.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A bandeira vermelha est&aacute; em vigor desde o in&iacute;cio do ano, devido &agrave; falta de chuvas que reduziu o volume dos reservat&oacute;rios das principais hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s. Essa situa&ccedil;&atilde;o vem obrigando o governo a manter ligadas todas as termel&eacute;tricas dispon&iacute;veis.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Termel&eacute;tricas s&atilde;o usinas que geram energia por meio da queima de combust&iacute;veis como &oacute;leo e g&aacute;s. Elas ajudam a poupar &aacute;gua dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, mas o custo de produzir eletricidade com elas &eacute; muito maior.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A custo de opera&ccedil;&atilde;o das termel&eacute;tricas &eacute; um dos itens cobertos pelas bandeiras tarif&aacute;rias. Outro &eacute; a compra, por algumas distribuidoras, de energia no mercado &agrave; vista. Essas concession&aacute;rias recorrem ao mercado &agrave; vista quando precisam de mais eletricidade para atender aos seus consumidores do que aquela que t&ecirc;m sob contratos. O problema &eacute; que, no mercado &agrave; vista, a energia tamb&eacute;m &eacute; mais cara.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Vantagem<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O governo e a Aneel alegam que a aplica&ccedil;&atilde;o da taxa das bandeiras tarif&aacute;rias, inclusive reajustada, &eacute; vantajosa para os consumidores, que pagariam a conta extra do setor de qualquer maneira. Com as bandeiras, por&eacute;m, evita-se que as distribuidoras assumam esses custos bilion&aacute;rios agora para depois serem ressarcidas, com juros, no pr&oacute;ximo reajuste das contas de luz.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No ano passado, de elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, o governo optou por fazer empr&eacute;stimos banc&aacute;rios para cobrir os mesmos gastos extras do setor el&eacute;trico, j&aacute; afetado pela falta de chuvas e queda no n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com essa medida, o governo adiou o repasse desses gastos para as contas de luz. Entretanto, a conta vai sair bem mais cara. O governo tomou R$ 21,176 bilh&otilde;es dos bancos, que ao final do pagamento, previsto para 2020, v&atilde;o receber, agora dos consumidores, R$ 34,015 bilh&otilde;es. Ser&atilde;o R$ 12,838 bilh&otilde;es, ou 37,7% do valor total da opera&ccedil;&atilde;o, apenas de juros.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em fevereiro, a arrecada&ccedil;&atilde;o quase dobrou, chegando a R$ 823,1 milh&otilde;es. Mesmo assim, n&atilde;o foi suficiente para pagar as despesas atreladas de R$ 1,147 bilh&atilde;o. 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