{"id":16801,"date":"2015-04-17T16:25:00","date_gmt":"2015-04-17T20:25:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3114","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16801","title":{"rendered":"Em: 17\/04\/2015 &agrave;s 16:25h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A energia e&oacute;lica, predominante no Nordeste, precisa ter seu escoamento garantido. Por Carlos A. Silvestrin planejamento el&eacute;trico para um pa&iacute;s de dimens&otilde;es continentais como &eacute; o Brasil deve contemplar a presen&ccedil;a de fontes de gera&ccedil;&atilde;o centralizada de grande porte, que s&atilde;o estrat&eacute;gicas para estrutura&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o na base do Sistema Interligado Nacional (SIN), devendo ser complementada por gera&ccedil;&atilde;o das fontes descentralizadas, que despacham a energia produzida diretamente na rede de distribui&ccedil;&atilde;o, principalmente, nos centros de alta concentra&ccedil;&atilde;o de carga metropolitanos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No entanto, o planejamento el&eacute;trico vigente n&atilde;o tem contemplado, com a amplitude e prioridade necess&aacute;rias, a&ccedil;&otilde;es para o aproveitamento das fontes regionais complementares (biomassa, solar, g&aacute;s natural), cuja import&acirc;ncia ganhou destaque no atual ciclo hidrol&oacute;gico desfavor&aacute;vel. Assim, no atual contexto energ&eacute;tico, mais que uma quest&atilde;o de planejamento, toma-se oportuno estabelecer diretrizes e a&ccedil;&otilde;es para ampliar a oferta de gera&ccedil;&atilde;o descentralizada, ou seja, a Gera&ccedil;&atilde;o Distribu&iacute;da (GD), que possui condi&ccedil;&otilde;es de aliviar a demanda do SIN, com menor custo global para o sistema e para os consumidores.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A manuten&ccedil;&atilde;o da diretriz atual de planejamento direciona para o aumento da participa&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas, o que &eacute; desej&aacute;vel, no atual contexto, mesmo que movidas por Combust&iacute;veis f&oacute;sseis, apesar dos custos elevados e aumento de emiss&atilde;o de gases de efeito estufa, afetando as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas e de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Al&eacute;m disso, as diretrizes dos leil&otilde;es de energia visam contrata&ccedil;&atilde;o da energia pelo menor pre&ccedil;o, independentemente do investimento necess&aacute;rio para o transporte desta energia at&eacute; os consumidores, da efetiva necessidade de oferta adicional de energia para atender a demanda da regi&atilde;o onde se localizam os empreendimentos, e da diretriz de menor custo global para o SIN e para os consumidores.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Como exemplo pode ser destacado o volume de energia e&oacute;lica contratado nos &uacute;ltimos leil&otilde;es, com grande concentra&ccedil;&atilde;o de projetos no Nordeste, superior &agrave; necessidade real de aumento da oferta para atender a demanda dessa regi&atilde;o el&eacute;trica, e disponibilidade de rede para conex&atilde;o, o que tem provocado custos adicionais para o sistema el&eacute;trico como um todo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O estudo realizado pela Empresa de Pesquisas Energ&eacute;ticas (EPE) em dezembro de 2014 para adequar a capacidade de transfer&ecirc;ncia do excedente de energia contratada no Nordeste para o Sudeste aponta que &#8220;o crescimento acentuado do potencial de energia e&oacute;lica, com significativa predomin&acirc;ncia na regi&atilde;o Nordeste, toma necess&aacute;rio adequar o dimensionamento da rede b&aacute;sica a fim de escoar a energia das usinas j&aacute; licitadas, bem como prover de folga o sistema el&eacute;trico de transmiss&atilde;o para conex&atilde;o de novos empreendimentos&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O potencial e&oacute;lico adicional considerado no estudo foi estimado em 8.750 MW de pot&ecirc;ncia instalada, sendo necess&aacute;rio assegurar condi&ccedil;&otilde;es para o escoamento desses excedentes energ&eacute;ticos a m&eacute;dio e longo prazo. O custo total dos investimentos previstos pela EPE nesse estudo foi estimado em R$ 6 bilh&otilde;es, contemplando a instala&ccedil;&atilde;o de 4.087 km de linhas em 500 kV, quatro subesta&ccedil;&otilde;es (total de 3 mil MVA), al&eacute;m de obras de menor porte em linhas de 345 kV e 230 kV, no Estado de Minas Gerais, com previs&atilde;o de conclus&atilde;o em 2019. Esses investimentos, que dever&atilde;o ser licitados oportunamente, ter&atilde;o seus custos repassados aos consumidores na forma de tarifas de uso da transmiss&atilde;o (TUST).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No entanto, o que o atual contexto el&eacute;trico indica &eacute; a necessidade de redirecionar a pol&iacute;tica energ&eacute;tica no curto prazo, visando prioritariamente ampliar a capacidade instalada de gera&ccedil;&atilde;o junto aos centros de carga, com maior presen&ccedil;a das fontes regionais, reduzido investimento na log&iacute;stica de transmiss&atilde;o, contribuindo assim para o equacionamento do fluxo financeiro do setor el&eacute;trico.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para superar necessidades de oferta de energia, a custos competitivos para o sistema el&eacute;trico, principalmente no curto e m&eacute;dio prazo, &eacute; recomend&aacute;vel que a EPE realize estudos de planejamento para o aproveitamento das fontes regionais, para as outras regi&otilde;es el&eacute;tricas, assim como foi feito para a regi&atilde;o Nordeste, visando assegurar condi&ccedil;&otilde;es de suprimento complementar de energia el&eacute;trica, adotando como prioridade a gera&ccedil;&atilde;o descentralizada, que poder&aacute; suprir a demanda adicional com energia despachada diretamente nas redes de distribui&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&Eacute; recomend&aacute;vel portanto, que seja institu&iacute;da uma agenda de pol&iacute;tica energ&eacute;tica, que tenha como prioridade a realiza&ccedil;&atilde;o de investimentos em Gera&ccedil;&atilde;o Distribu&iacute;da (GD), a partir das fontes regionais do Sudeste e do Sul, que possuem menor prazo e complexidade de estrutura&ccedil;&atilde;o, de financiamento e de licenciamento ambiental.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&Eacute; oportuno destacar que Gera&ccedil;&atilde;o Distribu&iacute;da (GD) e a cogera&ccedil;&atilde;o de energia &#8211; produ&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de energia el&eacute;trica e t&eacute;rmica, oferecem importantes benef&iacute;cios t&eacute;cnicos e econ&ocirc;micos ao sistema el&eacute;trico, aos consumidores, ao meio ambiente e aos produtores. Com destaque a cogera&ccedil;&atilde;o de energia pode ser impulsionada de imediato, principalmente nas instala&ccedil;&otilde;es consumidoras das regi&otilde;es metropolitanas, aproveitando a disponibilidade de g&aacute;s natural na rede de distribui&ccedil;&atilde;o, cujo mercado potencial est&aacute; estimado em 3.500 MW para os setores terci&aacute;rio e industrial. &Eacute; preciso ampliar a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o junto aos centros de carga, com presen&ccedil;a maior de fontes regionais.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A energia e&oacute;lica, predominante no Nordeste, precisa ter seu escoamento garantido. Por Carlos A. 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