{"id":16800,"date":"2015-04-17T16:25:00","date_gmt":"2015-04-17T20:25:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3113","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16800","title":{"rendered":"Em: 17\/04\/2015 &agrave;s 16:25h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Brasil est&aacute; na contram&atilde;o da economia global e no bloco dos poucos pa&iacute;ses que est&atilde;o ingressando em uma recess&atilde;o, segundo as estat&iacute;sticas do Fundo Monet&aacute;rio Internacional. N&atilde;o &eacute; um consolo saber que o pa&iacute;s encolher&aacute; menos que os 7% previstos para a Venezuela, em 2015, ou que a R&uacute;ssia (-3,8%), nem que o Brasil fa&ccedil;a parte dos 10 pa&iacute;ses cujo PIB decrescer&aacute;, em um total de 105 para os quais h&aacute; estimativas discriminadas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O grande e extenso desarranjo econ&ocirc;mico provocado pela pol&iacute;tica econ&ocirc;mica nos &uacute;ltimos quatro anos tirou o ch&atilde;o dos argumentos oficiais, que apontavam a crise externa como determinante para a m&aacute; performance dom&eacute;stica. O Brasil faz feio n&atilde;o apenas no quesito crescimento, com retra&ccedil;&atilde;o de 1% em 2015 e expans&atilde;o de 1 % em 2016. A infla&ccedil;&atilde;o &eacute; outro destaque negativo relevante, especialmente diante da tend&ecirc;ncia desinflacionaria dominante fora de suas fronteiras. O Fundo aponta que pa&iacute;ses com um ritmo de aumento de pre&ccedil;os inferior a 1%ou defla&ccedil;&atilde;o perfazem 60% do PIB mundial.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Se a conta incluir uma varia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os anual de 2%, ainda baixa, o resultado &eacute; de 70% do PIB. A infla&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; hoje bastante inferior &agrave; do per&iacute;odo anterior ao Plano Real, mas ganhou uma persist&ecirc;ncia inc&ocirc;moda depois de pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas inadequadas recentes. Neste ponto, o MERCOSUL &eacute; um bloco que d&aacute; um exemplo bastante negativo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A Venezuela tem hoje a maior infla&ccedil;&atilde;o mundial, que dever&aacute; atingir 96,8% este ano. O &iacute;ndice da Argentina, de 18,6%, e crescendo em 2016, &eacute; o terceiro maior do mundo, ficando atr&aacute;s do Sud&atilde;o, com 37%. O Brasil, com 8%superaem pouco o Uruguai, com 7,7%. Apenas o Paraguai, s&oacute;cio menor do bloco, n&atilde;o faz feio, nem em crescimento, com 4%-Argentina, Brasil e Venezuela est&atilde;o em recess&atilde;o nem no aumento de pre&ccedil;os (3,5%). E, apesar da queda das commodities, que n&atilde;o dever&aacute; ser revertida este ano, os demais pa&iacute;ses sul-americanos deveram obter melhor desempenho que o Brasil e uma infla&ccedil;&atilde;o menor.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A forte deteriora&ccedil;&atilde;o fiscal de 2014, com um d&eacute;ficit prim&aacute;rio de 0,6% do PIB, o que n&atilde;o ocorria em mais de uma d&eacute;cada, piorou indicadores comparativos j&aacute; por si s&oacute; ruins. O d&eacute;ficit nominal, que cair&aacute; de 6,2% do PIB para 5,3% este ano, se o ajuste for executado, continuar&aacute; sendo um dos maiores, considerando-se economias avan&ccedil;adas e pa&iacute;ses emergentes relevantes. Ser&aacute; inferior apenas aos 7,2% estimados para a &iacute;ndia, pa&iacute;s que dever&aacute; crescer mais que a China em 2015 e tamb&eacute;m aos 6,2% do Jap&atilde;o, empenhado no maior programa de relaxamento monet&aacute;rio da hist&oacute;ria (o balan&ccedil;o do BC japon&ecirc;s est&aacute; a caminho dos 70% do PIB).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Apesar de diferente metodologia do FMI, a d&iacute;vida bruta do Brasil (com Estados e munic&iacute;pios) dever&aacute; atingir este ano66,2% do PIB, a maior dentre os principais pa&iacute;ses emergentes e de renda m&eacute;dia. Mesmo a d&iacute;vida l&iacute;quida, na casa dos 34% do PIB, ainda &eacute; superior &agrave; m&eacute;dia desses pa&iacute;ses, de 10,9% do PIB. Com isso, n&atilde;o &eacute; de estranhar que de outubro de 2014 at&eacute; agora o Brasil tenha sido o pa&iacute;s que mais elevou os juros reais entre pa&iacute;ses relevantes da economia global.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O FMI, em suas estimativas, assumiu que o governo brasileiro far&aacute; o ajuste fiscal de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% no ano seguinte, prometido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O alcance do aperto fiscal ser&aacute; 0,25 pontos percentuais maior nos dois anos seguintes, chegando a 2,5% do PIB em 2018, &uacute;ltimo ano do mandato de Dilma Rousseff. Com esse esfor&ccedil;o, ser&aacute; poss&iacute;vel que ao fim de quatro anos a d&iacute;vida bruta do governo geral decline 1 ponto percentual da que era em 2014, ano do desatino fiscal, de 65,2% do PIB.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nas simula&ccedil;&otilde;es do Fundo, ser&aacute; poss&iacute;vel derrubar o elevado d&eacute;ficit nominal em 1 ponto percentual do PIB j&aacute; em 2015, para 5,3% do PIB e, depois, em cerca de 0,5% do PIB por ano, concluindo uma redu&ccedil;&atilde;o de 2,76 pontos, at&eacute; a atingir 2,59% do PIB, um pouco maior que o de 2012. At&eacute;2018, as receitas subir&atilde;o 0,9 pontos do PIB, enquanto que as despesas totais, incluindo juros, cair&atilde;o 0,5 pontos do PIB por ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com tudo isso, o crescimento ser&aacute; de 2,25% em 2017 e n&atilde;o muito mais nos anos seguintes, chegando a 2,5%em 2020. Os ganhos contra a infla&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o graduais. Em 2016 ela poder&aacute; atingir 5,3% no fim do per&iacute;odo, ainda distante do centro da meta de 4,5%, que s&oacute; ser&aacute; atingido em 2020. Nesse cen&aacute;rio, se tudo der certo, o governo passar&aacute; quatro anos para conseguir corrigir erros dos quatro anteriores. E, no caso do crescimento, n&atilde;o conseguir&aacute;.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil est&aacute; na contram&atilde;o da economia global e no bloco dos poucos pa&iacute;ses que est&atilde;o ingressando em uma recess&atilde;o, segundo as estat&iacute;sticas do Fundo Monet&aacute;rio Internacional. 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