{"id":16799,"date":"2015-04-17T16:24:00","date_gmt":"2015-04-17T20:24:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3112","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16799","title":{"rendered":"Em: 17\/04\/2015 &agrave;s 16:24h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A decis&atilde;o do governo de restabelecer. a cobran&ccedil;a de PIS e Cofins sobre receitas financeiras das empresas colocou em alerta as companhias e as &aacute;reas de cr&eacute;dito corporativo dos bancos. A avalia&ccedil;&atilde;o preliminar &eacute; que o decreto, editado em de abril, n&atilde;o s&oacute; vai onerar os recursos aplicados do caixa das companhias como dever&aacute; aumentar o custo da d&iacute;vida, em especial o financiamento em moeda estrangeira.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>As al&iacute;quotas, que foram zeradas em 2004, passar&atilde;o para 0,65%, no caso do PIS, e 4% na Cofins, a partir de 12 de julho de 2015. O governo estima uma arrecada&ccedil;&atilde;o de R$ 2,7 bilh&otilde;es com a cobran&ccedil;a, que deve atingir 80 mil empresas. O tributo ser&aacute; v&aacute;lido para quem recolhe o tributo pelo regime n&atilde;o-cumulativo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em linhas gerais, os tributos incidir&atilde;o sobre qualquer ganho financeiro obtido pelas empresas, desde um rendimento com a aplica&ccedil;&atilde;o do caixa em um Certificado de Dep&oacute;sito Banc&aacute;rio (CDB) at&eacute; a varia&ccedil;&atilde;o cambial positiva de um empr&eacute;stimo obtido no exterior.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O problema, na avalia&ccedil;&atilde;o de bancos e consultores, &eacute; que o governo n&atilde;o previu no decreto a compensa&ccedil;&atilde;o das eventuais despesas financeiras no pagamento do imposto, como havia no passado. Por outro lado, a al&iacute;quota que passar&aacute; a ser cobrada &eacute; menor do que os 9,25% que existiam antes.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para as companhias que recolhem o tributo no regime de caixa, o pagamento do imposto no caso de um ganho financeiro de uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar ocorrer&aacute; apenas no vencimento das opera&ccedil;&otilde;es. A maior parte das empresas, por&eacute;m, apura hoje o PIS\/Cofins pelo regime de compet&ecirc;ncia, no qual o c&aacute;lculo do imposto &eacute; feito mensalmente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No caso de uma empresa com financiamento em d&oacute;lares, se a moeda americana sofrer desvaloriza&ccedil;&atilde;o em um determinado m&ecirc;s, o ganho cont&aacute;bil do per&iacute;odo estar&aacute; sujeito &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o, mas se no m&ecirc;s seguinte a moeda subir a perda n&atilde;o poder&aacute; ser compensada. &nbsp;&#8220;Quanto mais vol&aacute;til o d&oacute;lar, maior ser&aacute; o imposto a pagar&#8221;, resume o diretor de &nbsp;tesouraria de um banco estrangeiro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O caso mais extremo &eacute; o de empresas que contrataram financiamento em d&oacute;lar &#8220;casado&#8221; com um contrato de swap, que converte o passivo em moeda estrangeira para a taxa interbanc&aacute;ria (CDI), referencial para o financiamento em reais. Esse tipo de opera&ccedil;&atilde;o &eacute; usado principalmente por companhias que n&atilde;o contam com receita em moeda estrangeira. Nesse caso, a incid&ecirc;ncia do imposto ocorrer&aacute; todos os meses, uma vez que a empresa sempre ter&aacute; algum ganho a ser tributado, seja na varia&ccedil;&atilde;o cambial ou no derivativo usado para proteger o balan&ccedil;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Diante da farta liquidez no mercado internacional e das taxas de juros baixas, os empr&eacute;stimos externos se tomaram uma fonte alternativa para as empresas em meio &agrave; piora no cen&aacute;rio local, mesmo para aquelas que n&atilde;o s&atilde;o exportadoras, conforme reportagem publicada pelo Valor nesta semana. Em m&eacute;dia, o custo dessas linhas estava saindo de 5% a 10% do CDI mais barato do que linhas dom&eacute;sticas, diz o executivo de um banco de atacado. O executivo de um banco de grande porte diz que o fluxo desse tipo de neg&oacute;cio &#8220;zerou&#8221; desde o an&uacute;ncio da mudan&ccedil;a na al&iacute;quota.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Como o imposto incidir&aacute; em todo o estoque de opera&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o s&oacute; nos financiamentos novos, algumas companhias j&aacute; avaliam a possibilidade de pr&eacute;-pagar as linhas tomadas fora do pa&iacute;s para escapar da cobran&ccedil;a. &#8220;Se isso ocorrer, at&eacute; mesmo a cota&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar pode sofrer impacto&#8221;, diz um executivo de banco. Coma expectativa de custos mais altos nas linhas externas, a demanda das companhias deve se concentrar em empr&eacute;stimos locais e emiss&otilde;es de deb&ecirc;ntures. A consequ&ecirc;ncia natural da maior procura deve ser um aumento dos spreads nas opera&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;A medida ter&aacute; impacto na administra&ccedil;&atilde;o de caixa de todas as empresas e tamb&eacute;m na estrutura&ccedil;&atilde;o dos produtos banc&aacute;rios&#8221;, diz Fabio de Almeida Braga, s&oacute;cio do Demarest Advogados. A incid&ecirc;ncia do imposto pode ter como outro efeito colateral a redu&ccedil;&atilde;o na procura por hedge (prote&ccedil;&atilde;o) pelas empresas contra a alta do d&oacute;lar. O custo do hedge &eacute; historicamente alto no pa&iacute;s em raz&atilde;o da diferen&ccedil;a entre as taxas de juros locais e externas. &#8220;As empresas de maior porte podem optar por migrar as opera&ccedil;&otilde;es de hedge para fora do pa&iacute;s&#8221;, diz Fabio Zenaro, gerente-executivo de produtos e neg&oacute;cios da Cetip.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O estoque de opera&ccedil;&otilde;es de swap cambial, um dos instrumentos usados pelas empresas para proteger as d&iacute;vidas contra a oscila&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar, registrado na Cetip fechou mar&ccedil;o em pouco mais de R$ 140 bilh&otilde;es, uma altade28%em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) avalia agora se tomar&aacute; alguma medida em rela&ccedil;&atilde;o ao tema.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Anteontem, a entidade de reuniu com a PwC. No encontro, os executivos de bancos e os especialistas em tributa&ccedil;&atilde;o avaliaram se existia algum produto alternativo com fun&ccedil;&atilde;o de hedge, mas sem a incid&ecirc;ncia de PIS\/Cofins. A conclus&atilde;o, pelo menos tempor&aacute;ria, foi que n&atilde;o havia op&ccedil;&atilde;o. Outras entidades, como a Fecom&eacute;rcio-SP (varejo) e a Fiesp (ind&uacute;stria),tamb&eacute;m avaliam o impacto das medidas, que pegaram as companhias de surpresa.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis&atilde;o do governo de restabelecer. a cobran&ccedil;a de PIS e Cofins sobre receitas financeiras das empresas colocou em alerta as companhias e as &aacute;reas de cr&eacute;dito corporativo dos bancos. 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