{"id":16791,"date":"2015-04-16T15:55:00","date_gmt":"2015-04-16T19:55:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3104","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16791","title":{"rendered":"Em: 16\/04\/2015 &agrave;s 15:55h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Levantamento do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (CEBDS) mostra que as empresas brasileiras usam hoje apenas 30% dos R$ 400 milh&otilde;es dispon&iacute;veis em linhas de financiamento para projetos de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica no pa&iacute;s. As dificuldades de acesso aos recursos s&atilde;o tema do estudo &ldquo;Destravando o financiamento &agrave; efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica no Brasil&rdquo;, que ter&aacute; seu lan&ccedil;amento brasileiro, em evento sobre alternativas para melhorar o consumo energ&eacute;tico em edifica&ccedil;&otilde;es, respons&aacute;vel por 35% a 40% da demanda mundial por eletricidade.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;O dinheiro existe, mas as empresas est&atilde;o tendo muita dificuldade em acessar, diante de tantos entraves burocr&aacute;ticos. Algumas grandes empresas at&eacute; conseguem financiamento, mas as pequenas, n&atilde;o&rdquo;, diz a presidente do CEBDS, Marina Grossi. Uma primeira vers&atilde;o do estudo foi apresentada no final do ano passado no Peru, durante a Confer&ecirc;ncia do Clima de Lima. Hoje, a institui&ccedil;&atilde;o promove um lan&ccedil;amento oficial no Brasil, com o objetivo de incentivar governo, empresas e institui&ccedil;&otilde;es financeiras a debaterem alternativas para o problema.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A quest&atilde;o n&atilde;o se restringe ao Brasil, segundo diretor de Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica em Constru&ccedil;&otilde;es do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (WBCSD), Roland Hunziker, que est&aacute; no pa&iacute;s para participar de um laborat&oacute;rio a respeito das barreiras a investimentos em efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em edif&iacute;cios. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; falta de recursos. Mas &eacute; uma quest&atilde;o de prioridades e de como apresentar o projeto para o financiador. H&aacute; um problema de tradu&ccedil;&atilde;o da linguagem t&eacute;cnica para a linguagem banc&aacute;ria&rdquo;, afirma.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Quando o investidor vai apresentar um projeto de energia renov&aacute;vel, ele diz o quanto vai gerar, qual o custo e o pre&ccedil;o de venda e, assim, calcula o retorno. Com efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica &eacute; mais dif&iacute;cil: as economias t&ecirc;m que ser estimadas e essa tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; um desafio&rdquo;, explica Hunziker. O laborat&oacute;rio do Rio faz parte de um programa que inclui outras seis cidades no mundo, com o objetivo de fomentar o consumo eficiente de eletricidade em edifica&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo ele, em exemplos bem-sucedidos no mundo, como as novas tecnologias desenvolvidas pela consultoria indiana Infosys &mdash; que substituiu o uso do ar condicionado por um sistema de resfriamento com &aacute;gua no teto de seus edif&iacute;cios &mdash; a economia pode ser de at&eacute; 50% nos gastos com eletricidade. Al&eacute;m de sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o mais modernos, a tecnologia de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em edif&iacute;cios abrange o uso de diferentes tipos de vidro para evitar a passagem de calor e a pintura do teto com tintas reflexivas, entre outras solu&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;O mundo est&aacute; cada vez mais urbano e os edif&iacute;cios s&atilde;o respons&aacute;veis por uma parte cada vez maior do consumo de energia&rdquo;, comenta Marina. Ela e Hunziker concordam que s&atilde;o necess&aacute;rias melhorias regulat&oacute;rias para incentivar investimentos no setor e garantir escala para o desenvolvimento e produ&ccedil;&atilde;o de tecnologia. O presidente do WBCSD ressalta que, na Europa, os governos j&aacute; determinaram metas de redu&ccedil;&atilde;o no consumo por edifica&ccedil;&otilde;es, como parte de seus programas de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases do efeito estufa.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Marina acredita que o Brasil ter&aacute; de adotar pol&iacute;tica semelhante em breve, se quiser cumprir as metas propostas para redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es. &ldquo;O nosso principal problema de emiss&otilde;es &eacute; o desmatamento, mas j&aacute; estamos reduzindo e, em breve, haver&aacute; pouca gordura para queimar. Se n&atilde;o colocar a efici&ecirc;ncia como meta, isso n&atilde;o vai acontecer&rdquo;, diz ela. No final do ano, em Paris, o governo ter&aacute; que confirmar suas metas de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, que servir&atilde;o de guia para a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Estudo apresentado ontem pela doutora em em planejamento energ&eacute;tico e professora da UFF Louise Lombardo mostra que, em 2010, o consumo m&eacute;dio de energia em edifica&ccedil;&otilde;es comerciais no Rio era de 40,11 quilowatts-hora (kWh) por metro quadrado por ano. Em edifica&ccedil;&otilde;es residenciais, o n&uacute;mero pulava para 49,95 kWh &mdash; Hunziker considera que um pr&eacute;dio eficiente consome entre 15 e 30 kWh por metro quadrado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;A quest&atilde;o da efici&ecirc;ncia em edif&iacute;cios residenciais tem sido um pouco negligenciada. Existe um regulamento t&eacute;cnico para a constru&ccedil;&atilde;o eficiente, mas n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio para resid&ecirc;ncias. E a&iacute;, o custo do projeto fica em primeiro lugar&rdquo;, comenta a especialista.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&lsquo;Este &eacute; o melhor momento para come&ccedil;ar a agir&rsquo;, diz o diretor de Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica em Constru&ccedil;&otilde;es do WBCSD, Roland Hunziker<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Qual a import&acirc;ncia da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em edif&iacute;cios e qual o potencial de economia?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica &eacute; importante em termos de reduzir nossa depend&ecirc;ncia por energia, que est&aacute; ficando cada vez mais escassa e tem uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa na quest&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Edif&iacute;cios consomem muita energia, em torno de 35% a 40% do consumo global, e s&atilde;o respons&aacute;veis por cerca de 30% das emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico. O que torna o tema um desafio e tamb&eacute;m uma oportunidade: a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica pode criar empregos e pode gerar novos neg&oacute;cios. Vemos que, em muitos pa&iacute;ses, a agenda de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica cresce, mas ao mesmo tempo h&aacute; uma s&eacute;rie de barreiras.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Quais s&atilde;o as barreiras?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Quando olhamos simplesmente do ponto de vista da economia, &eacute; muito simples: se voc&ecirc; usa menos energia, voc&ecirc; economiza. Mas quando voc&ecirc; percebe a necessidade de um investimento pr&eacute;vio, os benef&iacute;cios n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o claros. Primeiro, porque s&atilde;o dif&iacute;ceis de mensurar e, segundo, porque n&atilde;o dizem respeito apenas &agrave; pessoa que investe, mas tamb&eacute;m aos locat&aacute;rios ou ao dono de uma loja em shopping center. Este &eacute; apenas um exemplo de uma barreira. Mas h&aacute; outros, como a cultura de energia abundante. E esse &eacute; um caso especial no Brasil. O acesso a financiamento &eacute; outra barreira importante.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>O sr acredita que, com a crise energ&eacute;tica dos &uacute;ltimos anos, este &eacute; o momento de deslanchar o tema aqui?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Acho que sim. Tem que ser. Porque n&atilde;o se pode ampliar o consumo de energia no mesmo modelo de antes. Ent&atilde;o, voc&ecirc;s t&ecirc;m que mudar. Mas tamb&eacute;m &eacute; o momento ideal porque as pessoas come&ccedil;am a fazer perguntas: &ldquo;como vamos resolver isso?&rdquo; A gente veio aqui perguntar &agrave;s pessoas se elas querem fazer um compromisso neste sentido. Juntamos um pequeno grupo, perguntamos se &eacute; a hora certa e eles disseram: &ldquo;sim, devemos trabalhar em melhorar o entendimento sobre o tema e mostrar as solu&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para melhorar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica&rdquo;. Ent&atilde;o, tem que ser a hora certa. E penso que as pessoas est&atilde;o prontas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Mas n&atilde;o vemos no governo um direcionamento neste sentido. O governo sempre fala na oferta e olha pouco para a demanda&#8230;<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O foco na oferta &eacute; uma quest&atilde;o global. A maior parte dos governos olha a quest&atilde;o do ponto de vista da oferta, porque eles t&ecirc;m que entregar energia. E a efici&ecirc;ncia costuma vir em segundo. Mas j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel ver em outros pa&iacute;ses mecanismos para tornar a efici&ecirc;ncia &eacute; mais barata do que ampliar a oferta. Ainda n&atilde;o vimos isso no Brasil, mas vimos aqui que o governo federal determinou um mandato para efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em pr&eacute;dios p&uacute;blicos, que t&ecirc;m que seguir o selo do Procel. Ent&atilde;o, vemos que, em alguns passos, isso est&aacute; indo na dire&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia. Concordo com voc&ecirc; que o foco continua no lado da oferta, mas o que &eacute; importante &eacute; que estamos come&ccedil;ando. Por isso, esse &eacute; o melhor momento para come&ccedil;ar a agir.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Tarifas mais altas motivam a busca por maior efici&ecirc;ncia?<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Claro. Ouvi que, aqui no Brasil houve um aumento de 25% a 30% algumas semanas atr&aacute;s. Isso, &eacute; claro, tem um lado positivo, pois faz o povo acordar: &ldquo;Agora estou pagando 25% a mais. H&aacute; algo que eu possa fazer?&rdquo;. Na &Iacute;ndia, por exemplo, a energia &eacute; muito cara e isso leva a ind&uacute;stria a economizar. A ind&uacute;stria do cimento na &Iacute;ndia &eacute; a mais eficiente do mundo. Em outros mercados, &eacute; o contr&aacute;rio. A Pol&ocirc;nia, por exemplo, tem uma matriz baseada principalmente em carv&atilde;o, que &eacute; uma energia barata. Ent&atilde;o l&aacute; n&atilde;o h&aacute; tanto incentivo.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (CEBDS) mostra que as empresas brasileiras usam hoje apenas 30% dos R$ 400 milh&otilde;es dispon&iacute;veis em linhas de financiamento para projetos de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica no pa&iacute;s. As dificuldades de acesso aos recursos s&atilde;o tema do estudo &ldquo;Destravando o financiamento &agrave; efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica no Brasil&rdquo;, que ter&aacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16791\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}