{"id":16788,"date":"2015-04-16T15:54:00","date_gmt":"2015-04-16T19:54:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3101","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16788","title":{"rendered":"Em: 16\/04\/2015 &agrave;s 15:54h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>As condi&ccedil;&otilde;es macroecon&ocirc;micas desfavor&aacute;veis &ndash; em especial os juros mais altos do que seria &#8220;razo&aacute;vel&#8221;- v&atilde;o impedir que a situa&ccedil;&atilde;o ruim da ind&uacute;stria brasileira, com redu&ccedil;&atilde;o da sua import&acirc;ncia para a economia, seja revertida. Estudo realizado por Antonio Corr&ecirc;a de Lacerda, professor da PUC-SP, e por Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Superior de Inova&ccedil;&atilde;o e Competitividade (Conic) da Fiesp, aponta que juros alto e taxa cambial real efetiva valorizada s&atilde;o algumas das condi&ccedil;&otilde;es macroecon&ocirc;micas sist&ecirc;micas desfavor&aacute;veis que n&atilde;o permitir&atilde;o a recupera&ccedil;&atilde;o do setor, e, consequentemente, do crescimento do pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Sem resolver esse dilema &ndash; sem ter uma taxa de juros mais baixa e um c&acirc;mbio mais competitivo -, o pa&iacute;s n&atilde;o conseguir&aacute; retomar o crescimento&#8221;, disse Lacerda, para quem o PIB industrial deve recuar neste ano entre 2% e 325, ap&oacute;s j&aacute; ter contra&iacute;do 1,2% em 2014. Os juros t&atilde;o altos, para esses autores, n&atilde;o se justificam, nem mesmo no controle da infla&ccedil;&atilde;o. Lacerda destaca que se criou no Brasil um &#8220;sofisma&#8221; de que infla&ccedil;&atilde;o se combate com eleva&ccedil;&atilde;o de taxas de juros, independentemente da sua causa. Para ele, grande parte da infla&ccedil;&atilde;o brasileira nos &uacute;ltimos anos tem pouca rela&ccedil;&atilde;o com o excesso de demanda (o que justificaria o seu combate com base em restri&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O entendimento desses autores &eacute; que as press&otilde;es inflacion&aacute;rias no Brasil decorrem principalmente de quest&otilde;es de oferta: falta de investimentos, problemas de estiagem, urbaniza&ccedil;&atilde;o, que encarecem produtos agr&iacute;colas, entre outras quest&otilde;es, que n&atilde;o se resolvem com juros mais altos. Para os pesquisadores, o pa&iacute;s tem uma taxa de juros &#8220;al&eacute;m do que seria razo&aacute;vel&#8221;. Para mostrar isso, chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que, considerando a d&iacute;vida l&iacute;quida do setor p&uacute;blico sobre o PIB, o Brasil &#8211; numa lista de dez pa&iacute;ses selecionados &#8211; &eacute; o que mais gasta com pagamento de juros como propor&ccedil;&atilde;o do PIB. &#8220;Temos uma carga de juros que &eacute; de 5,2% do PIB, muito maior do que a Gr&eacute;cia (3,6%), que &eacute; um pa&iacute;s quebrado&#8221;, disse Lacerda.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O Brasil, com d&iacute;vida l&iacute;quida de 33,6% do PIB, tem um custo de financiamento de5,2% do PIB, enquanto pa&iacute;ses, cujas d&iacute;vidas l&iacute;quidas s&atilde;o proporcionalmente equivalentes, t&ecirc;m um custo de financiamento de cerca da metade, ou ainda menos que o brasileiro, como Pol&ocirc;nia (2,1%), Holanda (1,3%), Canad&aacute; (0,4%) e Coreia do Sul (-0,4%)&#8221;, refor&ccedil;am os pesquisadores no estudo.Uma taxa &#8220;mais razo&aacute;vel&#8221; levaria em conta a isonomia do Brasil em rela&ccedil;&atilde;o aos seus concorrentes internacionais. &#8220;Ou seja, uma taxa de juro real da ordem de 1% a 2% ao ano, mas atualmente estamos em 5%&#8221;, disse Lacerda.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os autores chegam a sugerir reformar a d&iacute;vida p&uacute;blica brasileira introduzindo uma estrutura a termo da taxa de juros, premiando o longo prazo em detrimento do curto prazo. Segundo o estudo, hoje a d&iacute;vida est&aacute; excessivamente concentrada no curto prazo e os t&iacute;tulos, &#8220;ao contr&aacute;rio da normalidade, oferecem simultaneamente liquidez imediata, razo&aacute;vel n&iacute;vel de seguran&ccedil;a e elevada rentabilidade&#8221;, escrevem. A mudan&ccedil;a na estrutura da d&iacute;vida traria &#8220;benef&iacute;cios&#8221; ao pa&iacute;s, porque reduziria o custo de financiamento da d&iacute;vida, diminuiria o elevado custo do financiamento e do cr&eacute;dito, com vantagens para oferta de linhas de longo prazo no mercado, &#8220;hoje basicamente restritas aos bancos p&uacute;blicos&#8221;, afirmam os autores. Isso favoreceria o setor industrial, hoje com cr&eacute;dito mais escasso e mais caro para realizar investimentos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O ajuste do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, &eacute; criticado principalmente porque al&eacute;m de concentrar cortes de investimento p&uacute;blico, corte de desonera&ccedil;&otilde;es, &eacute; combinado com eleva&ccedil;&atilde;o de juros. &#8220;Isso toma todo o quadro ainda mais grave&#8221;, diz Lacerda. Para o professor da PUC-SP, a &uacute;nica mudan&ccedil;a que seria capaz de afetar positivamente a ind&uacute;stria neste ano seria a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, em raz&atilde;o dos seus efeitos sobre a melhora das condi&ccedil;&otilde;es para o setor competir com os importados no mercado nacional e pela amplia&ccedil;&atilde;o do mercado externo que pode proporcionar.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mas, ressalta, que entre algumas das limita&ccedil;&otilde;es para que esse processo ocorra est&aacute; o fato de que a desvaloriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; algo que acontece apenas com a moeda brasileira neste momento. &#8220;Essa n&atilde;o &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica do pa&iacute;s, pois h&aacute; um movimento de desvaloriza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias moedas frente ao d&oacute;lar&#8221;, ressaltou. Dessa forma, explica ele, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real frente ao d&oacute;lar d&aacute; maior competitividade do Brasil frente aos Estados Unidos, mas n&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses. O estudo faz parte do livro &#8220;Ind&uacute;stria e Desenvolvimento Produtivo no Brasil&#8221;, que ser&aacute; lan&ccedil;ado pelo Ibre &#8211; FGV no pr&oacute;ximo m&ecirc;s.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As condi&ccedil;&otilde;es macroecon&ocirc;micas desfavor&aacute;veis &ndash; em especial os juros mais altos do que seria &#8220;razo&aacute;vel&#8221;- v&atilde;o impedir que a situa&ccedil;&atilde;o ruim da ind&uacute;stria brasileira, com redu&ccedil;&atilde;o da sua import&acirc;ncia para a economia, seja revertida. Estudo realizado por Antonio Corr&ecirc;a de Lacerda, professor da PUC-SP, e por Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Superior de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16788"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16788\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}