{"id":1649,"date":"2014-07-15T17:11:00","date_gmt":"2014-07-15T21:11:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-1665","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=1649","title":{"rendered":"Em: 15\/07\/2014 &agrave;s 17:11h por Por Rafael Monaco &#8211; Foto: Jos\u00e9 Paulo Lacerda &#8211; Do Portal da"},"content":{"rendered":"<p><span>Entre as sugest&otilde;es apresentadas pela CNI aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica est&aacute; a facilita&ccedil;&atilde;o do acesso de pequenas e m&eacute;dias empresas &agrave;s linhas de cr&eacute;dito para a pesquisa e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico<\/span><\/p>\n<p><span>O Brasil apresenta diversos entraves para o crescimento sustent&aacute;vel da economia, a despeito do muito que se avan&ccedil;ou nos &uacute;ltimos anos, persistem problemas na legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista e tribut&aacute;ria, nos recursos de infraestrutura e nos n&iacute;veis de juros e c&acirc;mbio. O financiamento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o no Brasil ainda est&aacute; baseado nas modalidades de fomento e de cr&eacute;dito. Entre 1999 e 2013, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) desembolsou R$ 13,7 bilh&otilde;es em opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito &#8211; por meio de programas e linhas de inova&ccedil;&atilde;o. Somam-se a isso outros R$ 18,5 milh&otilde;es por meio do cart&atilde;o BNDES. A Ag&ecirc;ncia Brasileira de Inova&ccedil;&atilde;o (Finep)contratou R$ 16,4 bilh&otilde;es, tamb&eacute;m em opera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito, entre 2005 e 2013.<\/span><\/p>\n<p><span>Mas, nos &uacute;ltimos anos, diminuiu o volume de recursos para subven&ccedil;&atilde;o destinados &agrave; inova&ccedil;&atilde;o. Em 2010, o total dispon&iacute;vel na Finep era de R$ 523 milh&otilde;es. Em 2012, caiu para R$ 64 milh&otilde;es. No ano passado, aumentou um pouco: R$ 120 milh&otilde;es. Na vis&atilde;o da ind&uacute;stria, o est&iacute;mulo ao empreendedorismo e o incentivo a setores de maior intensidade tecnol&oacute;gica dependem da capitaliza&ccedil;&atilde;o das empresas por meio de outros mecanismos. Por isso, a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) preparou propostas para a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema de financiamento de inova&ccedil;&atilde;o. As sugest&otilde;es est&atilde;o no documento Financiamento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o: a necessidade de mudan&ccedil;as, que integra o projeto Propostas da Ind&uacute;stria para as elei&ccedil;&otilde;es 2014.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: arial, sans-serif;\">&nbsp;&nbsp;<\/span>Apesar de haver cr&eacute;dito, os recursos n&atilde;o reembols&aacute;veis &ndash; essenciais para investimentos de risco &ndash; t&ecirc;m diminu&iacute;do no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>Conforme a CNI, as linhas de cr&eacute;dito s&atilde;o positivas, mas as empresas de menor porte t&ecirc;m dificuldade de acesso ao financiamento de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (P, D &amp; I). Essa limita&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m atinge novos neg&oacute;cios &#8211; quando as empresas n&atilde;o t&ecirc;m garantias para a tomada do empr&eacute;stimo. O cr&eacute;dito &eacute; adequado quando o investimento est&aacute; sujeito apenas ao risco de mercado, mas n&atilde;o quando est&atilde;o em jogo elevados riscos tecnol&oacute;gicos ou quando existe o risco monet&aacute;rio, caso dos investimentos em inova&ccedil;&atilde;o. O Inova Empresa &ndash; programa do governo &ndash; vai nesta linha e colaborou para o aumento da oferta de recursos reembols&aacute;veis, tamb&eacute;m amparada pelo Programa de Sustenta&ccedil;&atilde;o do Investimento (PSI) do BNDES, operado em conjunto com a Finep.<\/p>\n<p>Apesar de haver cr&eacute;dito, os recursos n&atilde;o reembols&aacute;veis &ndash; essenciais para investimentos de risco &ndash; t&ecirc;m diminu&iacute;do. O valor mais representativo de financiamento desse tipo (subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica) &eacute; do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (FNDCT). A Lei Or&ccedil;ament&aacute;ria Anual 2014 prev&ecirc; cerca de R$ 3,42 bilh&otilde;es para o FNDCT, sendo apenas R$ 266,1 milh&otilde;es para subven&ccedil;&atilde;o. Parte desse recurso j&aacute; est&aacute; comprometida com os editais do Inova Empresa (R$ 134,9 milh&otilde;es), que deixa o sistema de financiamento praticamente sem recursos novos para subven&ccedil;&atilde;o este ano. J&aacute; o Fundo Tecnol&oacute;gico (Funtec) do BNDES tem or&ccedil;amento pouco expressivo de n&atilde;o reembols&aacute;veis, em torno de R$ 100 milh&otilde;es anuais.<\/p>\n<p>A Finep conta com reserva financeira para cobrir os compromissos correntes e operar contratos em negocia&ccedil;&atilde;o e previstos para 2014, mas poder&aacute; ter problemas em 2015 se a restri&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria para subven&ccedil;&atilde;o for mantida. Esse &eacute; um t&oacute;pico que merece prioridade na pauta do governo federal.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>FINANCIAMENTO AL&Eacute;M-CR&Eacute;DITO<\/strong><span style=\"color: #000000; font-family: arial, sans-serif;\">&nbsp;&ndash;&nbsp;<\/span>Para as empresas, a subven&ccedil;&atilde;o &eacute; estrat&eacute;gica. No momento em que o Inova Empresa n&atilde;o possuiu recursos para subven&ccedil;&atilde;o, funciona como uma linha de financiamento igual a outras operadas pelo BNDES, com condi&ccedil;&otilde;es especiais, mas sem corresponder &agrave; especificidade da inova&ccedil;&atilde;o &#8211; que &eacute; o risco impl&iacute;cito e inerente a projetos de inova&ccedil;&atilde;o mais radical.<\/p>\n<p>Entre as sugest&otilde;es da CNI para modernizar o sistema de financiamento de inova&ccedil;&atilde;o est&atilde;o:<\/p>\n<p>&bull; Ampliar o apoio governamental aos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (P, D &amp; I) frente ao esgotamento do FNDTC como principal fonte de recursos;<\/p>\n<p>&bull; Refor&ccedil;ar investimentos de maior risco com renda vari&aacute;vel e com recursos de subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, considerando que a &ecirc;nfase no cr&eacute;dito n&atilde;o &eacute; suficiente para viabilizar inova&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&bull; Estimular o empreendedorismo e o capital de risco, incluindo concess&atilde;o de est&iacute;mulos para constitui&ccedil;&atilde;o de fundos m&uacute;tuos de investimento, que sejam atrativos para pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas;<\/p>\n<p>&bull; Fortalecer a infraestrutura de laborat&oacute;rios para desenvolvimento de pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica;<\/p>\n<p>&bull; Estender, por horizonte indeterminado, condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis do PSI para o cr&eacute;dito &agrave; inova&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&bull; Elevar a disponibilidade de recursos para projetos cooperativos na modalidade n&atilde;o reembols&aacute;vel.<\/p>\n<p><\/p>\n<h4>PROPOSTAS PARA AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES 2014<span style=\"text-decoration: underline;\">&nbsp;<\/span><\/h4>\n<p><\/p>\n<p><span>Propostas da Ind&uacute;stria para as Elei&ccedil;&otilde;es 2014 &eacute; um documento elaborado pela CNI que re&uacute;ne 42 estudos com recomenda&ccedil;&otilde;es sobre os principais temas da agenda da ind&uacute;stria para o desenvolvimento do pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos anos. O documento ser&aacute; entregue aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e os principais pontos ser&atilde;o debatidos no dia 30 de julho entre os presidenci&aacute;veis e os empres&aacute;rios em encontro na sede da CNI em Bras&iacute;lia. Desde a elei&ccedil;&atilde;o de 1994, a CNI entrega documento com propostas aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ao longo de mais de nove meses, a CNI promoveu debates, reuni&otilde;es e consolidou propostas em conjunto com dezenas de especialistas, consultores e representantes das associa&ccedil;&otilde;es setoriais da ind&uacute;stria e das federa&ccedil;&otilde;es estaduais. Algumas das propostas ser&atilde;o apresentadas em formato de projetos de lei e atos normativos. Todos os projetos foram elaborados com base no Mapa Estrat&eacute;gico da Ind&uacute;stria 2013-2022, que estabelece as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para fazer o Brasil crescer mais e melhor.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Assim como o Mapa, as propostas aos presidenci&aacute;veis s&atilde;o divididas em dez fatores-chave: educa&ccedil;&atilde;o; ambiente macroecon&ocirc;mico; efici&ecirc;ncia do Estado; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e burocracia; desenvolvimento de mercados; rela&ccedil;&otilde;es de trabalho; financiamento; infraestrutura; tributa&ccedil;&atilde;o; inova&ccedil;&atilde;o e produtividade. Com a carteira de projetos, a CNI pretende ajudar o governante eleito a aumentar a competitividade da ind&uacute;stria e do Brasil.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as sugest&otilde;es apresentadas pela CNI aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica est&aacute; a facilita&ccedil;&atilde;o do acesso de pequenas e m&eacute;dias empresas &agrave;s linhas de cr&eacute;dito para a pesquisa e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico O Brasil apresenta diversos entraves para o crescimento sustent&aacute;vel da economia, a despeito do muito que se avan&ccedil;ou nos &uacute;ltimos anos, persistem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1649"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1649"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1649\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}