Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
Volume injetado na rede pela MMGD aumentou 16,2 TWh em um ano; participação do mercado livre no consumo subiu para 39,9%
A energia injetada na rede pela MMGD (micro e minigeração distribuída) chegou a 55,3 TWh em 2025, crescimento de 41,8% em relação aos 39,1 TWh registrados em 2024.
Em termos absolutos, o aumento foi de 16,2 TWh, segundo os dados da edição 2026 do painel Mercado de Distribuição, disponibilizados pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
O avanço mantém a trajetória de expansão da MMGD. Em 2021, o volume injetado havia sido de 9,1 TWh. Quatro anos depois, esse montante era aproximadamente seis vezes maior.
Os números ajudam a explicar o aumento dos cortes de geração em usinas centralizadas, adotados para manter o equilíbrio do sistema elétrico em períodos de elevada produção da geração distribuída.
A classe residencial respondeu pela maior parcela da energia injetada em 2025, com 23,6 TWh, ou 42,7% do total. Na sequência aparecem as classes comercial, com 19,5 TWh, e rural, com 6 TWh. Em relação a 2024, a injeção cresceu 44,1% entre os consumidores residenciais e 43,4% entre os comerciais.
O Sudeste concentrou o maior volume regional, com 19,4 TWh. Nordeste e Sul registraram 12,7 TWh e 10,1 TWh, respectivamente. Embora tenha apresentado o maior volume, o Sudeste teve a menor taxa de crescimento entre as regiões, de 37,7%. No Centro-Oeste, a alta chegou a 50,1%.
A expansão da MMGD ocorreu em um ano de relativa estabilidade do consumo de energia no mercado de distribuição. O indicador passou de 513,4 TWh em 2024 para 516,4 TWh em 2025, aumento de 0,6%.
O mercado livre também ampliou sua participação no consumo de energia. Em 2025, os consumidores livres responderam por 206,2 TWh, o equivalente a 39,9% do total registrado no mercado de distribuição. Em 2024, essa participação era de 37,4%.
Enquanto o consumo dos clientes livres cresceu 7,5% em um ano, o dos consumidores cativos recuou 3,5%, para 310,2 TWh.
Para 2026, a EPE projeta que a energia injetada pela MMGD alcance 65,3 TWh, alta de 18% sobre 2025. Se a estimativa se confirmar, serão aproximadamente 10 TWh adicionais em um ano. A participação dos consumidores livres no consumo total também deve avançar, chegando a 41,2%.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental