Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
Brasil e República da Coreia deram um novo passo na parceria estratégica no setor energético. Os dois países assinaram nesta segunda-feira, 27 de julho, um Memorando de Entendimento (MoU) sobre cooperação na área de energia, com foco na aceleração da transição energética e no desenvolvimento de tecnologias limpas. O acordo estabelece um novo marco para o desenvolvimento de ações conjuntas em áreas estratégicas do setor energético. Entre os temas prioritários estão energias renováveis, eficiência energética, transmissão e distribuição.
O memorando também prevê o compartilhamento de informações científicas, técnicas e regulatórias. E a aproximação entre instituições públicas e privadas, o desenvolvimento de projetos-piloto e a promoção de iniciativas conjuntas em fóruns internacionais de energia.
O Memorando de Entendimento terá vigência inicial de cinco anos, com renovação automática. O documento estabelece uma agenda permanente de cooperação entre Brasil e República da Coreia. O acordo reafirma o compromisso dos dois países com a implementação do Acordo de Paris e com o desenvolvimento de soluções para acelerar a transição energética global.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro do Comércio, Indústria e Energia da República da Coreia, JungKwan Kim, acordaram Comunicado Conjunto sobre Minerais Críticos e Estratégicos, durante reunião bilateral. O Comunicado registra a intenção dos países em ampliar a cooperação para o desenvolvimento de cadeias de valor para minerais da transições energética. Na ocasião, os representantes dos dois países ressaltaram a importância de preservar a soberania nacional e o espaço de formulação de políticas públicas no desenvolvimento do setor mineral.
O texto reafirma o interesse dos dois países em aprofundar o diálogo institucional e estimular iniciativas para o fortalecimento das cadeias produtivas de minerais críticos e estratégicos. Entre os principais eixos estão o incentivo ao processamento mineral, ao refino e à agregação de valor próximos às áreas de extração, além da promoção da pesquisa, do desenvolvimento, da inovação e da transferência de tecnologia. O comunicado também prevê o fortalecimento das capacidades institucionais, o incentivo a investimentos, especialmente nos segmentos intermediários e finais da cadeia mineral, e a criação de mecanismos permanentes de intercâmbio técnico entre os dois governos.
O Brasil tem defendido que o potencial mineral do país seja acompanhado pela ampliação das etapas de processamento, transformação industrial e inovação tecnológica. A diretriz é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento de cadeias produtivas de maior valor agregado. Ao mesmo tempo , o país avança no aperfeiçoamento de seu marco para minerais críticos e estratégicos e amplia o diálogo internacional para identificar novas oportunidades de cooperação.
Além da cooperação no setor mineral, os dois países também identificam oportunidades para ampliar a parceria em áreas como hidrogênio de baixa emissão de carbono e tecnologias de combustão conjunta de carvão com hidrogênio ou amônia para reduzir as emissões de carbono. Além disso, bioenergia e combustíveis renováveis, eficiência energética e infraestrutura inteligente. Há ainda potencial para o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados ao armazenamento em baterias, captura de carbono e outras soluções relacionadas à transição energética. No campo dos minerais críticos, o diálogo já contempla matérias primas como lítio, terras raras, níquel e grafita, fundamentais para baterias e indústrias de baixo carbono.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental