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Brasil e República da Coreia assinam acordo para ampliar cooperação em transição energética e minerais críticos

Em: 29/07/2026 às 08:53h por Canal Energia

Memorando de Entendimento prevê ações conjuntas em renováveis, eficiência energética, redes e capacitação técnica. Já comunicado conjunto reforça interesse dos dois países em aprofundar diálogo e estimular fortalecimento das cadeias produtivas de minerais

 

Brasil e República da Coreia deram um novo passo na parceria estratégica no setor energético. Os dois países assinaram nesta segunda-feira, 27 de julho, um Memorando de Entendimento (MoU) sobre cooperação na área de energia, com foco na aceleração da transição energética e no desenvolvimento de tecnologias limpas. O acordo estabelece um novo marco para o desenvolvimento de ações conjuntas em áreas estratégicas do setor energético. Entre os temas prioritários estão energias renováveis, eficiência energética, transmissão e distribuição.


Compartilhando de informações


O memorando também prevê o compartilhamento de informações científicas, técnicas e regulatórias. E a aproximação entre instituições públicas e privadas, o desenvolvimento de projetos-piloto e a promoção de iniciativas conjuntas em fóruns internacionais de energia.


O Memorando de Entendimento terá vigência inicial de cinco anos, com renovação automática. O documento estabelece uma agenda permanente de cooperação entre Brasil e República da Coreia. O acordo reafirma o compromisso dos dois países com a implementação do Acordo de Paris e com o desenvolvimento de soluções para acelerar a transição energética global.


Minerais estratégicos


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro do Comércio, Indústria e Energia da República da Coreia, JungKwan Kim, acordaram Comunicado Conjunto sobre Minerais Críticos e Estratégicos, durante reunião bilateral. O Comunicado registra a intenção dos países em ampliar a cooperação para o desenvolvimento de cadeias de valor para minerais da transições energética. Na ocasião, os representantes dos dois países ressaltaram a importância de preservar a soberania nacional e o espaço de formulação de políticas públicas no desenvolvimento do setor mineral.


O texto reafirma o interesse dos dois países em aprofundar o diálogo institucional e estimular iniciativas para o fortalecimento das cadeias produtivas de minerais críticos e estratégicos. Entre os principais eixos estão o incentivo ao processamento mineral, ao refino e à agregação de valor próximos às áreas de extração, além da promoção da pesquisa, do desenvolvimento, da inovação e da transferência de tecnologia. O comunicado também prevê o fortalecimento das capacidades institucionais, o incentivo a investimentos, especialmente nos segmentos intermediários e finais da cadeia mineral, e a criação de mecanismos permanentes de intercâmbio técnico entre os dois governos.


Atrair investimentos para desenvolvimento de cadeias produtivas

O Brasil tem defendido que o potencial mineral do país seja acompanhado pela ampliação das etapas de processamento, transformação industrial e inovação tecnológica. A diretriz é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento de cadeias produtivas de maior valor agregado. Ao mesmo tempo , o país avança no aperfeiçoamento de seu marco para minerais críticos e estratégicos e amplia o diálogo internacional para identificar novas oportunidades de cooperação.


Além da cooperação no setor mineral, os dois países também identificam oportunidades para ampliar a parceria em áreas como hidrogênio de baixa emissão de carbono e tecnologias de combustão conjunta de carvão com hidrogênio ou amônia para reduzir as emissões de carbono. Além disso, bioenergia e combustíveis renováveis, eficiência energética e infraestrutura inteligente. Há ainda potencial para o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados ao armazenamento em baterias, captura de carbono e outras soluções relacionadas à transição energética. No campo dos minerais críticos, o diálogo já contempla matérias primas como lítio, terras raras, níquel e grafita, fundamentais para baterias e indústrias de baixo carbono.