Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Baterias podem aumentar créditos de GD em 60%, avalia TR soluções

Em: 30/06/2026 às 08:31h por Canal Energia

Análise observou usinas solares remotas conectadas ao subgrupo A4. Comprovação está baseada na diferença entre tarifas ao longo do dia e na Ponta

 

Uma análise da TR Soluções mostra que a instalação de sistemas de armazenamento de energia diretamente em usinas solares remotas conectadas ao subgrupo A4 pode ampliar em mais de 60% os créditos obtidos pelos prosumidores. Esse comportamento ocorre com a injeção de energia dessas usinas na rede. A constatação está baseada na diferença entre as tarifas ao longo do dia e o horário de ponta, no início da noite. Esse período é quando a energia armazenada seria propositalmente entregue à rede. Nesse sentido, a análise também leva em conta se o prosumidor adotasse a Tarifa Branca e que usasse durante o dia os créditos associados à entrega da energia à rede.


Segundo a análise, além da vantagem econômica, a estratégia pode fornecer um serviço importante ao Sistema Interligado Nacional. Assim, a injeção de energia no horário de Ponta alivia a infraestrutura da rede de distribuição e transmissão exatamente quando ela mais exige. De acordo com a empresa, com o armazenamento da energia ao longo do dia e seu fornecimento à rede na hora da ponta, a lógica de mercado se inverte a favor do consumidor vinculado à usina.


Usinas operam com fator de ajuste que depende do valor das tarifas


Desse modo, pelas regras da compensação da energia de GD, essas usinas operam com um fator de ajuste que depende das tarifas de energia. Além disso, a relação é de para cada 1 kWh injetado, 1 kWh caso a compensação se dê no mesmo horário em que a energia for gerada. Ademais, o consumidor pode usar o crédito posteriormente.


Porém, se a compensação for em hora diferente da que a energia foi injetada, há mudança. A regulação exige que o abatimento obedeça à relação econômica entre as Tarifas de Energia dos respectivos postos tarifários. No caso analisado, essa relação seria entre a TE Ponta Branca (origem) / TE Fora de Ponta Branca (destino).


Dessa forma, a relação entre a TE Ponta Branca (origem) e a TE Fora de Ponta Branca (destino) seria de R$ 474,50 para R$ 295,27. Assim, isso resulta em um fator de ajuste de 1,61. Na prática o sistema de armazenamento deixa de ser uma tecnologia de nicho e se estabelece como alicerce da viabilidade econômica do prosumidor moderno.


Por fim, além da vantagem para o consumidor, a injeção concentrada de energia no horário de ponta alivia a infraestrutura da rede de distribuição e transmissão exatamente quando ela mais exige. Dessa forma, mitiga os efeitos nocivos da “Curva do Pato” e reduz o risco de sobrecargas noturnas.