Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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MMGD já altera funcionamento da rede e discussão precisa evoluir, diz Feitosa

Em: 23/04/2026 às 08:33h por Canal Energia

Diretor da Aneel destacou que é preciso debater o tema do ponto de vista da operação do sistema

 

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou nesta terça-feira, 22 de abril, que a micro e minigeração distribuída alcançou uma escala que já altera de forma significativa o funcionamento das redes. Por isso, o setor precisa evoluir na discussão de conexão de GD para a operação da rede com geração distribuída.


Feitosa, que defende punição rigorosa para a alteração irregular de instalações de MMGD, lembrou que o crescimento desses sistemas é um movimento relevante. Entretanto, traz grandes desafios para o planejamento, a operação, a fiscalização e a alocação adequada de custos no setor.


O Brasil contabiliza mais de 47 GW de potência instalada, com mais de 4 milhões de sistemas e cerca de 7 milhões de unidades consumidoras beneficiadas. Dados do Operador Nacional do Sistema apontam, porém, para indícios de subdimensionamento dessa capacidade. Por conta disso, a agência aprovou a abertura de consulta publica para discutir alterações nas regras atuais, tornando-as mais eficazes.


Curtailment

Um dos impactos do crescimento da GD são os cortes de geração. O curtailment atinge não apenas a solar e a eólica centralizadas, mas também de forma significativa as usinas hidrelétricas, lembrou o diretor.


“Nós temos discutido muito o efeito do curtailment das renováveis. Mas, recentemente, também assisti a uma reportagem que mostra vertimentos em usinas relevantes para o país que ainda encontram-se em fase de pagamento das suas dívidas,” destacou o diretor. O desperdício de água não utilizada para a geração de energia é equivalente a uma usina do porte de Jirau de 3.750 MW. O que é preocupante, na avaliação de Feitosa, pela “desotimização” no setor elétrico.


Além disso, a expansão da geração distribuída aumenta a necessidade de coordenação e de investimentos em infraestrutura de rede. Nesse contexto, segundo ele, a modernização tarifária não é apenas desejada, mas necessária. Feitosa também destacou a qualidade no fornecimento de energia com uma agenda convergente com a discussão da estrutura tarifária e dos impactos da GD no setor