Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Mercado livre cresceu 8% em volume e movimentou R$ 283 bi em 2025

Em: 13/03/2026 às 14:07h por Canal Energia

Dados da Abraceel mostram que o ambiente livre passou a representar 42% do mercado de energia elétrica no ano passado

 

O mercado livre de energia elétrica teve crescimento no consumo de 8% em 2025, chegando a 30.575 MW médios. Em razão disso, o movimento financeiro totalizou R$ 283 bilhões no ano passado. Esse valor representa um aumento nominal de 46% em relação a 2024.


Os dados são do Boletim Anual da Energia Livre, publicado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia. O resultado foi consolidado pela Abraceel. A entidade mostra que o ambiente livre passou a representar cerca de 42% de toda a energia elétrica consumida no país.


Para a entidade, o crescimento comprova o sucesso da liberalização do mercado. No entanto, lembra que, por enquanto, apenas consumidores em alta e média tensão podem escolher livremente seu fornecer do energia. Além disso, cita que a abertura para a baixa tensão vai ocorrer somente a partir de novembro de 2027, conforme aponta a lei 15.269, sancionada em 25 de novembro de 2025.


Migração para o ACL


Em 2025, 18.928 novas unidades consumidoras migraram para o mercado livre . O número representa crescimento de 29% no ano. De acordo com os dados do boletim, 83.425 unidades consumidoras já podem acessar o ambiente de livre comercialização.


A maior parte das migrações – 61% do total – foi registrada em estados das regiões Sudeste e Sul do país. Nesse sentido, São Paulo liderou o movimento, com 5.454 unidades consumidoras. Além disso, no Paraná, o número chegou a 2.039. No ranking, aparece Minas Gerais com 1.550 unidades, seguido pelo Rio Grande do Sul com a 1.399. Ademais, o Rio de Janeiro surge com 1.038 unidades consumidoras.


O mercado livre também responde pelo consumo de 62% da energia elétrica gerada por usinas eólicas, 91% das solares centralizadas, 92% da energia das usinas a biomassa e 57% de PCHs.