Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O Brasil anunciou, em nota conjunta assinada pelos ministérios de Minas e Energia e Relações Exteriores a adesão à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear. O evento ocorreu na última quarta-feira, 11 de março. De acordo com a nota, a iniciativa busca mobilizar governos, bem como, indústrias e instituições financeiras para ampliar, até 2050, a capacidade instalada dessa fonte energética no mundo. O anúncio ocorreu durante a II Cúpula sobre Energia Nuclear, em Paris, organizada pela França com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica. Na ocasião, China, Bélgica e Itália também aderiram à iniciativa, que, dessa forma, passou a contar com o apoio de 38 países.
Lançada durante a COP 28, em Dubai, a declaração integra os esforços para fortalecer a segurança energética, e ainda, atender à crescente demanda mundial por energia. Ao mesmo tempo, busca acelerar a transição energética por meio de fonte de baixa emissão de carbono, contribuindo para o cumprimento das metas climáticas globais.
Além disso, ao endossar essa iniciativa, o Brasil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento responsável da energia nuclear. Ademais, está em conformidade com elevados padrões de segurança, proteção e não proliferação.
Com mais de quatro décadas de operação segura de usinas nucleares, o país domina o ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível. Nesse sentido, o país possui duas usinas nucleares, Angra 1 e 2, que somam mais de 2 mil MW. A outra usina do complexo, Angra 3, está com o canteiro paralisado desde 2015. O motivo é a falta de fôlego financeiro da Eletronuclear para concluir o projeto. Em fevereiro, o governo publicou decreto com as diretrizes do Comitê do Programa Nuclear Brasileiro.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental