Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A primeira revisão semanal do Programa Mensal de Operação já apresentou uma reversão na projeção de carga. Enquanto na semana passada o ONS indicava uma previsão de crescimento, sete dias depois esse sinal inverteu e está no campo negativo, em 0,5%. Se a previsão se confirmar serão 85.761 MW médios ao fechamento de março. O maior responsável pela performance é o Sudeste/Centro-Oeste com queda esperada de 2,4% na comparação com março do ano passado.
Porém, nos demais submercados a perspectiva é de crescimento. O índice mais elevado está no Norte, com 4,6%. Já no Nordeste a elevação é de 1,7%, enquanto no Sul está em 1,1%.
De acordo com o ONS, a energia natural afluente mostra sinais positivos para o final do período. A exceção está no sul com ENA equivalente a 33% da média de longo termo. Nos demais submercados os níveis de afluências estão elevados. O mais alto está no NE com 115% da MLT. A previsão no Norte é de 95% e no SE/CO está em 86% da média de longo termo.
Com esses dados o custo marginal de operação médio recuou na comparação com a semana passada. Os valores estão diferentes em todos os submercados. O mais elevado continua no sul com R$ 434,62/MWh, seguido do SE/CO com R$ 395,68. Enquanto isso, no norte aumentou para R$ 294,94/MWh e no Nordeste o valor está em pouco mais de R$ 150 por MWh.
O documento do ONS aponta que o nível dos reservatórios mantém a curva ascendente. O cálculo do Operador mostra o Norte com 96% da capacidade de armazenamento ocupada ao final do mês. Logo depois vem o Nordeste com previsão de 85,7% e depois o SE/CO com 65,2%. Entretanto no Sul a curva é de redução dos atuais 38,5% para 32,1%.
Dessa forma, a previsão de despacho térmico recuou para a semana operativa que começa no próximo sábado, 7 de março. O ONS indica a geração de 7.496 MW médios. A maior parte está classificada por inflexibilidade declarada pelos geradores, são 5.271 MW médios. Os 2.225 MW médios são por ordem de mérito.
Assim, o custo de operação esperado para a semana operativa atual é de R$ 478,9 milhões. A projeção para as próximas é de média de R$ 220,8 milhões por semana.
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