Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O potencial de expansão das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e das Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) colocou o setor elétrico novamente no centro do debate nacional. Representando Mato Grosso, o Sindenergia MT participou da 9ª Conferência Nacional de PCHs e CGHs, realizada em Foz do Iguaçu (PR), de 23 a 26 de fevereiro, levando ao evento o peso de um dos estados com maior presença nesse segmento no país.
A delegação do sindicato é composta pelo presidente Carlos Garcia, pelo diretor executivo Marcelus Mesquita e pelos diretores Osvaldo Gori, Rubens Araújo e Lívio Recidive. O encontro reúne investidores, especialistas, autoridades e representantes do setor elétrico para discutir regulação, expansão e segurança energética em um momento considerado estratégico para a matriz brasileira.
Levantamento apresentado durante a conferência pela Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aponta que o Brasil possui potencial para mais que dobrar a capacidade instalada atual no segmento. São 1.089 novos aproveitamentos hidrelétricos já mapeados, com estimativa superior a 14.106 MW. Atualmente, o país conta com 430 empreendimentos em operação, responsáveis por mais de 6.031 MW.
O cenário de crescimento ganhou reforço com o Leilão de Energia de 2025, que prevê a construção de 55 novas PCHs e CGHs até 2027, acrescentando aproximadamente 738 MW ao sistema elétrico nacional.
Mato Grosso aparece como protagonista nesse contexto. O estado possui 69 PCHs e 61 CGHs em operação, que juntas somam 1.198 MW de potência instalada, consolidando-se como um dos principais polos de geração distribuída de energia hídrica do país. Conforme a Aneel, há outros 73 projetos de PCH em Mato Grosso em construção ou construção não iniciada.
Para o presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, a discussão sobre a expansão das PCHs precisa ser encarada como parte de uma estratégia nacional de fortalecimento da segurança energética e de consolidação das fontes renováveis.
“O Brasil tem um potencial extraordinário já identificado e Mato Grosso é parte importante desse cenário. Estamos falando de energia limpa, de geração próxima aos centros de consumo e de desenvolvimento regional. É fundamental que haja previsibilidade regulatória e segurança jurídica para que os investimentos avancem”, afirmou.
Já o diretor executivo Marcelus Mesquita avaliou que os números apresentados na conferência demonstram que o segmento ainda está longe de atingir seu limite de crescimento e que o momento exige planejamento técnico e integração entre os entes reguladores e os empreendedores.
“Mato Grosso tem grande potencial de geração hídrica inexplorado. O debate aqui é sobre como transformar esse potencial mapeado em projetos viáveis, com responsabilidade ambiental e inserção adequada no sistema elétrico nacional”, pontuou.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental