Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
Entrou em vigor nesta terça-feira (24) uma nova tarifa de importação de 10% aplicada pelo governo dos Estados Unidos a produtos provenientes de todos os países, incluindo componentes de energia solar.
A medida foi implementada sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após a Suprema Corte norte-americana ter derrubado tarifas anteriores baseadas na lei IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) por serem consideradas inconstitucionais.
Segundo o aviso da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras), a alíquota de 10% é temporária e limitada a 150 dias, podendo ser ajustada pelo Congresso ou por futuras ordens executivas. A Casa Branca sinalizou que a tarifa poderá ser elevada para 15% em breve.
A SEIA (Solar Energy Industries Association) alertou que a nova tarifa pode gerar aumento nos custos de instalação de projetos solares, afetando desenvolvedores e consumidores residenciais. Executivos do setor informam que os preços de componentes como painéis, células solares e baterias já subiram até 30% devido a tarifas sobre metais e insumos.
Além disso, a associação ressaltou que as tarifas anteriores resultaram na perda de mais de 62.000 empregos e interrupção de bilhões de dólares em investimentos, destacando a incerteza no mercado gerada pela falta de diretrizes claras sobre a implementação das novas regras.
Embora a medida seja direcionada ao mercado americano, a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) já projeta impactos no Brasil. O país importa grande parte de seus componentes solares e as mudanças nas políticas comerciais dos EUA podem influenciar os preços e a disponibilidade de painéis e células no território americano.
A associação prevê retração de 7% no mercado solar brasileiro em 2026, com investimentos estimados em R$ 40 bilhões, abaixo do registrado em 2025.
A tarifa temporária visa proteger a competitividade doméstica e será monitorada pelo governo norte-americano. Setores de energia solar e armazenamento de baterias acompanham o desenvolvimento da política comercial, enquanto investidores ajustam suas estratégias para lidar com o aumento de custos e a instabilidade do mercado.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental