Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Paraguai tem apagão por queda de linhas de Itaipu

Em: 20/02/2026 às 13:29h por Canal Energia

Ocorrência foi registrada no país vizinho depois que as linhas de 220 kV e de 500 kV desligaram afetando Assunção e outras regiões

A Ande, responsável pela energia elétrica no Paraguai, registrou um apagão no país vizinho na tarde da última de quarta-feira, 18 de fevereiro. O evento ocorreu após o desligamento de duas linhas de transmissão que saem da UHE Itaipu e levam a produção da hidrelétrica para lá. As linhas de 220 kV e de 500 kV deixaram de transmitir energia e apagaram grande parte do país.


Segundo a Ande, foram afetadas, principalmente, toda a área metropolitana e a capital, Assunção. Além disso, o sistema Norte e Oeste do Paraguai.


As causas dessa ocorrência estão sendo investigadas, portanto, ainda não há uma conclusão sobre o que pode ter levado a esse desligamento.


Ainda ontem a entidade paraguaia informou que os técnicos da instituição estavam verificando as possíveis causas da ocorrência. Apesar deste trabalho ter sido iniciado ontem à tarde ainda, até há pouco as causas ainda não foram identificadas. As informações estão sendo passadas pelo X (antigo twitter) da entidade do Paraguai.


Usina funciona normalmente

Por outro lado, apesar do Paraguai ter registrar do apagão, a parte da hidrelétrica binacional do lado de lá da fronteira afirmou ao CanalEnergia que não foi registrada nenhuma anomalia em suas instalações. E ainda, que a usina operava normalmente.


Em sua resposta ao questionamento, a assessoria de comunicação afirmou que “as interrupções no serviço de eletricidade verificadas no país respondendo a eventos externos à Entidade nas linhas de transmissão da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), que se encontra no desenvolvimento dos trabalhos de reposição do serviço.”


No lado brasileiro, a assessoria de imprensa de Itaipu Binacional afirmou que a ocorrência registrada no país vizinho não afetou a importação do excedente pelo Brasil. A operação na metade brasileira, bem como, a importação, ambos demandados pelo ONS seguiram o ordenado.