Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

Notícias

Mercado varejista de energia encerra 2025 com crescimento de 50%

Em: 11/02/2026 às 14:14h por Canal Energia

Relatório da ePowerBay mostra que mercado varejista de energia alcançou quase 32 mil unidades consumidoras ao final do ano passado

O Brasil encerrou 2025 com 38.150 unidades consumidoras registradas no mercado livre de energia na modalidade varejista. Nos últimos 12 meses foram 12.796 novas UCs nessa modalidade. Considerando apenas dezembro, foram 207 novas unidades. O acumulado do ano mostra um aumento de 50,5% na comparação entre janeiro e dezembro. De acordo com levantamento realizado pela ePowerBay, existem 124 comercializadoras varejistas, negociando 2.328 MWm para 38.104 unidades. O volume médio de 0,061 MWm.


A Cemig lidera o ranking quando a análise leva em conta o volume de energia negociado no mês de dezembro. A empresa mineira alcançou 195,9 MW médios. Logo depois aparece a Matrix com 168,2 MW médios e em terceiro lugar está a Ultragaz com 133,4 MW médios.


Porém quando a análise é por número de clientes, o ranking muda com esta última à frente das demais com 2.755 unidades e um consumo médio de 0,048 MW médios. Por sua vez, a Cemig, aparece bem próxima com apenas 10 unidades a menos e o consumo médio de 0,071 MW médios.


Os dados foram coletados junto à CCEE. Nesse sentido, a câmara aponta que cerca de 80 mil consumidores já migraram para o mercado livre de energia até 2025. Esse montante representa pouco mais de um terço do total estimado de consumidores conectados em média tensão no país.


Comercialização

O relatório da ePowerBay analisou além do mercado varejista de energia, os dados de comercializadoras. O país encerrou o ano com 497 empresas registradas na CCEE. Esse número é menor do que se viu no início de 2025 quando havia 507 organizações desse ramos no país. Entretanto, esse número variou mais em 2025 quando em agosto e setembro do ano passado figuravam 487 comercializadoras autorizadas na câmara.


Quando o assunto é comercializadora no mercado atacadista as três primeiras do ranking são as mesmas no mês de dezembro. A tabela abaixo mostra as 10 maiores tanto em volumes de compra quanto de venda.


Ao total foram 133,2 GW médios comprados sendo 81,65% convencional e os 18,35% de fontes incentivadas. Já as vendas seguiram o mesmo perfil, contudo, sendo 80,99% do produto convencional e 19,01% de incentivadas.


Já em relação ao volume da expansão do mercado livre no atacado, a ePowerBay relata que em 2025 o crescimento do ACL em consumidores livres e consumidores especiais foi pequeno, muito em função do crescimento do mercado varejista. O primeiro grupo é formado atualmente por 3.271 agentes e no segundo por 9.653.


ACR lidera em dezembro

O ACR ainda responde por 62,8% do consumo total de 70,2 GW médios e o ACL ficou 37,2%.


Os consumidores livres consumiram 20,8 GW médios e os especiais 3,5 GW médios. AAlbras, Vale e Klabin lideram no mercado livre tradicional. Por outro lado, o Assaí, Embasa e Grupo Pão de Açúcar encabeçam o ranking de consumidores especiais.


Indústria está no ACL

Por sua vez, a Abraceel aponta que 95% de toda a eletricidade consumida pelas indústrias brasileiras foi contratada no ACL. Esse índice refere-se ao mês de novembro e é 2 p.p maior do que os 93% no mesmo mês do ano anterior. Já no caso do comércio brasileiro, 47% do consumo esteve no ACL, contra 41% um ano antes.


Os números fazem parte da última edição do Boletim da Energia Livre. A publicação indica que em novembro havia ao total 82.958 unidades consumidoras considerando a abertura de toda a alta tensão. Dessas, 21.547 unidades consumidoras migraram nos últimos 12 meses. Portanto, um crescimento acumulado de 35%.


Além disso, a publicação indica que o mercado livre de energia responde por 43% de toda a energia elétrica consumida no país. O número considera a carga total do Brasil, incluindo perdas.