Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Carga do SIN deve recuar 1,8% em fevereiro, segundo ONS

Em: 09/02/2026 às 13:38h por Canal Energia

Reservatórios se recuperam no Sudeste e Nordeste, mas Sul perde armazenamento ao longo de fevereiro

A carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve recuar 1,8% em fevereiro, na comparação com o ano anterior, totalizando 87.482 MW médios, segundo o Programa Mensal de Operação (PMO) de fevereiro de 2026, do ONS. No recorte regional, o comportamento segue desigual. Na comparação anual, a carga do Sudeste/Centro-Oeste e do Sul permanece abaixo do registrado em fevereiro de 2025, com quedas de 5,0% e 4,5%, respectivamente. Já Nordeste e Norte continuam apresentando crescimento consistente, com expansões de 8,2% e 7,5%, impulsionadas por maior dinamismo regional e menor sensibilidade às variações meteorológicas.


Do lado da oferta, os dados do PMO indicam recuperação gradual dos níveis de armazenamento na maior parte do país. O Sudeste/Centro-Oeste, principal subsistema do país, deve encerrar o mês com 57,3% da energia armazenável máxima, acima dos 49,4% observados no início do período.


O Nordeste apresenta o quadro mais confortável, com previsão de chegar a 70,7%, enquanto o Norte deve fechar fevereiro em 61,7%. Em sentido oposto, o Sul segue pressionado por afluências abaixo da média histórica e deve reduzir seu armazenamento para 41,9% ao fim do mês.


Despacho térmico

Apesar da melhora hídrica, o despacho térmico permanece elevado nesta semana, como instrumento de segurança operativa. O despacho térmico por modalidade indicado pelo DECOMP para esta semana operativa indica uma geração térmica total da ordem de 6,9 GW médios no SIN. O Custo Marginal de Operação (CMO) médio semanal subiu para cerca de R$ 383/MWh nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, patamar que reflete a combinação de carga em crescimento e restrições hidrológicas ainda relevantes, sobretudo no Sul.


Esse volume é composto majoritariamente por usinas com inflexibilidade contratual, pela geração nuclear no Sudeste e por térmicas a carvão no Sul, acionadas sobretudo para controle de nível dos reservatórios e atendimento à ponta de carga. Mesmo com a melhora parcial dos reservatórios, o despacho térmico permanece elevado nesta semana, como instrumento de segurança operativa.